Liga da Justiça: Deuses e Monstros (2015)

Uma animação divergente e madura

A mais nova animação da DC Comics, Liga da Justiça: Deuses e Monstros, explora uma realidade divergente e apresenta uma trindade que protege o planeta e a humanidade como um todo, mas responde apenas a si mesma, em um período de muitos conflitos e debates sobre a existência da até então Liga da Justiça.

Para o mundo, não está claro se a Liga da Justiça está aqui para governar ou para salvar a humanidade. O filme, assim como a web-série “Justice League: Gods and Monsters Chronicles”, deixa bem claro que esta trindade parece não se importar tanto com esta ambiguidade.

Liga da Justiça: Deuses e Monstros (2015) | Uma animação divergente e madura

A inspiração para as novas formas, como esta trindade e a realidade que as mesmas coexistem, é totalmente derivada de histórias do próprio universo DC, especificamente da era dos “reimagins” de 1950, que dataram as mudanças radicais nos personagens que estamos familiarizados hoje.

Liga da Justiça: Deuses e Monstros (2015) | Uma animação divergente e madura

Batman possui um alter-ego completamente diferente do habitual, sendo ele Kirk Langstrom, mais conhecido entre os fãs de quadrinhos como Homem-Morcego. Após uma tentativa experimental de curar o seu próprio câncer, Kirk acabou se tornando um vampiro e, posteriormente, um vigilante.

É interessante ver que este Batman tem origem e desenvolvimento bem mais simples, e até mesmo clichê, do que as apresentações de outras versões do personagem. Outro fator importante é que este Batman quebra a regra de ter a essência do “super-poder” do personagem: o famoso preparo. O mesmo parece age por instintos próprios.

Liga da Justiça: Deuses e Monstros (2015) | Uma animação divergente e madura

Esta Mulher-Maravilha foge ligeiramente das origens e forma de apresentação das habituais versões da personagem, mas ainda se apresenta de forma um pouco mais complexa, se comparada a outras versões da mesma. Nesta animação, a alter-ego da personagem se chama Bekka. Ela não é uma guerreira amazona de Themyscira, e sim uma mulher forjada em Apokolips, filha de Himon.

A Mulher-Maravilha se mantém similar às habituais em seu desenvolvimento, onde se mostra forte, independente e uma exímia guerreira. Entretanto, é digno de se notar que Bekka parece ser bem mais descontraída do que outras versões da personagem.

Liga da Justiça: Deuses e Monstros (2015) | Uma animação divergente e madura

O último filho de Krypton segue a linha da Mulher-Maravilha, fugindo ligeiramente das origens e forma de apresentação das habituais versões do personagem. Nesta realidade divergente, o alter-ego do Superman é Lor-Zod, filho do implacável General Zod. Lor-Zod não foi criado sob os cuidados e ensinamentos da Família Kent, mas por um casal de mexicanos residentes nos Estados Unidos, expostos a uma grande quantidade de preconceito e intolerância.

Este Superman se mantém cheio de questões pessoais e interpessoais, assim como ideológicas, para tratar. Embora se apresente de maneira não tão diferente das versões do personagem, ele parece ser bem mais resolvido e implacável, se assemelhando ligeiramente à versão do personagem de “Injustice: Gods Among Us”.

Liga da Justiça: Deuses e Monstros (2015) | Uma animação divergente e madura

A presença dos personagens secundários, assim como a dos antagonistas, é bastante notável. Tais personagens acabam por acrescentar na resolução da trama como um todo, assim como no desenvolvimento dos protagonistas e em suas questões. É interessante ver também, como estes personagens são apresentados nesta realidade divergente, uma vez que muitos deles são habitualmente conhecidos.

Liga da Justiça: Deuses e Monstros (2015) | Uma animação divergente e madura

O roteiro da animação explora um jogo de grandes apostas envolvendo intrigas, mistérios e ação. É extremamente agradável, consegue manter a atenção e o interesse de quem assiste, dando a devida atenção às questões que inicialmente a própria animação aborda, e posteriormente as novas que vão surgindo. O enredo se mantém bastante inovador, maduro e realmente traz toda uma nova situação proposta a envolver essa trindade e tal realidade divergente.

Os traços de Bruce Timm tornam todo o processo de se acompanhar cada frame de Liga da Justiça: Deuses e Monstros, um prazer certamente nostálgico e inovador. Sem contar, é claro, com o elenco de dublagem que consegue se destacar nos momentos que lhe são exigidos..

Liga da Justiça: Deuses e Monstros (2015) | Uma animação divergente e madura

Certamente a Mulher-Maravilha e o Superman têm um desenvolvimento e apresentação bem mais complexos do que o Batman. É um deleite para os fãs dos personagens e do universo DC como um todo, mesmo se tratando de uma realidade divergente. Assim como para quem gosta de animações do gênero.

Definitivamente, o ponto alto de Liga da Justiça: Deuses e Monstros é ver como o mesmo trata bem uma das questões que o move: como você leva a justiça para aqueles que estão acima da lei?

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