Scarlet Nexus | Os dois lados da mesma história
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Scarlet Nexus | Os dois lados da mesma história

Uma história cheia de ação e relações humanas

No dia a dia gosto bastante de jogar um FPS quando quero tirar um pouco da carga do dia após uma tarde escrevendo ou pesquisando algo, uma corrida para apreciar o ambiente da linha de chegada e até mesmo uma história leve para relaxar. Mesmo gostando muito desses estilos, o que mais me deixa feliz é quando posso jogar um bom RPG. Principalmente os que são produzidos no Japão.

Em “Scarlet Nexus” senti todas as emoções necessárias; fiquei frustrada, me emocionei e senti alegria, algo que faz muita diferença dentro de uma história, despertando todos os sentimentos possíveis e aproveitando ao máximo.

+ Assista ao trailer dando play no vídeo abaixo.

No game poderemos seguir duas linhas de história, um deles conheceremos a história de Kasane Randall que acaba se juntando ao FSC com sua irmã, Naomi. Ambas com notas altas sendo o top 5 da sua turma, em que Kasane tem o poder de mover objetos e descobre que contém o poder dos fios vermelhos, que a faz viajar por linhas temporais. Já Naomi, tem o poder de prever movimentos inimigos futuros, facilitando seu próximo passo e de seu esquadrão. Mesmo que uma deseja proteger a outra, Kasane torna isso ainda mais importante já que a única que a considerava realmente da família é sua irmã. Ela foi adotada pela família Randall.

Quando partimos para a saga de Yuito Sumeragi, vemos um outro lado. Sendo ele o jovem que as meninas ficam apaixonadas e faz parte de uma das famílias de prestígio da cidade. O jovem tem poderes semelhantes ao de Kasane, descobrindo junto dela em seus encontros que também tem o poder dos fios vermelhos. Sendo um “sem poderes”, que acabou ganhando quando criança de maneira inesperada, não se sabe até quando terá possibilidade de fazer parte da OSF, porém fará de tudo para transformar o mundo em um lugar diferente junto de seus amigos.

Scarlet Nexus | Os dois lados da mesma história

Temos a opção de jogar com qualquer um dos dois, a história é a mesma, porém teremos a visão de cada um dos acontecimentos dentro da campanha, o que torna tudo bem interessante, já que rola um grupo diferente com cada protagonista. Teremos que enfrentar as “criaturas bélicas” que chegam pelo Cinturão de Ruptura, porém esse não é o único problema, mas também correremos contra o tempo para impedir que o mundo acaba 50 anos no futuro – lembrando que o game se passa em 2020 – em que deveremos fechar o “Portal de Kunad”, criado após ocorrências com viagem no tempo com os fios vermelhos.

Também teremos a interação com outros personagens, em que iremos criar laços e aumentando esse nível conseguimos liberar novos ataques, já que eles fazem parte da nossa party de batalha.

O interessante de criar esses laços é não só desenvolver o protagonista mas conhecermos outros personagens importantes da história e quem são eles. Afinal, quem está no comando do controle também precisa sentir esse vínculo com todos eles, o que nos faz gostar ou não de alguns deles.

Admito que alguns no começo sentia um certo “ranço”, mas com esses desenvolvimentos possíveis na campanha me fez entender um pouco o lado de cada um e ao final estar gostando de todos e até mesmo mais ainda de alguns.

Scarlet Nexus | Os dois lados da mesma história

A mecânica de batalha é bem semelhante a de “Final Fantasy 7 Remake”, dando de exemplo um game que muitos já jogaram e conhecem, o que torna a batalha mais dinâmica e com os botões da direita do controle podemos mesclar nossos poderes com alguém de nossa party, tornando os ataques mais fortes e sendo até mais fácil a batalha com certas criaturas.

É o caso do Shino, que tem poderes elétricos tornando mais fácil derrotar elementos de água por muitas vezes. Temos ataques especiais em que nossos cabos conectores são ativados no cérebro criando uma especial de campo alternativo em que ficamos mais fortes, porém que tem uma barra de duração, mas que com o vínculo entre personagens se torna mais forte em que eles ajudam a durar mais tempo em batalha contra as criaturas mais chatas de derrotar.

E seguimos uma linha na barra de ferramentas do personagem, em que aperfeiçoamos habilidades, trocamos itens, equipamos – sejam armas ou apenas skins –, lemos mensagens e conhecemos mais as criaturas.

Tudo funciona de maneira simples, então até mesmo quem não está acostumado com esse tipo de mecanismo de modificação consegue aprender bem rápido, diferente por exemplo de “NieR”, em que acabamos nos perdendo um pouco pela grande quantidade de informação.

As habilidades são bem explicadas, então fica mais fácil decidir qual escolher primeiro e por assim em diante com pontos que ganhamos ao passar de nível determinando o tipo de gameplay que deseja seguir. Não só isso, como temos cards especiais que habilitamos que podem dar XP ou dinheiro, dar mais resistência contra eletricidade ou confusão, outros que deixam nosso especial com carregamento mais rápido e por aí vai.

Scarlet Nexus | Os dois lados da mesma história

O game ainda apresenta alguns bugs de movimentação, mais no sentido quando precisamos pular em plataformas mais altas mesmo usando o pulo duplo. Necessitamos estar distantes para conseguir subir, e se ficamos perto demais ele não consegue subir de jeito nenhum como se houvesse uma barreira invisível impedindo.

Algo que também senti um certo incomodo é a câmera. Em certos momentos não focam no personagem que queremos e quando usamos uma habilidade especial é quase jogada no lixo, já que não foca na criatura que desejamos acertar. Mas acredito que tudo isso pode ser resolvido em atualizações futuras.

“Scarlet Nexus” é um ótimo JRPG, despertou sentimentos variados durante minha campanha e que dentro dos 12 capítulos da história me identifiquei com cada personagem ali presente – principalmente com Kasane. Quem curte um bom RPG e cultura oriental com toda certeza vai se sensibilizar com a história contada e com a ação que o game nos passa.

“Scarlet Nexus” está disponível para PC, Playstation 4/5, Xbox One e Series S/X.

E aí, curtiu?

Escrito por Guta Cundari

Do cinema para o jornalismo. Amante de filmes e games, fã filmes de terror trash e joguitos que duram meses. As Premiações pelo mundo todo que me aguardem e os noobs que sofram.

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