Monstro do Pântano

Um novo ar para séries da DC Comics

A DC não teve o retorno esperado com seu universo cinematográfico, porém suas séries especialmente do seu novo serviço de streaming, parecem ter ganhado o público. “Titãs” e “Patrulha de Destino” tiveram novas temporadas anunciadas,  mesmo que “Monstro do Pântano” tenha chegada um pouco tarde e apesar do seu cancelado, fez jus ao abrir as portas para apresentar o universo sombrio da editora a outro público.

Criada por Gary Dauberman, Mark Verheiden e James Wan como produtor, “Monstro do Pântano” prometia ser espetacular. Quando uma gripe estranha ataca a pacata cidade de Maines, situada perto dos pântanos do interior dos  Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCPD) envia a jovem Dra. Abby Arcane (Crystal Reed) para descobrir uma possível cura, ela não imaginaria que precisaria da ajuda do enigmático cientista Alec Holland (Andy Bean) que parece conhecer mais do que aparenta.

Monstro do Pântano | Um novo ar para séries da DC Comics

Cenas de “Monstro do Pantano”

Os dois não sabem que se colocaram em um intriga de poder e dinheiro, ainda mais que o poderoso Avery Sutherland (Will Patton) parece estar envolvido na poluição do pântano e na gripe que assola a população. Em uma investigação meticulosa, Alec acaba assassinado, mas revive graças a própria natureza como o Monstro do Pântano, um ser capaz de entender e controlar as plantas e impedir o mal gerado pelos humanos.

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A narrativa não enrola em dez episódios, logo somos apresentados  a criatura e seus poderes, o foco não fica totalmente no monstro,”Monstro do Pântano” usa sabiamente seus momentos para outros personagens que são usados para dar mais profundidade à trama de suspense e como cada caminho esbarra de alguma maneira com os passos dos protagonistas.

Monstro do Pântano | Um novo ar para séries da DC Comics

Cenas de “Monstro do Pantano”

Alguns personagens são rostos antigos dos quadrinhos, do universo sombrio da editora, como se a própria série fosse não apenas uma apresentação do criatura mas servisse de portal para algo mais, grandioso e não tão explorada, nessas descobertas que a história cresce e conquista o telespectador a questionar e desejar saber mais.

O perigo e o medo nunca foi da natureza, mas sim dos próprios humanos que se torna evidente por seus atos em usufruir de todos os benefícios naturais, sem pudores e responsabilidade, aqui o dinheiro fala mais alto, a própria natureza usa o Monstro como arma de defesa para o ego inflado desses humanos, mais cedo ou tarde a conta de nossa destruição irá bater na porta, no final os verdadeiros monstros somos nós guiados pelos desejos.

Monstro do Pântano | Um novo ar para séries da DC Comics

Cenas de “Monstro do Pantano”

Algo que se torna tão evidente e chamativo é o visual. Começando pelo Monstro que é uma homenagem a fase do Alan Moore, trabalho excepcional da maquiagem e efeitos práticos. Além do clima sombrio e aterrorizante, aquele medo do desconhecido, um charme vindo das mãos de James Wan que mesmo na produção teve um toque particular nisso, creio eu. A fotografia não esquece nenhum momento a identidade do verde, notável os tons esverdeados em algumas cenas,  demonstrando que a natureza está presente em tudo.

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Uma pena que a série tenha sido cancelada por motivos burocráticos e não por conta da qualidade da produção, audiência ou crítica. Podemos perceber pela apresentação e pela história, que tudo parecia promissor e conversava com um universo grandioso, mesmo muitas tramas terem ficado inacabadas apesar do personagem principal ter concluído em partes sua jornada, a série serviu como um portal para novos personagens desse universo.

Monstro do Pântano | Um novo ar para séries da DC Comics

Cenas de “Monstro do Pantano”

Difícil no fim não sentir a ausência de um futuro, mas isso não estraga toda experiência oferecida pelo conjunto da obra, sem dúvidas umas das melhores séries dessa nova leva da DC Comics, que ganha ainda mais originalidade em abordar outra visão de um universo não tão conhecido. O que fica é o carinho e as boas surpresas.


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