Super Velozes, Mega Furiosos (2015)

A paródia que não faz rir

“Super Velozes, Mega Furiosos” é uma paródia do filme “Velozes e Furiosos”.

“Superfast” foi lançado nos Estados Unidos no mesmo dia em que “Velozes e Furiosos 7” estreava e emocionava seus fãs. Com a morte de Paul Walker, o sétimo filme da franquia não só emocionou, como finalizou uma era de viciados em carros. Muitas pessoas estão reclamando dessa paródia, mas posso afirmar: é mais do mesmo. Se o intuito dos criadores era fazer rir, escolheram o pior momento!

O elenco conta com: Dale Pavinski, Alex Ashbaugh, Omar Chaparro, entre outros. O filme tem os mesmos diretores e roteiristas das paródias de “300” e “Crepúsculo”Aaron Seltzer e Jason Friedberg. Nos Estados Unidos a comédia foi lançada diretamente em DVD. O mesmo ocorreu na França e no Reino Unido. No Brasil, são as telas de cinema que primeiro o transmitirão.

Super Velozes, Mega Furiosos | A paródia que não faz rir

Na sátira, o policial Paul White (Alex Ashbaugh), trabalhando disfarçado, chega junto à gangue ilegal de corredores de rua, liderada pelo invencível Vin Serento (Dale Pavinski), numa das provas noturnas do grupo, a qual o vencedor ganha como prêmio principal um kit de produtos de beleza. Apesar de alguns escorregões, Paul conquista a confiança de Vin e entra para o grupo, formado também pela namorada durona e lésbica de VinMichelle (Andrea Navedo) – Jordana, sua doce irmã (Lili Mirojnick) e o melhor amigo de Curtis (Daniel Booko).

A dupla Aaron Seltzer e Jason Friedberg parece ter esgotado seu estoque de humor feito para rir, e abusa do humor de excessos.

A ironia é evidente: o valentão tem um carro com desenhos infantis, a mulher sedutora manifesta desejos lésbicos, o homem covarde que faz a cada segundo uma piada sobre ser branco e o detetive burro. Como se isso não fosse óbvio o bastante, os nomes das personagens fazem referência aos atores da franquia original, como Vin (Diesel), Paul (Walker), Jordana (Brewster) e Michelle (Rodriguez).

Pontos fracos da paródia:

Eu e você sabemos que ninguém procura esse tipo de filme se quer ver uma super-produção de humor ou um indicado ao Oscar. Procuramos filmes assim para relaxar e rir, mesmo. O problema é: Super Velozes, Mega Furiosos tem 99 minutos que parecem uma eternidade com tanto clichê!

Com tanta informação sendo jogada na tela, não dá tempo de digerir uma piada, que já surge outra piada dentro da piada, fazendo piada, da própria piada. Fica tudo muito caricato, parecendo certo “programa de humor” que gongamos e mandamos nossos amigos enviarem currículos quando a piada deles é sem graça. Sabe qual é, né?

E o exagero não para. Se você não notar que Michelle prefere mulheres, ela aparece em todas as cenas admirando o corpo de alguma, ou fazendo uma piada lésbica.

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Já o detetive Rock é um narcisista, que é visto praticamente em todas as cenas do filme passando óleo de bebê no corpo.

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Tudo que já estava claro no começo, vai ser sublinhado até o final. Parodiar algo que já vive de excessos há anos, não é uma ideia muito esperta, senhores diretores.

Pontos fortes da paródia:

Pensei que iria detestar por completo o filme, mas até que não foi bem assim. Muita coisa nele fez sentido pra mim. Por ser uma paródia, até que essa história é bem produzida e pensada. Tudo o que você assistiu durante os sete filmes da franquia Velozes e Furiosos vai ser mostrado com exagero na tela. Inclusive as coisas mais banais, que não aguentamos mais ver. Exemplo:

O “asiático descolado” que não para de comer, a “modelo tentando carreira de atriz” e o “rapper fazendo uma ponta no filme”, são personagens mostrados em quase todos os filmes da franquia – e em muitos outros filmes de ação.

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A maior semelhança está em Vin Serento (Dale Pavinski). O ator que interpretou a versão parodiada de Vin Diesel ficou bem parecido com ele em alguns momentos.

Super Velozes, Mega Furiosos | A paródia que não faz rir


O filme é bem oportunista e quer entrar no embalo do episódio mais recente de Velozes e Furiosos, que já é o quinto maior sucesso de todos os tempos. Sabendo que os espectadores estão sedentos por qualquer coisa relacionada à série, eles aproveitaram a deixa.

Se você procura um filme para descontrair, vai ser difícil passar pelos primeiros minutos sem dar um nó na cabeça. Se você gosta desse tipo de filme, vale o excesso. Afinal, paródias não são feitas para serem engraçadas, são feitas para gongar o filme que escolheram como alvo. Encerro essa resenha com as palavras de Omar Chaparro (ator do filme), quando começou a “chorar de brincadeira” nos créditos:

“Não sei por que estou chorando. Esses filmes de paródia nunca ganham o Oscar mesmo”.


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