Deuses Americanos | Do copo de hidromel ás veias dos Estados Unidos

7 meses atrás ( 28/04/2017 )

Definitivamente é impossível falar de grandes autores literários modernos sem mencionar sequer por algum instante, Neil Gaiman. O britânico que ascendeu em meio a cultura pop, tal qual no mundo literário, a partir das “supercalifragilisticexpialidosas” aventuras do título Sandman, da DC Comics, já contemplou com propriedade um grande número de títulos de uma diversidade de gênero e devidamente tornou-se aclamado no mundo inteiro. E dentre estes títulos, talvez um de seus mais interessante, encontra-se Deuses Americanos.

A nova edição do livro (a preferida do autor, por sinal) lançada pela Editora Intrínseca, (re)traz Shadow Moon, um ex-presidiário de trinta e poucos anos que acabou de ser libertado, juntando-se a Mr. Wednesday numa longa e tumultuada jornada pelas cidades inusitadas dos Estados Unidos. Sentindo-se sem rumo, principalmente por perder bruscamente o que considerava como porto seguro, Shadow vai descobrindo ligações com os deuses que outrora não conhecia. É nesses encontros e desencontros que o Shadow se depara com os deuses — os antigos (que chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia, as drogas) —, que estão se preparando para uma guerra que ninguém viu, mas que já começou. O motivo? O poder de não ser esquecido.

Deuses Americanos | Do copo de hidromel ás veias dos Estados Unidos

Deuses Americanos é, acima de tudo, um livro de (muitas) excentricidades e estranhezas. E não é surpresa nenhuma que Deuses Americanos honre com perfeição a habilidade perspicaz que o autor tem em lidar com as palavras, tal qual com os contextos que envolvem a estruturação de seu universo “único”.  Neil Gaiman consegue co-existir uma ampla gama de mitologias de tal forma que elas concebam um universo impresso numa amálgama de múltiplas referências, ante a mistura de road trip, fantasia e mistério. Sua fantástica narrativa, minuciosa e captativa, é de “uma prosa que deu muito errado”.

Contudo, particularmente não vejo essa edição como uma que consiga te prender numa leitura por incontáveis horas, ou até mesmo para a leitura completa em dois ou três dias seguidos, por exemplo. E também não vejo isso como algo necessariamente ruim. Uma vez que, numa dinâmico narrativa e mitológica, vejo Deuses Americanos sendo um livro que age como uma boa garrafa de vinho (literária, no caso); aprecie o aroma e, então, deguste.

Deuses Americanos | Do copo de hidromel ás veias dos Estados Unidos

Imagem meramente ilustrativa

Como um todo, adquirir o livro Deuses Americanos é adquirir uma formidável literatura de road trip excêntrica e estranha rodeada por fantasia e mistério, com ação, desenvolvimento e narrativa que instiga sua leitura. Desde o primeiro copo de hidromel das muitas entidades e mitologias presentes, até as estradas rodoviárias atuantes como veias do território americano, Deuses Americanos o contempla a um universo “único” que não fica muito distante  do limiar que separa nós, reles mortais, das figuras divinas.

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