HQ do Dia | Periferia Cyberpunk

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Me aventurei a ler um tipo de quadrinho que eu nunca tinha colocado as mãos. Eu não manjo nada da cultura cyberpunk, apesar de entender seus elementos, não é um tipo de leitura que me atrai de alguma forma. Mas, gibi é gibi, né? Quem ama lê qualquer um, ainda mais quando reúne grandes profissionais em sua produção.

A coletânea “Periferia Cyberpunk”, organizado pelo quadrinista e editor Raphael Fernandes e publicado pela editora Draco, me trouxe bons momentos, algumas risadas e o gosto amargo da realidade. Nos oito contos que percorri em 175 páginas, percebi que a vida na periferia não muda mesmo trocando o cenário. O que acontece quando histórias se passam em um ambiente hostil por natureza, é uma ampliação de tudo que é ruim para um patamar além do pior.

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HQ do Dia | Periferia Cyberpunk

Não estamos tão distantes de vivermos em mundos como nos contos “Só os vilão”, de Airton Marinho e Jader Corrêa, de lidarmos com pessoas como no “Condomínio Paradise”, de Larissa Palmieri e Azrael de Aguiar ou com um sistema de pagamento por serviços e sobrevivência como em “Um Tucano me Ensinou a Voar”, de Cauê Marques e Cassio Ribeiro. Inclusive, este último foi um dos que mais me fez refletir em toda coletânea.

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HQ do Dia | Periferia Cyberpunk

Nesta miscelânea de histórias diversas, mas que todas conversam com o estilo proposto, você vai ter a chance de ler um quadrinho raiz, bons roteiros e muito nanquim no papel. Há histórias para todos os gostos, das mais leves as mais pesadas. Porém, a grande sacada de Raphael foi finalizar o volume com uma história alto astral. A arte lembra os tempos da Revista Mad (veículo que ele mesmo trampou durante anos), e o protagonista Everaldo, o típico machão das filmes de ação que ainda passam em todos os domingos na sessão “Domingo Maior”, da Globo, faz você se divertir bastante.

Pra quem gosta do estilo, “Periferia Cyberpunk”, é um bandejão dos bons. Pra quem não gosta, ainda sim, vale a leitura para ter contato com esse tipo de cultura.

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