Deuses Americanos

Criatividade e muita enrolação

Anos atrás eu tentei me aventurar na história de Deuses Americanos. Porém, após 100 páginas, eu cansei da história e desisti. Mas, neste exato ano de 2017, foi lançado a série adaptando o livro e, com uma legião de fãs amando essa obra, e também com as mãos de Neil Gaiman escrevendo essa história, eu tentei lê-la novamente.

Em Deuses Americanos nós acompanhamos Shadow Moon, um presidiário que está na sua última semana na cadeia e que é liberado alguns dias antes justamente pela morte inesperada de sua esposa e melhor amigo. Na viagem para o funeral da esposa, Shadow conhece o misterioso Mr. Wednesday – um velho que o contrata como guarda-costas. Porém, o que Shadow descobre apenas com o tempo é que Wednesday é um deus antigo que está morrendo por não ter mais rezas e oferendas em seu nome, assim como outros antigos deuses. E para que eles possam se fortalecer, Wednesday começa a  recrutar deuses antigos para lutar contra os novos.

Quando vi sobre o que se tratava Deuses Americanos, eu fiquei maravilhado. Essa premissa de deuses antigos x deuses novos me fascinava. O mais legal era ver que a criatividade de Neil Gaiman em criar deuses novos era absurda. Deles como Technical Boy, um garoto que representa a internet. A Media, representante da televisão, entre outras. Pois deuses antigos são fáceis de se usar, já que basta apenas uma ampla pesquisa e uma utilização sábia deles. Mas mesmo assim, Neil Gaiman consegue encontrar deuses eslavos, egípcios, irlandeses e até mesmo mitos americanos para usar em sua história. Ou seja, caso você leia Deuses Americanos, pesquise sobre o deus logo que ele aparecer que sua leitura será muito mais rica.

Entretanto, Deuses Americanos não me agradou por completo. Neil Gaiman tem uma imaginação e escrita muito boa, é impossível não entender o que está acontecendo na cena e tudo é muito visual. Porém, ele se prende demais em momentos que não são tão relevantes. Admito que o livro acabou mais me cansando do que empolgando. Para cada 50 páginas que lia com velocidade e fazia o livro caminhar mais rápida, haviam quase 100 em que eu via Shadow preso em uma situação que não me levava a lugar nenhum.

No fim das contas, eu nem acho que essas situações sejam inúteis para o livro. Ele possui muitos personagens e que Gaiman os explora muito bem, mas eu sentia que elas poderiam ser mais envolventes, ou poderia ter criado outras que agregassem mais.

Mas o fim do livro, todo o desfecho, batalha final e o fim dos mistérios, são excelentes! É naquele momento em que nós vemos como uma trama com reviravoltas é escrita. Ele acabou por me deixar contente ao menos com o fim do arco principal.

Mas há um porém. Eu realmente me senti satisfeito com o fim do arco principal do livro, mas não nego que eu não passaria por toda a história novamente só pra aquilo. O livro é bom sim, jamais diria o contrário.

Entretanto, ao ler a última palavra de Deuses Americanos, eu senti um gosto mais amargo na boca do que uma satisfação.

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