A Incendiária

Um clássico do Terror Psíquico de qualidade

Quem me conhece sabe que meu autor favorito é o mestre Stephen King. Por isso mesmo que quando a editora Suma de Letras lançou a coleção “Biblioteca Stephen King” em edições especiais, eu me joguei em reler todas essas preciosidades. Hoje nós falaremos do quarto volume desta coleção: A incendiária.

A Incendiária ficou anos esgotado no Brasil (apesar de ser facilmente encontrado versões antigas em sebos), com seu lançamento original em 1980 o livro conta a história de Andy e Vicky, dois jovens universitários que precisando de uma grana se voluntariam para um experimento cientifico comandado por uma organização governamental clandestina, chamada de “Oficina”. Como consequência eles começam a apresentar poderes psíquicos estranhos que se tornam mais perigosos quando ambos se apaixonam e tem uma filha, Charlie. Desde pequena Charlie mostra ter herdado um poder absoluto e incontrolável de pirocinese. A menina consegue botar fogo em qualquer coisa (ou pessoa) apenas com o poder da mente. Agora a “Oficina” caça a garotinha na tentativa de captura-la e usar seu poder como arma militar, ou salvar a população desse poder nas mãos de outros governos. Cada vez mais impotentes e acuados pai e filha fogem desesperadamente e começam a perceber que talvez somente o poder de Charlie seja capaz de salva-los.

Em primeiro destaque temos a diagramação, a Suma realmente teve um cuidado e carinho especiais, não só com “A Incendiária” como com toda a coleção. O trabalho gráfico, a capa dura, a qualidade do papel, e até a fonte são espetaculares, dignos dos sucessos que os livros são. Na capa de A incendiária temos o aspecto de queimado e o ursinho chamuscado que reflete perfeitamente a temática do livro, que é a perda da inocência de ser criança de uma forma brutal e aterradora. Além disso, a edição conta também com material adicional que conclui a perfeição da edição.

Outro ponto interessante é a tradução, mais perceptível para quem leu a versão original de 1980. Regiane Winarski consegue trazer uma agilidade e facilidade para a leitura, tornando-o menos repetitivo e mais de acordo com a forma de falar e escrever dos tempos atuais, o que facilita e muito para os novos leitores.

Não espere um livro de terror daqueles que tem monstros e sustos, A Incendiária é um clássico do terror psíquico, do conhecido estilo thriller. Não ficamos assustados com o enredo e acontecimentos, e sim curioso com os poderes sobrenaturais e desesperado com a luta de Andy e Charlie tanto em fugir dos seus perseguidores como também dos seus medos, dúvidas e ambiguidades. 

Não é a primeira vez que Stephen King aposta nesse gênero (e com sucesso, diga-se de passagem), Carrie – A Estranha e Zona Morta são outros exemplos de como esse tipo de livro pode ser sim assustador e brilhante ao mesmo tempo.

Com um clima mais intimista que muitos dos seus livros, Stephen King conseguiu criar uma história em que nos colocamos nos lugares de todos, tanto no de Andy e Charlie que possuem esses poderem que não pediram e os assustam, quanto no lugar das pessoas comuns que se deparam com o sobrenatural sem freio e assustador. Conseguimos também perceber que ate mesmo os anti-heróis seja por ganancia, curiosidade ou medo poderiam existir e serem inclusive apoiados pela população caso isso fosse algo real. E é esse o ponto de maestria de Stephen King, fazer um livro que mesmo fictício pareça verdadeiro.

A Incendiária é um quarto volume muito bem escolhido para uma coleção com os títulos mais especiais de toda a carreira de Stephen King, e sua leitura por vezes dramática, mas sem duvida nenhuma divertida vale muito a pena.

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