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Convergence #2

Convergence, a mais nova saga multiversal da DC Comics chega a sua segunda semana hoje. Os “pedaços” do Multiverso coletados por Brainiac em “domos” começam a interagir não só nos tie ins da saga, mas neste título principal. Se você não está entendendo nada deste parágrafo, não esquente. Leia isto aqui e isto aqui e fique por dentro da premissa do maior evento na editora desde seu reboot em 2011.

Nesta segunda parte os heróis da extinta Terra-2 (Novos 52) confrontam Telos – o Planeta e vilão responsável pelo “Convergência”. Após uma mal sucedida batalha os protagonistas se separam em busca de respostas e reforços para tentar combater o antagonista e pôr um fim a esta bagunça que se instalou no Multiverso. Isso leva ao esperado encontro mostrado na capa desta edição e a algumas outras supresinhas para os fãs mais atentos aos detalhes.

Jeff King novamente escreve um roteiro extremamente simples para os padrões de sagas na DC Comics. A edição é contada através do ponto de vista de Dickconv-cv2-c350e-c7484 Grayson e para quem não está familiarizado com o destino da Terra-2 o autor oferece um ótimo resumo do que aconteceu em Earth-2 e na revista semanal Earth-2: World’s End. Além disso temos a “Liga” da Terra-2 batendo de frente bonito com Telos e pela primeira vez vislumbramos qual o status da Terra-0 (Novos 52) no contexto da saga. E a situação é completamente caótica.

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O encontro entre os Batmans – Bruce e Thomas Wayne é singelo, sem frescuras e escrito de uma forma sutil mas que ao mesmo tempo retrata os dois personagens de forma muito parecida. Apesar da cena em si ser bem feita, as circunstâncias que levam ao encontro dos dois podem parecer um pouco abruptas e até forçadas. King capricha nos diálogos, mas o roteiro fica um pouco “esburacado” nesta passagem particularmente, dando a impressão de que houve alguma forçação de barra editorial para que os dois Cavaleiros da Trevas se encontrassem logo nesta segunda edição.

A arte de Carlo Pagulayan nesta edição não chega a impressionar, mas em momento algum decepciona. O ilustrador faz um trabalho muito bom nas passagens com os Batmans em Gotham e não deixa a história desandar nas cenas de batalha entre o elenco principal e Telos. Arte de bom nível com tudo quilo que fãs de quadrinhos de super-heróis esperam, mas nada além disso.

Convergence #2 engata uma terceira e finalmente define seu time de protagonistas e qual vai ser a toada da saga principal. Temos aqui uma edição muito mais movimentada e muito menos explanatória que as anteriores e uma boa distribuição de tarefas e falas entre os personagens. Os exilados da Terra-2 como ponto central da trama é uma jogada arriscada, mas acabam sendo uma boa escolha do autor pois formam um verdadeiro “bando” que é pequeno e cheio de limitações físicas e emocionais. Bem diferente da altiva Liga da Justiça que estamos acostumados a ver na maioria das sagas Multiversais da DC. O roteiro de Jeff King no entanto continua extremamente simples e isso pode ser uma faca de dois gumes: Os fãs que esperam muito podem se decepcionar com a falta de dimensão da saga até agora, no entanto quem quer ler uma revista de super-heróis com uma pegada menos complexa pode curtir esta trama. A arte de Carlo Pagulayan segue um padrão muito bom de apresentação e no geral a saga diverte se as expectativas de quem pegar esta leitura não forem muito altas.

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