Chuck (2007-2012)

O bem arquitetado mix de múltiplos elementos

Não é de agora que eu conheço Chuck, já que nos anos iniciais da minha adolescência eu assistia esporadicamente alguns episódios no SBT. Mas só há algumas semanas, guiado pela a ânsia de algum sentimento de nostalgia e também conhecer essa série outrora estrelada pelo protagonista do filme SHAZAM! (Zachary Levi), que eu enfim “regulamentado” neste universo complexo de séries, assisti por completo todos os episódios de todas as temporadas. E razão a isto, farei uma resenha geral dessa série norte-americana que fora produzida pela a College Hill Pictures, Wonderland Sound and Vision e Warner Bros. Television, tendo sido estreada pelo canal NBC no ano de 2007 e finalizada em 2012.

Chuck é uma série sobre um “gênio dos computadores” que no dia do seu aniversário recebe um e-mail criptografado de um antigo colega da universidade, agora agente da CIA; a mensagem instala a última cópia que resta dos maiores segredos do mundo da espionagem no cérebro de Chuck o colocando no radar de várias pessoas. A partir disso, acompanhamos a história de Chuck, Sarah e Casey lidando com os maiores e corriqueiros perigos que uma vida de espião pode proporcionar – incluindo relacionamentos complicados, escolhas difíceis e a administração de uma loja de eletrônicos vulgo base secreta.

Chuck (2007-2012) | O bem arquitetado mix de múltiplos elementos

A começar, eu gostaria de falar sobre o elenco da série. Sinceramente, é um puta elenco incrível e justo. Digo, os interpretes dos personagens apresentados trazem uma performance convincente a ponto do naturalismo; eles encaixam perfeitamente a cada personagem e possuem uma química fantástica – Zachary Levi é basicamente o próprio Chuck, Yvonne Strahovski perfeitamente encena a beleza e complexidade de sua personagem, e não podemos de maneira nenhuma esquecer de mencionar o quão certeiro é Adam Baldwin como o durão John Casey.

Igualmente, os personagens de apoio – como Morgan Grimes, Ellie Bartowski, Capitão Incrível e a galera a compor o Compre Mais (originalmente Buy More) – destacam-se formidavelmente em cenas que por vezes não precisam nem de muitas ou qualquer fala. Evidenciando assim o merecido destaque que a escalação do elenco merece. Mais do que isso, a entusiasta relação que o elenco como um todo mantém nos bastidores é maravilhosa, mesmo após o fim da série. Sim, eu procurei por esse elemento nítido no decorrer da série e fora das câmeras.

Vale mencionar também, que a lista de atores convidados a participarem da série é grande e de muitas referências ao mundo geek e/ou da espionagem. Entre alguns dos nomes a participarem da série, podemos citar Brandon Routh (Superman: O Retorno), Linda Hamilton (O Exterminador do Futuro), Christopher Lloyd (De Volta Para O Futuro), Robert Englund (Freddy vs. Jason), Timothy Dalton (007: Marcado Para Morrer), Bruce Boxleitner (Tron), Michael Clarke Duncan (A Espera de Um Milagre), Carrie-Anne Moss (Matrix), Stan Lee, e muitos muitos outros mesmo.

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Chuck é uma série que não deve ser descrita em um único tema, visto que você encontra elementos de várias vertentes. Mas destas as que mais se destacam certamente são o humor e ação. Primeiramente o nítido humor, que possui dois pontos centrais: quando Chuck está nas missões, visto que sua falta de conhecimento sobre o mundo da espionagem gera grandes cenas cômicas, bem como momentos constrangedores o fazem; e o núcleo do “Compre Mais”, que conta com nerds sem noção, onde ninguém gosta do trabalho duro, fazem escolhas de gerente adjunto promovendo lutas em gaiola, além das muitas outras coisas imprevisíveis que as paredes do empreendimento proporcionam. Definitivamente, o núcleo do “Compre Mais” é um dos mais legais que eu já vi e eu defenderia essa porra de loja até os fins dos dias!! Sério mesmo, Chuck é diversão garantida.

Mas também é ação tecnicamente executada de forma atrativa e satisfatória. Basicamente em todos os episódios você se deparará com um momento de movimentações frenéticas e que tiram o fôlego, onde por vezes é complementado por uma sequência cômica ou dramática, tem todo um desenvolvimento interessante e essencialmente captativo.

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O roteiro apresentado nessas cinco temporadas de Chuck, traz consigo circunstâncias diferenciadas, mas que sempre estivera a sombra do cancelamento. Particularmente, as duas primeiras temporadas de Chuck são temporadas estruturantes cujo elementos altos e baixos contrastam a medida que a série aborda consideravelmente certos clichês que proporcionam momentos ligeiramente atrapalhados e questionáveis. Mas a partir da terceira temporada, o que presenciamos é uma série cujo roteiro amadurece a um nível notório, explanando uma maior firmeza e certeza do que faz e para onde quer ir com o que apresenta. Todavia, em todas as temporadas, Chuck é uma série que consegue surpreender bastante o telespectador com eventos inesperados e que realmente o deixa ansioso para ver o desenrolar destes.

Além da comédia de ação, uma das coisas que realmente me agradam na apresentação do roteiro de Chuck é sua abordagem sincera a relacionamentos. Ver que a série explana sem receio algumas peculiaridades envolvendo os relacionamentos de seus personagens, é algo devidamente interessante e que considero bastante importante para o seu sucesso, visto que é o que realmente desenvolve a amadurece todos os contextos da série. Digo, em um universo cercado pelo preto e branco da espionagem e seus elementos, temos a sobreposição de tons de cores que oriunda de relacionamentos enriquecendo o show – em nível romântico, familiar e de amizade. Exemplo disso, ver a relação entre Chuck e Sarah, em que Zachary Levi e Yvonne Strahovski trazem uma química incrivelmente indiscutível, sendo construída e desenvolvida por um roteiro que proporciona toda essa estrutura para contar uma verdadeira e natural história de amor é simplesmente fantástico e marcante.

Chuck (2007-2012) | O bem arquitetado mix de múltiplos elementos

Chuck é uma série que eu comecei a realmente assistir sem nenhuma expectativa, e que aos poucos foi me conquistando de uma maneira que eu realmente não só adorei, como tenho um apreço de fã apaixonado por ela – mesmo que tenha chegado “atrasado”. Em termos gerais, Chuck é uma série que em cinco temporadas consegue contar uma boa história dentro de sua proposta, concisa e marcante. Sempre mostrando um mix funcionalmente bem arquitetado de múltiplos elementos da trama de espionagem, da abordagem a relacionamentos, das cenas de ações, das cenas de comédia, de seus personagens, de seu elenco, de sua narrativa, roteiro e de sua trilha sonora (este último tão diversificado e bem aplicado que tornam toda a experiência de acompanhar um episódio de Chuck mais prazerosa ainda).

Chuck é simples,  é divertido, é ação, é drama e relacionamentos. Chuck é uma série que faz valer cada temporada que você assiste.


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