Constantine

Review do episódio 01×01

ANTES DE LER, SAIBA: escrevi a resenha quando o piloto da série vazou, meses atrás.

Definitivamente, está sendo uma semana de grandes emoções pros fãs do mundo mágico dos quadrinhos: há alguns dias o piloto da série The Flash vazou (leia a resenha) e hoje, o piloto da série Constantine veio pros braços da internet. Eu já assisti e agora, vamos desmembrar esse episódio e descobrir tudo o que ele pode nos dizer sobre a série:
Constantine | Review do episódio 01x01

No início do episódio já temos um combo de humor negro + exorcismo + personalidade do personagem. John Constantine se internou numa clínica psiquiátrica e se submeteu à terapia de choque, porque, segundo ele, há coisas que precisava esquecer.
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Derrubar as comparações de Constantine com a série Supernatural é fácil: enquanto a dupla Dean e Sam caçam demônios, o exorcista, demonologista e mestre nas artes das trevas Constantine é perseguido por eles.

Um demônio vai buscá-lo dentro do hospital e com uma mensagem faz com que ele decida voltar à ativa: “LIV DIE”. Claro que rola a típica cena de exorcismo (que a gente quer ver em todos os episódios) com palavras em latim e etc. Os efeitos dessa cena são PORCOS e juro que quase chorei pensando que todos os efeitos seriam como aquele, mas o episódio teve, sei lá, uma dosagem nesse ponto: em algumas cenas os efeitos foram muito bons, em outras foram uma bosta. Ainda não entendi a moral disso.
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Liv (Lucy Griffiths) é filha de um velho amigo de John – Jasper – um vidente que “via o mundo como ele realmente era”, e com sua morte, quem herdou esses poderes foi ela. Maaaaaaaas, tem um probleminha: a moça agora corre risco de vida, já que nenhum demônio quer ser visto andando por aí né? É aí que Constantine entra, pra enfrentar alguns demônios e manter a filha de seu amigo viva. Ela não é uma personagem das HQ’s, foi criada especialmente pra série.
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Ela mal sai de cena e somos introduzidos ao personagem Manny (Harold Perrineau), um anjo destinado a vigiar Constantine, que deixa claro ser um tanto quanto autoritário, mas que busca aconselhar nosso protagonista perturbado (mesmo que seja meio difícil). Pra se comunicar com John, ele possui o corpo de outras pessoas e até faz o tempo dar uma pausa. As cenas que ele aparece são muito interessantes. Manny também é um personagem criado exclusivamente pra série. Quando ele apareceu, minha reação foi “MEU DEUS, O PAPA MIDNITE SEM CHAPÉU E COM ASAS”, mas não é o Papa 🙁
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Claro que Liv não consegue lidar com o que tá acontecendo e procura Constantine. No próximo encontro deles, somos introduzidos ao personagem Chas (Charles Halford). Quem conhece as HQ’s, já sabe que o taxista Chas Chandler é o melhor amigo de John, mas antes era só um faz-tudo dele. Na série, o relacionamento dos dois já é de amizade e companheirismo, então tá tranquilo. Chas já sabe como é a vida ao lado de Constantine e se mostra bem à vontade em todas as cenas que aparece. PLUS: ele tem o poder de não morrer (?).
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Não demora muito até que a fraqueza de John é mostrada, e veio direto da revista Hellblazer #8 – “Intensive Care”. Astra Logue é uma garotinha que, nos quadrinhos, foi abusada pelo pai e um demônio surgiu do seu sofrimento. Esse demônio assassinou seu pai e seus amigos. Quando Constantine encontra ela, tenta conjurar um demônio que combata o outro e deixe Astra em paz, mas ele ainda não era bom o bastante e, por falha dele, o demônio derrota o outro e leva Astra pro inferno. Isso faz com que ele perca a sanidade e se interne no manicômio de Ravenscar (onde começou o episódio). No piloto não foi mostrada a história de Astra, mas já ficou bem claro que ela é importante e abala Constantine. OBS: o demônio que levou Astra se chama Nergal e, originalmente, foi um dos demônios que contaminou o sangue dele. Provavelmente vai ser um vilão da série (tomara).
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Constantine leva Liv até a casa do pai dela e lá ela começa a entender melhor seus dons. Nesse momento acontece uma coisa que deixa qualquer fã da DC doido: ela pega o Elmo de Nabu do Senhor Destino, e é muito bem avisada por Constantine pra largar aquilo. Não fica muito claro se o Sr. Destino vai ser um vilão da série ou foi só um easter egg. Ali, é descoberto o nome do demônio que tá caçando a moça – Furcifer – e é hora de caçar!
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Antes de conjurar o capeta, um outro personagem é introduzido: Richie. Vivido pelo ator Jeremy Davies, ele tem ligação com a morte de Astra e parece ter trabalhado ao lado de Constantine por algum tempo, mas não quer mais vê-lo nem pintado de ouro. Mesmo assim, concorda em ajudá-lo a mandar o diabo que caça Liv pro inferno. Não entendi direito qual é a moral desse personagem, mas espero que fique mais claro durante a série.
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Aí rola a clássica conjuração do demônio, cheia de simbologia e fogo. Os efeitos tavam bem legais até o tinhoso chegar, porque os efeitos dele foram uma bosta extrema. E como de costume, Constantine usa seus talentos, engana o capeta e manda ele direto pro fogo do inferno.
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Depois de tudo isso, a menina Liv percebe o quanto a vida dela era tediosa e resolve que quer usar seu dom pra fazer o bem e salvar vidas. Constantine vai voltar à ativa e já conhecemos sua equipe.
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Finalmente temos um John Constantine de verdade! Era ESSE CARA que devia ter estrelado o filme de 2005. Eu já disse várias vezes, mas não canso de repetir: vi no ator Matt Ryan a melhor caracterização de um personagem dos quadrinhos. Ele é igual à HQ. E não foi só na caracterização que ele mandou bem, porque no quesito personificação, eu diria que ele é tão Constantine quanto Robert Downey Jr. é Tony Stark: perfeito. O sotaque galês do ator remeteu à origem britânica que o personagem tem nas HQ’s (claro que o sotaque galês é mais pesado que o britânico, mas o importante é que fica muito claro que ele não é americano). Como eu disse antes, os efeitos são estranhos, muito bons em alguns momentos, mas uma bosta em outros. Pra criar uma opinião concreta sobre isso, só assistindo os outros episódios, mas não dá pra dizer que os efeitos não convencem… Eles convencem, mas não o tempo todo. Ah, e podem parar com o choro, porque o Constantine fuma sim, ok?
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As certezas que podemos ter pra série são: simbologia, ocultismo, exorcismos (YES), humor negro, referências fortes das HQ’s, demônios (muitos demônios, demônios pra caralho, demônios pra mais de metro), perturbação e FOGO! MUUUITO FOGO! Sinceramente, eu espero que a série me surpreenda mais que o piloto, que foi bom sim, mas não me surpreendeu. A parte boa é que ficou bem claro que David Goyer não tava brincando quando disse que a série ia ter influência forte das HQ’s. Também espero que os efeitos fiquem bons, que os vilões sejam definidos e não subentendidos e que a história da Astra seja bem trabalhada.


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Por Louise


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