Doom Eternal | O inferno não tem vez com Doom Slayer
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Doom Eternal | O inferno não tem vez com Doom Slayer

A série Doom sempre foi uma febre entre os amantes de games, principalmente a velha guarda que conheceu o jogo em 1994 quando teve seu lançamento para os PCs. Sua história comandada por Doom Slayer em que matar os demônios que dominam a Terra é a missão, e que evoluiu muito com o tempo, principalmente em 2004 quando tivemos “Doom 3” em uma história bem diferente e ambiente mais tecnológico. 

Após seu último lançamento em 2016, agora em 2020 fomos abraçados por “Doom Eternal” em que o gore e demônios estão de volta e em peso. Controlar Slayer novamente trouxe uma alegria e nervoso ao mesmo tempo, mas será que toda a espera pelo game valeu a pena? Então continua lendo que você não vai se arrepender.

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O mesmo Doom Slayer de sempre

A invasão a Terra já era aguardada pela Union Aerospace Corporation, mas apenas Slayer é a pessoa que pode derrotar esses demônios e repelir todo o caos que os mestres estão criando com suas criaturas. O game também começa de forma rápida e seca, explicando apenas o básico e já iniciando a campanha, então já recomendo que você dê uma pesquisada de leve ou procure jogar o Doom anterior, que pode trazer informações importantes para entender um pouco mais da história. Logo após o carregamento já  iniciamos nossa campanha atirando em inimigos, passando pelo bom e famoso tutorial, que já prepara seu psicológico para o que será todo o game.

O game continua funcionando no formato de estágios, afinal como estamos passando por vários campos destruídos da Terra e precisamos voltar para nossa nave para fazer alterações e abrir os portais que nos direcionam para aquele ambiente, isso facilita também nos momentos que precisamos fazer melhoria de armas e habilidades de Slayer, já que o game com o caminhar que vamos dando vai ficando sempre mais difícil e tudo que for possível aperfeiçoar irá ajudar muito. Então já validando uma dica aqui, não deixe de fazer mudanças no personagem e deixá-lo forte para enfrentar os inimigos novos que vão aparecendo e que vão deixando o ambiente cada vez mais hardcore.

O gore continua em alta no FPS, sempre apresentando que sua intenção é totalmente essa e que ninguém fique reclamando. Quando usamos ataques especiais usamos as mãos de Slayer para acabar com o demônios, e é muito bom assistir ao personagem arrancando algum membro ou órgão das criaturas, digo isso com full tranquilidade e para aqueles que jogarem vão ter a mesma sensação, principalmente quem já conhece a franquia e curte algo um pouco mais “pesado” digamos assim. Doom Eternal não é para a galera leite com pera não, o estômago precisa ser forte e a mente sempre calma, já que em muitos momentos da campanha vamos querer jogar o controle na parede por não conseguir passar de alguma parte em que gastamos pelo menos quarenta minutos do nosso tempo. Pode parecer bastante, mas a recompensa será ainda melhor, então só respira e vai na fé com suas habilidades no matador de demônios.

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Doom Eternal | O inferno não tem vez com Doom Slayer
Cena do game “Doom Eternal”

Jogabilidade e habilidades que deixa o gamer feliz

Doom sempre foi conhecido pelo sistema em “primeira pessoa”, jogando no formato visão do personagem que estamos controlando. Com a visão de nossa arma e inimigos, em Eternal temos que ficam ainda mais atentos no cenário já que passamos por momentos de puzzle em formato de obstáculos. Em games anteriores já existiam esses puzzles, mas em seu novo game parece que estamos em um circo pulando de um lado para o outro, já que em muitas partes do mapa a lava toma conta do solo e só podemos chegar no próximo ponto se pendurando e pulando. Talvez você se sinta  o Homem-Aranha, mas Slayer é 100% melhor que o amigo aranha, isso posso garantir.

A forma como começamos parece que Slayer é um boneco de olinda, já que qualquer virada para a esquerda ou direita parece que damos um 360°. Mas é para isso que os pontos e caixas que vamos encontrando pelas fases, que se tornam itens secretos, ajudam muito já que é com elas que aperfeiçoamos não apenas as armas mas também o desempenho de Slayer. Conseguimos manter ele mais estático para atirar enquanto estiver no ar ou pulando, sua forma de esquiva dos demônios e assim vai. Mas o mais importante são os “especiais” por assim dizer, que vão ajudar no aumento de saúde, armamento e na armadura, já que como comentei antes o game vai ficando cada vez mais difícil, então nossa saúde e armadura serem altas vai ajudar bastante durante o tiroteio, principalmente quando vem uns 15 demônios em cima de você logo de uma vez. 

Mais uma coisa que não poderia deixar de lado é o formato utilizado para se contar a história. Encontramos itens secretos e especiais em cada fase, mas também encontramos arquivos e áudios do projeto, em que os responsáveis por todos os erros ocorridos comentam sobre o que aconteceu, a falha do exército e por ai segue o baile. Se possível leia todos eles, não necessariamente na hora que encontrar, mas depois acessando os arquivos que ficam salvos na tela de pause, que eles sim vão te dar um guia do que está acontecendo – principalmente para aqueles que estão jogando Doom pela primeira vez – mas também para quem não lembra de coisas que já foram mostradas em games anteriores. Eu por exemplo achei isso ótimo, já que muitas das coisas eu não lembrava e foi uma boa luz, já que o game anterior eu joguei bem na época do lançamento, então não lembrava de quase mais nada da campanha. E também fique atento aos áudios gerados pelo seu rádio de qual caminho seguir, que mesmo que tenhamos tido uma grande melhora no mapa eles vão te dar um suporte ainda maior nos momentos em que estamos na correria.

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Doom Eternal | O inferno não tem vez com Doom Slayer
Cena do game “Doom Eternal”

Temos um “Doom” perfeito e que vale a pena?

Eu acho que é importante que games tenham erros, que sempre ajudam os desenvolvedores e studios aperfeiçoarem e corrigirem em um próximo game e em atualizações, mas é incrível como Doom Eternal não me incomodou em momento algum. Bem no começo estamos acostumados a esperar algum tipo de bug e leg e que já  imaginamos que será corrigido apenas depois da primeira semana, mas fiquei surpresa como tudo roda liso e limpo, sem ficar engasgando quando a tela apresenta muitas coisas. E é algo que poderíamos esperar em um game que deixa a tela, vamos dizer que “poluída”, mas levamos um tapa na cara da Bethesda mostrando que eles conseguiram explodir a cabeça de todos. 

Mas para não me prolongar mais do que devia só digo uma coisa: compre e jogue “Doom Eternal”. O game será uma prato cheio de nostalgia e diversão, principalmente no momento que estamos vivendo agora – para você jovem gazebo que está vivendo a quarentena agora, mas que para os leitores do futuro isso já vai ter passado. Se você não conhece aproveite agora para dar uma chance, mesmo que demônios e o gore possam assustar, quando se tem o Slayer ao nosso lado não tem como as coisas darem errado. 

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E aí, curtiu?

Escrito por Guta Cundari

Do cinema para o jornalismo. Amante de filmes e games, fã filmes de terror trash e joguitos que duram meses. As Premiações pelo mundo todo que me aguardem e os noobs que sofram.

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