Far Cry 6 | Sempre lute pela democracia e liberdade
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Far Cry 6 | Sempre lute pela democracia e liberdade

Novo título acerta ao inovar a experiência do jogador mesmo seguindo a fórmula “Far Cry” de contar histórias

O anúncio de lançamento de “Far Cry 6” não era uma surpresa e sim uma espera para os fãs da franquia e pra que gostam de uma boa história com ótima exploração de cenários e uma narrativa bem desenvolvida pela Ubisoft. A experiência com o quinto game da franquia foi boa, nele enfrentamos a seita de Joseph Seed e depois as gêmeas na sequência em “New Dawn”. Porém algumas coisas eram muito falhas em ambos os games, o que preocupou os jogadores para as sequências de “Far Cry”. Será que eles teriam algo diferente ou seguiriam o formato do anterior? Bom, eu conto tudo mais abaixo.

Mas logo ao assistir aos primeiros trailers do jogo, deu um baita alívio ao saber que tudo seria diferente e que teríamos o gostinho semelhante ao que sentimos quando jogamos “Far Cry 3”. Um ambiente cheio de mar e selva, só que dessa vez enfrentando um ditador (nada tão diferente do que tem acontecido no mundo, né mesmo?). Mesmo utilizando a fórmula Ubisoft de contar uma história, vemos uma inovação na franquia novamente.

+ Assista ao trailer do jogo dando play no vídeo abaixo.

Durante nossa campanha controlaremos a/o personagem Dani (sim, você pode escolher se deseja jogar com o sexo masculino ou feminino), que após fugir de Esperanza, mas logo ser atacado, chegamos a uma pequena ilha e nos juntamos a um grupo de guerrilha chamado Libertad. Cidade que luta para tirar o país das mãos de Antón Castillo, um Ditador que deseja transformar Yara em um lugar puro se livrando dos rebeldes, ou como ele costuma chamar: “os falsos yarenses”.

Ao nos juntarmos a Libertad teremos contato com a líder Clara, que nos mandará para a missão de encontrar outros grupos para se juntarem à causa e derrubar Antón. Aprenderemos as regras da guerrilha com o grande Juan Cortez, o agente duplo de Yara. Para tudo ocorrer como deve, iremos atrás: o grupo ‘Máximas Matanza’; a família ‘Monteiro’; e ‘As Lendas de 87’. Dentro desse mapa, encontraremos pessoas próximas de Antón que deveremos matar para liberar o local de tomada, e assim ganhar a confiança desses grupos.

Durante a campanha encontraremos missões principais, secundárias, busca por tesouros, conquista de pontos de controle e destruição de antenas aéreas – que dificultam usar transportes aéreos pelas regiões usadas. Tudo isso, tem a fórmula Far Cry (quem já jogou conhece bem), mas que consegue aproveitar ao máximo o mapa fazendo coisas que influenciam em sua campanha principal.

Então, se deseja tornar sua vida e finalização da história mais fácil, é sempre bom fazer tudo que for possível, principalmente se você deseja subir o nível de patente de sua protagonista.

Far Cry 6 | Sempre lute pela democracia e liberdade

A jogabilidade não mudou em nada, mas parece que a cada game ela fica ainda mais fácil. Os comandos de armas e escolhas se tornam cada vez mais simples, principalmente pelo fato de que em muitos momentos precisamos de agilidade durante uma missão, afinal simplicidade é tudo. Contaremos com missões que trazem um impacto importante para a vida daqueles que vivem e desejam acabar com Anton, porém algumas claramente se tornam bem clichês. Claro que isso não é um problema, mas já é quase certo como será o final que essa situação vai tomar. Nada que gere surpresa.

O mais interessante é um final secreto, que é possível de desbloquear, e que após o confronto com Antón, teremos ainda mais problemas em Yara para resolver, liberando as missões de “insurreição”. Eliminar os líderes insurgentes do mapa não é absurdamente difícil, se a protagonista estiver com nível alto, já que o mapa automaticamente sobe de dificuldade em várias regiões. Portanto, a região de Conuco que costuma ter ranking 14 sobe para o 16, e segue assim em muitos outros coisas.

Os personagens secundários são muito divertidos e combinam com o humor e temperamento do game, principalmente quando estão com Dani – que tem um ótimo humor, que em muitos momentos me fez lembrar a Kassandra em “Assassins Creed Odyssey”.

Mas não teremos parceiros humanos dessa vez, apenas animais que estarão ali para ajudar caso necessário. Chamados de “parças” contaremos com; crocodilo, Guarpo; o pequeno, Chorizo; o galo, Chicarrón; o cão, Cabum; e a onça, Oluso. Cada um contém uma habilidade especial que lhe ajudará na aventura, seja pra distrair os inimigos, encontrar itens mais rápidos ou simplesmente matar com mais facilidade. 

Far Cry 6 | Sempre lute pela democracia e liberdade

O ambiente é bem bonito e tropical, dando aquele ar fresco que sentíamos jogando o “Far Cry 3”. O clima muda constantemente, principalmente com o passar do tempo no mapa, onde está um sol lindo e logo em seguida começa uma tempestade, e quando olhamos depois, já está ficando noite. Mas tudo ocorre de maneira natural, influenciando até mesmo no movimento do mar e o vento que bate nas árvores, tornando a experiência ainda mais imersiva. 

A trilha sonora é incrível, sendo 100% latina, indo do pop ao hip-hop. A rádio não só está repleta de nomes e músicas criadas exclusivamente para o game, como também vive a experiência de escutar música no carro, já que em alguns momentos Dani começa a cantar a música que está tocando. Isso foi algo que achei super divertido e que fez uma diferença ao pegar um carro e evitar usar o teletransporte de acampamentos. 

A dublagem, seja original ou em PT-BR, ficam ótimas e combinam bem com cada um dos personagens. Só os espalhados pelo mapa que podem ter uma voz semelhante, mas é justo já que são muitas pessoas e não existe a necessidade de tantas vozes diferentes para personagens iguais. Mas essa é a diferença em “Far Cry 6”, a protagonista ter uma voz – já que no 5 e New Dawn isso deixará nossa história um pouco sem vida.

É necessária uma voz ali para responder os personagens que fazem parte de nossa vida durante a campanha e até mesmo para cantar no carro as músicas da rádio, sendo a peça que faltava. Destaque para Giancarlo Esposito, dando vida a Antón, sendo perfeito para o vilão da história.

Far Cry 6 | Sempre lute pela democracia e liberdade

O game sofre de pequenos bugs, seja durante missões em que é necessário reiniciar o último save, construções algumas vezes sem qualidade ou até ficar preso em momentos de pulo de um ponto a outro. Porém, nada que seja absurdamente incômodo, já que eles ocorrem raramente – pelo menos durante minha campanha ocorreram apenas duas vezes – mas que deve ser corrigido em eventuais atualizações e pacotes de correção.

“Far Cry 6” apresenta uma história emocionante e complicada na vida de Dani e seus amigos que desejam fugir de uma ditadura perigosa e sem futuro, mas que às vezes nem eleições diretas podem resolver rapidamente. Mas que a voz do povo é importante e precisa ser ouvida para funcionar da maneira certa numa democracia. E mesmo com a fórmula “Far Cry” de sempre, tem novidades animadoras e que deixarão os fãs felizes e ainda mais ansiosos pelo futuro da franquia.

“Far Cry 6” está disponível para Amazon Luna, Google Stadia, Microsoft Windows, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X/S.

E aí, curtiu?

Escrito por Guta Cundari

Do cinema para o jornalismo. Amante de filmes e games, fã filmes de terror trash e joguitos que duram meses. As Premiações pelo mundo todo que me aguardem e os noobs que sofram.

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