Super (2010)

Um Kick-Ass “mais adulto” que você precisa assistir

Se você gosta de filmes de Super-Heróis, mas anda um pouco enjoado do que vem assistindo ou quer uma coisa mais realista, fique por aqui. Se você, assim como eu, é muito fã de Kick-Ass e quer ver algo parecido ou que siga a mesma linha,  fique por aqui também!

O filme que vou falar hoje se chama SUPER e foi lançado no ano de 2010. É dirigido por James Gunn que já dirigiu também Seres Rastejantes (2006), foi roteirista de Madrugada dos Mortos (2004) e, recentemente, dirigiu Guardiões da Galáxia que estreia dia 31 de Julho.

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Frank Dabor, interpretado por Rain Wilson (The Office), é o protagonista desta história. A vida dele é uma merda, digamos que ele é um loser de mão cheia. Passou a vida inteira sofrendo bullying e os únicos momentos bons que teve, se resumem a dois atos: o dia do seu casamento, e a vez que ele ajudou um policial a pegar um bandido apenas apontando a direção para onde o meliante foi. De resto, ele não tem mais nada de interessante e isso está bem marcado em seu semblante.

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Ele achava que seu casamento com Sarah (Liv Tyler) ia muito bem, até o dia em que o vilão Jacques (Kevin Bacon) apareceu em sua porta, enquanto Frank fritava ovos, perguntando por Sarah. Ele diz que ela não está e mesmo assim Jacques permanece no local, até convencer Frank a convidá-lo para entrar e comer os ovos. No dia seguinte, Sarah some e a vida de Frank (que já era uma merda), fica pior ainda. Ele acha que Sarah foi sequestrada por Jacques e decide resgatar a esposa, mas ela mesma se nega a ir com o marido e ele acaba apanhando dos capangas de Jacques. Nesse momento, acontece o ponto crucial da história: Frank volta arrasado pra casa e vê  em um super-herói cristão na TV, os motivos que precisa para dar um rumo na sua vida e resgatar sua esposa.

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Ele vai até uma loja de quadrinhos procurar por HQs desse super-herói cristão. Nessa loja, ele conhece Libby (Ellen Page) que é a balconista. Quando ele vai até ela para pagar a revista do herói cristão, ela não acredita no que está vendo e começa a dar muita risada da cara dele. Libby não entende como um cara consegue comprar uma HQ como aquela e, para piorar a tiração de sarro, ela começa a folhear a revista e lê em uma parte que, uma das formas de fazer o bem é combater o mal. Ela concorda com o que o herói cristão diz, mesmo rindo de um modo geral da HQ que Frank Darbo acabara de adquirir. Bastou isso pra luz no fim do túnel de Frank aparecer. Ele tem uma alucinação (aliás esse filme é cheio de alucinações por parte de Darbo) onde sua cabeça é aberta por tentáculos e o “Dedo de Deus” toca o cérebro dele. A partir disso, ele passa a ser o escolhido e acredita que Deus tem uma missão para ele. Frank se lembra do que Libby leu na HQ, sobre “fazer o bem e combater o mal”, e, por isso, decide que a única saída é virar um super-herói. Assim nasce seu alter-ego – Crinsom Bolt.

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Como em todos os filmes de super-herói, ele mesmo é quem customiza o uniforme (confesso que admiro muito o dom pra costurar que cada um deles tem). Ele entra para a vida do vigilantismo como se a única forma de ser feliz fosse combater o crime e reconquistar sua esposa. É aí que entra o que eu acho que em Kick-Ass não foi abordado com tanta realidade, sobre os perigos e as consequências de tentar ser um super-herói na vida real. Tudo bem que nas primeiras rondas de Kick-Ass ele foi esfaqueado, atropelado, uma outra pessoa que se vestiu igual a ele foi assassinado por engano e etc. Mas eu me refiro à questão de mostrar o perigo da realidade. Em Super isso é mostrado o tempo todo! Crimson Bolt, além de ser muito atrapalhado, não sabe como agir em relação aos crimes, tanto que ele vai à biblioteca dizendo que estava ali fazendo um trabalho de pesquisa escolar sobre “onde os crimes acontecem” (justamente para prestar seus serviços à sociedade).

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Logo que ele descobre onde ir, acaba tomando um pau dos traficantes do local e aí ele percebe que é um super-herói sem poder nenhum. Nesse  momento, o filme discute a questão de poderes x responsabilidades, e o próprio Frank  faz um questionamento: “Que responsabilidade se tem, quando não existe poder algum?”

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Ele começa um grande projeto de pesquisa até entender como tudo funciona. Para isso, ele vai contar com a ajuda de Libby. Sua arma de combate é uma chave inglesa e, por vezes, o herói é exagerado e sofre demais com as consequências de seus atos. A violência é um pouco mais trabalhada do que em Kick-Ass, os efeitos especiais e maquiagens também. Várias cenas você vê miolos, cara rachada e muito sangue, além do uso de drogas, tráfico de mulheres, alcoolismo e etc.

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O longa tem uma cadência bem diferente, talvez por dar uma roupagem mais adulta a um filme de super-herói. Não é tão dinâmico quanto os outros filmes do gênero, e às vezes você pode ficar pensando: “Que horas que isso vai pegar fogo?”, “Que horas que o coro vai comer?”. Mas tudo isso tem uma explicação e aí, entra a “Jornada do Herói” de Joseph Campbell. Essa cadência acontece justamente pelo fato de Frank Darbo passar por cada um dos seus 12 passos.

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A Ellen Page no papel de Libby e depois sob o alter-ego de Boltie, uma espécie de menina prodígio, é a responsável, não só por ajudar Crimson em suas missões, mas também por quebrar, em certos momentos, o ritmo cadenciado do filme. Se de um lado nós temos um Crimson Bolt atrapalhado, do outro lado temos Boltie, totalmente despreparada, exagerada e com aquele mesmo sentimento que a maioria dos adolescentes tem de fazer parte de algo, de fazer justiça com as próprias mãos sem medir as consequências.

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O grande vilão Jacques, interpretado por Kevin Bacon, faz o que todo mundo espera dele. Parece que Kevin tem uma cina enorme de fazer papéis nesse estilo com maestria.

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Super é um filme ótimo e mostra um viés que Kick-Ass não deu a quem se aventura nessa coisa de ser “herói na vida real”. É algo mais adulto, de certa forma mais elaborado e sem tanta fantasia, exceto pelas alucinações. Ele escancara os perigos que corremos ao tentarmos entrar nessa vida de combater o crime e tem algumas semelhanças com os heróis da Marvel, principalmente em relação à solidão, preconceito, perdas materiais e morais que cada um deles carregam consigo.

O final pode te surpreender e a mensagem que ele transmite também.

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Finalizo com uma fala do filme:

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