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Titãs: O Contrato de Lázaro

Muito mais do que alterar sua logomarca e linha editorial, a DC Comics veio para reinventar – e inovar – seus pilares com a sua nova fase, Renascimento. Para os fãs de longa data, um nome familiar que soa muito além de uma chamada tendenciosa ou ferramenta de marketing. Para os que estão se juntando ao material da editora agora, uma oportunidade única de fazer parte de um“clássico” momento que marcará a história da DC Comics. Portanto, neste sentido, faremos a review do recém-publicado encadernado dos Titãs a trazer por completo o arco O Contrato de Lázaro.

Contextualizando, em Titãs: O Contrato de Lázaro o Exterminador descobre que o recém-retornado Flash Wally West pode ser a chave para trazer seu filho de volta dos mortos e nada será capaz de impedi-lo de buscar esse objetivo. A não ser, é claro, a reunião dos Titãs e Jovens Titãs que, pela primeira vez em muitos anos, juntam-se para deter o homem que é simplesmente o assassino mercenário mais perigoso do mundo! Mas mais do que isso, serão eles rápidos o bastante para impedir esse obstinado guerreiro de transformar por completo a realidade?

Tendo sido roteirizado em conjunto por Dan Abnett, Benjamin Percy e Christopher Priest, o encadernado Titãs: O Contrato de Lázaro apresenta uma proposta de evento dividido em quatro partes que, a priori, soa de forma interessante e acena para o saudosismo a uma marcante história da equipe (O Contrato de Judas, é claro). Entretanto, Abnett, Percy e Priest fracassam neste arco ao trazer um roteiro de propostas genéricas (mais do mesmo, até certo ponto clicherizado) e cuja repetição tem se feito frequentemente não só nas tramas envolvendo os velocistas da editora, como o próprio Universo DC.

Quero dizer, putz, especificamente O Contrato de Lázaro é basicamente uma re-leitura dos motivos que levaram Barry Allen a provocar o Flashpoint Paradox; diferença que agora quem tá tentando fazer a merda é o Exterminador e tem toda uma equipe ciente dessa merda e que quer impedir ele de fazer essa mesma merda. Em fato, eventos e prelúdios a la Flashpoint Paradox (não falo de referências ou de consequências deste que até hoje estão moldando o Universo DC ou coisas do tipo, mas da frequente REPETIÇÃO DE CONTEXTOS E EVENTOS similares) estão ficando manjados a um ponto que nossa, difícil até se surpreender com as propostas que trazem em relação a isto. E por sinal, não me surpreenderia se a DC Comics metê-se um Flashpoint Paradox 2.0 num futuro reboot.

Particularmente, Titãs: O Contrato de Lázaro é um encadernado cujo arco resume-se a uma leitura de atrativo fraco, frequentemente resultando na quebra de atenção do leitor. Quero dizer, as artes e cores contrastantes devido a alteração dos artistas de acordo com as partes do evento compensam em muitas das vezes a falta de presunção e quase que completa inércia narrativa que paira sobre a trama… mas não salvam a obra por completo. De todo modo, Titãs: O Contrato de Lázaro ainda é uma ótima opção de presente para um leitor recente de quadrinhos.

Em termos gerais, a medida que possui uma execução um tanto quanto preguiçosa, com alguns leves pontos realmente interessantes, Titãs: O Contrato de Lázaro tende a perder qualquer fórmula de atratividade, visto que apresenta uma trama genérica a ponto de ser clicherizada. No fim das contas, é um encadernado cuja leitura é feita uma única vez e, muito dificilmente, propende a uma releitura em momento futuro do leitor.


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