Resident Evil 3 Remake | Ótimo jogo com péssima duração
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Resident Evil 3 Remake | Ótimo jogo com péssima duração

“Resident Evil 2” foi um grande sucesso em 2019, tanto que os fãs já aguardavam a sequência com Jill Valentine e sua corrida para sobreviver às perseguições de Nêmesis. Nada era divulgado, restando apenas esperança sobre o que iria acontecer. 

A Capcom então divulgou o “Project Resistance“, o modo online jogável 4×1 semelhante a games já famosos, como “Dead by Daylight “e “Friday the 13th: The Game”. E foi após um breve tempo que o tão esperado “Resident Evil 3” chegou com o pé na porta e muitos zumbis.

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Um remake que não altera um clássico

A história do terceiro game fica em Jill Valentine, uma agente da polícia que está se preparando para fugir do terror de Raccon City mas que é pega de surpresa por uma visita inesperada, a experiência Nemesis. Com a ajuda de Carlos, parte do comando militar da Umbrella Corps, a luta pela sobrevivência é a chave, e que muitas vezes desistir e ser bonzinho não é uma opção.

O remake do game de 1999 está realmente idêntico, é impossível não lembrar do clássico de PS1 enquanto estamos fazendo a campanha de Jill, que particularmente é para mim a melhor personagem já criada em todas as sagas de Resident Evil, principalmente na época onde não eram todos os games que víamos com personagens femininas que fossem protagonistas e segurando uma arma em mãos. O que é um ganho positivo no remake é eles não tirarem a essência de Jill e seu lado badass de arrancar a cabeça dos zumbis com sua shotgun e ainda encarar o famoso, Nemesis. Algo que também é importante destacar é o retorno de Nemesis, que continua causando nervoso ao aparecer e digo com tranquilidade que ele é bem mais difícil que o temido Mr. X em Resident Evil 2. Eu lembro que ficava sempre um pouco nervosa quando fugia dele jogando no PS1, mas descobri que na época era apenas juvenil e que o medo estava chegando agora com um Nemesis mais rápido e que faria minha pressão subir toda vez que ele aparecer.

Outro destaque também vai para o personagem, Carlos que não só ficou muito melhor graficamente, como nos simpatizamos muito mais agora no remake. No clássico o personagem tem um grande peso na vida de Jill durante a história, mas parece que no remake ele se torna ainda mais essencial. Em ambos jogamos com os dois personagens, e diferente de RE2 o game alternar entre jogar com Jill e Carlos tornando tudo apenas uma única campanha, o que é bem mais dinâmico e temos uma experiência completa sem fugir, comentando novamente, o que foi feito no clássico. O mapa, mecanismo e sistema são idênticos apenas se adaptando ao modelo aperfeiçoado da tecnologia que temos hoje de alta definição em que tudo parece muito mais próximo da realidade, na questão da qualidade gráfica de forma resumida, o que vai trazer uma nostalgia imensa para os amantes de Resident Evil e também problemas.

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Erros e acertos

Eu poderia começar falando pelos erros e terminar com os acertos para amenizar a situação, mas isso seria um grande erro de minha parte, então vamos primeiro falar de coisa boa. RE3 soube muito bem quais eram suas intenções e com o objeto preciosos que estava em mãos, já que seu game anterior tinha feito tanto sucesso, a base já estava pronta e o terreno preparado com o público. Um grande acerto foi a dublagem incrível com todas as vozes, mas principalmente nas de Jill e Carlos, que apresentam sempre maior destaque na campanha. Outro grande ponto é a mecânica fluida e sem bugs, o que deixa o peito de qualquer game apertado de felicidade e com vontade de chorar, afinal quem não gosta de um game que roda de maneira lisa e com atualizações de correção desnecessárias. Outro grande pronto é o visual de Nemesis, que já era assustador no clássico e consegui ficar ainda mais em seu remake, deixando qualquer um com a mão tremendo e a vontade de ir ao banheiro de tanto nervoso, o que torna isso algo muito positivo na minha visão. 

Agora falando em pontos negativos temos problemas que podem ser corrigidos e outros que infelizmente as pessoas terão que aceitar. Começando por alguns pequenos pontos gráficos que me deixaram um pouco desgostosa, sendo mais específica no visual de Carlos, mesmo com um cabelo bonito de movimento parece que esqueceram de renderizar ele 100% e sobraram alguns pixels em tela. Para alguns pode passar batido, mas para  mim que reparo em tudo e também preciso avaliar todos os pontos, acaba pegando bastante e incomodando. Outro problema é o preço do jogo para uma campanha tão pequena. Eu finalizar minha campanha, mesmo que explorando tudo o que foi possível com Jill e Carlos, com o tempo de 3h50 e que mesmo que a gente vá jogar em todas as dificuldades para conseguir conquistas e liberar certos itens, continua não valendo o preço de 280 reais que andamos vendo por aí. Isso é algo muito pessoal em questão de tempo e preço, já que hoje por conta da alta do dólar precisamos administrar bem o que vira prioridade para jogar no momento ou se devemos esperar um pouco mais.

E para finalizar e que infelizmente é mais um erro é em relação ao Nemesis. O personagem sempre teve uma carga muito importante nos games anteriores, sendo o pesadelo de todos. Seu visual e aparição no começo da campanha pode ser assustador, mas infelizmente suas aparições em momentos muito chaves acabam deixando a desejar, não tornando ele pior que Mr. X em RE2.

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Resident Evil 3 Remake | Ótimo jogo com péssima duração
Cena do trailer “Resident Evil 3 Remake” – Nemesis

Vale a pena sentir a nostalgia?

“Resident Evil 3 Remake” pode não ser o game perfeito que estávamos esperando, mas posso dizer com tranquilidade que vale a pena jogar várias vezes. O game gosta de testar nossas habilidades, não importa o nível que jogamos, e que mesmo que o desafio poderia ser maior e o tempo de campanha acabe falhando, nos sentimos contemplados com os personagens e a nostalgia que iremos viver, principalmente para os fãs da saga RE. Lembrando que tudo isso é apenas minha opinião, e que como uma grande fã tenho muito respeito pelo que foi feito, mas o misto de felicidade e decepção foram implantadas isso não poderei negar. Mas ainda sim acredito que todos devem ter a experiência de consumir e conhecer ainda mais quem é Jill Valentine e a criatura Nemesis.

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E aí, curtiu?

Escrito por Guta Cundari

Do cinema para o jornalismo. Amante de filmes e games, fã filmes de terror trash e joguitos que duram meses. As Premiações pelo mundo todo que me aguardem e os noobs que sofram.

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