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Convergence #1

Se você não leu a edição zero de Convergence não se preocupe. Esta semana começa de fato a saga da DC Comics que trás de volta as versões mais queridas de seus personagens favoritos. Em Convergence #1 os autores Jeff King Scott Lobdell acabam com a enrolação e “filosofagem”da edição zero e colocam as cartas na mesa. A sinopse da história (que nós já explicamos mais detalhadamente na resenha anterior) é explicada de forma bem simples aos residentes das cidades contidas no Planeta Telos neste número e a premissa é muito simples: Lutem entre si e suas cidades serão poupadas. Com isso os domos que continham as cidades do Multiverso somem e o ringue está montado para as batalhas mais épicas que o Universo DC já teve.

Lógico que uma porção de versões diferentes de BatmanSupermanMulher MaravilhaFlash etc lutando entre si pela sobrevivência de sua realidade é empolgante para alguns leitores, no entanto para outros pode ser sim a síntese de tudo que é mais clichê nas histórias em quadrinhos. Em seu âmago a premissa apresentada na primeira edição de Convergence é antiga, manjada e beira a infantilidade. Você vai ler a primeira edição e dizer: “Ok. Pegaram uns pedaços de todas as Eras da DC. Eles estão em outro planeta lutando entre si. Eu já li isso antes. Muitas vezes”. Sim. Você já leu. No entanto, revolucionar não é a proposta desta saga. Isso estava claro desde as prévias e isso fica cristalino nesta primeira edição. Temos um conceito bem básico, mas executado de forma impecável aqui pelos roteiristas. A intenção desta primeira edição é vender os tie ins lançados junto com a saga principal. As lutas e os conflitos entre os personagens já estão acontecendo e são mostrados em detalhes nestes tie ins. O autores portanto aqui usam os personagens da Terra-2 pós-Flashpoint como protagonistas e explicam a mecânica dos confrontos e a natureza de Telos (o vilão e ao mesmo tempo o campo de batalha). Simultaneamente os roteiristas dão pequenos aperitivos do que você vai encontrar nas mensais durante o evento que se desenvolve nestes dois meses. O roteiro é bem mais digerível e movimentado que o prelúdio protagonizado pelo Superman na edição anterior. Temos algumas repercussões dos eventos mostrados em Earth 2 – World’s End mas nada que prejudique a leitura de quem vai pegar Convergence pra ler agora. O discurso de Telos apresentando-se para todas as cidades do Multiverso e iniciando a saga é simples, curto, direto e muito bem executado. Talvez sendo o destaque da leitura. Ao final da edição ou você vai se interessar por algum conflito proposto e pela saga ou vai achar tudo muito óbvio e provavelmente vai desistir de acompanhar.

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A arte em Convergence #1 fica a cargo de Carlo Pagulayan com finalização de Jason Paz e mantém o nível de apresentação que foi estabelecido por Ethan Van Sciver na edição anterior. O desenhista demonstra versatilidade em um estilo clássico de ilustrações ao retratar com bastante naturalidade praticamente todo o elenco da Terra-2 e algumas surpresas diretamente do universo de Injustice. A interpretação de Pagulayan para o visual da sequência durante o discurso de Telos é simples e extremamente eficiente dando peso, consistência e grandiosidade à convocação do antagonista. Uma arte que não chega a maravilhar, mas não escorrega em momento algum e é totalmente digna de um grande evento da editora.

Convergence #1 finalmente diz a que veio e vai sim dividir opiniões. Se você quer ler algo com uma premissa complexa, original e revolucionária esta aqui não é uma boa opção. Entretanto, se você é um fã da DC Comics clássica e passou os últimos quatro anos se lamentando com final de Flashpoint e a situação da editora com a chegada dos Novos 52 isto aqui é uma oportunidade ímpar de testemunhar o retorno de muita coisa que parecia esquecida e abandonada. A premissa é sim muito óbvia e clichê, no entanto sua execução é sem falhas e bem amarrada até o momento. A arte é bonita, precisa e extremamente consistente e se pensarmos com calma nunca houve um confronto entre essa quantidade de versões de personagens do Multiverso em uma escala tão grande quanto a apresentada aqui. Para quem é um entusiasta da editora e ainda não cansou de ver herói enfrentando herói é uma leitura divertida que pode empolgar. Dica: Deem uma olhada com carinho nos tie ins desta semana, alguns tem histórias muito interessantes com personagens que você já não via há bastante tempo.

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