IT – A Coisa | Uma história que vai muito além de um simples palhaço assassino

3 meses atrás ( 22/11/2016 )

Não há dúvidas de quem é o escritor Stephen King, e obras como IT só demostra a habilidade, criatividade e genialidade do autor.

Em 1958, durante as férias, Bill, Richie, Ben, Eddie, Stan, Mike e Berverly enfrentaram pela primeira vez, A Coisa. Um ser sobrenatural e maligno que se alimenta durante séculos de crianças, sempre se disfarçando em uma figura amigável: um palhaço. Porém, em 1985, quase 30 anos após o primeiro encontro, a Coisa retorna à cidade de Derry, e o grupo terá de se juntar para derrota-la mais uma vez devido à um juramento que fizeram no passado.

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King é o autor de dezenas de livros que já chegaram a se tornar filmes. Entre eles temos ”O Iluminado”, “Misery”, “Sob a Redoma (Under the Dome)”, “Cujo”, “O Apanhador de Sonhos”, “À Espera de Um Milagre”, o futuro filme da saga “A Torre Negra” e até mesmo o livro “IT” com uma adaptação feita em 1990, e uma que virá ano que vem (2017), entre outros.

IT é uma obra de horror com uma boa dose de suspense (principalmente psicológico) e até mesmo uma forte de drama. O livro é muito bem conduzido por mais que seja, de certa forma, muito grande. A divisão do livro é basicamente composta de duas partes: 1958 (quando o grupo ainda é jovem, com apenas 12 anos cada um deles) e 1985 (quando o grupo já é adulto). No entanto, está divisão não é feita de forma sequencial, mas sim alternada, ou seja, muito do suspense do passado, o confronto que aconteceu nele, é dito apenas faltando 100 páginas para encerrar o livro. Mesmo assim, ainda existem outros focos como o diário de Mike Hanlon (um dos integrantes do grupo) e até mesmo diários da cidade de Derry.

it-a-coisa-uma-historia-que-vai-muito-alem-de-um-simples-palhaco-assassinoCom 1102 páginas, IT não é um simples livro de horror. Ele é aflição, medo, angústia e ainda consegue abordar os mais doces dos sentimentos como o amor. Toda sua narrativa é um poço de talento, feita de forma incrível e nunca pesando ou cansando. A história é a mais instigante que eu já vivencie e a cada página virada, são mais emoções vividas seja desde uma simples guerra de pedras entre gangues, até um ataque mortífero da Coisa. Isso é crucial para que o livro funcione devido ao seu tamanho, porém aquilo que assusta no início por ter 1000 páginas, acaba por ser gostoso de se ler e nos prende a cada palavra escrita pelo mestre King e sua habilidade de criar personagens tão incríveis e fascinantes que até mesmo o dia-a-dia deles, acaba por ser tão interessante quanto os momentos de agonia.

Mas não se engane. IT, em muitos momentos, não é um livro fácil de se ler e isso não se deve a narrativa, mas sim a tamanho aprofundamento que certas coisas têm. O livro não fala apenas de crianças lutando contra um monstro, mas sim de uma cidade inteira e de seus habitantes. Sendo assim, cada um dos sete do Grupo dos Otários (Bill, Richie, Ben, Eddie, Stan, Mike e Berverly) tem sua vida contada, sejam vitórias e derrotas, de forma detalhada tanto no futuro quanto no passado. E certas situações são maravilhosas a ponto de nos querer fazer chorar e outras nos deixar extremamente irritados ou incomodados, como acontece com alguns dos antagonistas do livro que são envolvidos em temas como homicídio e até mesmo tortura de animais.

Muitos podem pensar que IT conta apenas a história de um grupo contra um palhaço assassino, o que até é quando visto apenas o pano de fundo, mas a história em si é sobre os seus personagens. Toda a narrativa nos faz se familiarizar com os personagens, suas vidas, amores e dores, mas não apenas os principais do grupo, mas também os valentões da escola, o principal chamado Henry Bowers, que tem um detalhamento tão grande de sua índole que uma mera criança acaba por se tornar tão assustador quanto Pennywise e algumas vezes até mais.

Mas no fim das contas, IT é uma obra de arte, com um desfecho fantasticamente longe do clichê, fugindo de tudo que você imagina quando lê a primeira palavra do livro, e em meio à um turbilhão de emoções, King consegue transformar os nossos medos em lágrimas de amor e ódio.

IT – A Coisa é o melhor livro que já li na vida, até o momento. Sua narrativa é cativante, os personagens incríveis e toda sua história é feita de forma tão perfeita que uma mera resenha até se torna pouco para descrever a maravilha que é este livro e, consequentemente, seu autor. IT é um livro que não deve ser contado ou assistido, mas sim, lido com calma e sutileza e pode ter certeza que se você tiver coragem de enfrentar as 1102 páginas que voam incrivelmente rápidas, haverá uma recompensa em seu final que talvez desencadeie uma emoção nunca sentida. É um livro para se sentir, amar e chorar.

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