HQ do Dia

A-Force #1

O tie in original A-Force publicado durante as “Guerras Secretas” não chegou a atender a imensa expectativa que foi depositada na nova franquia da heróis Marvel composta somente por personagens femininas. Na ocasião G.Willow Wilson e Jorge Molina tinham um elenco impressionante em suas mãos com relativa liberdade dentro do Mundo de Batalha para contar uma história em cinco partes. Infelizmente, apesar de ser uma boa história, o hype foi tão grande em relação ao tie in que nem mesmo a força da Mulher Hulk, Capitã Marvel e Medusa combinadas foram suficientes para entregar o que era esperado daquela equipe.
De qualquer maneira A-Force vendeu mais que crack na Central do Brasil e a Marvel logicamente já programou um gibi com a equipe feminina em seu novo e reformulado universo. E hoje finalmente temos a estreia de A-Force, com a mesma equipe criativa do tie in de “Guerras Secretas”.
HQ do Dia A-Force #1
Nesta primeira edição de A-Force, Wilson centraliza a trama na misteriosa personagem Singularidade. Única remanescente consciente daquela parte do Mundo de Batalha (chamada “Arcadia”), Singularidade serve como personagem “ponto de vista”, apresentando a ameaça em questão e parte do elenco de A-Force.
Apesar do elenco fodão, dos diálogos muito (muito) fofos, as caixas de texto contemplativas e as interações empolgantes entre as personagens, A-Force segue basicamente os mesmos moldes de praticamente todas as primeiras edições em gibis de super heróis em equipes: Uma ameaça poderosa e misteriosa surge. Nenhum destes personagens entende / consegue enfrentar esta ameaça sozinha. Elas meio que se unem por conta disso. E fica basicamente nisso aí.
A-Force é uma leitura relâmpago. Não dá pra explicar muito bem o que Wilson faz neste roteiro, mas a revista passa na tua frente mais acelerada que criança em loja de videogame. Do espaço para a Terra rapidamente as 23 páginas parecem que são 8 e quando o leitor se dá conta estamos no cliffhanger final da estreia (que é meio óbvio diga-se de passagem). Um ótimo ritmo narrativo e diálogos excelentes, apesar da estrutura e premissas serem manjadíssimas.
A arte de Jorge Molina continua extremamente afiada. O homem nasceu para desenhar heroínas. Temos caracterizações belíssimas e distintas de todas as moças do elenco, dinâmica de páginas fluída e coerente, expressões corporais e faciais diferenciadas, isso tudo complementado pela excelente colorização de Laura Martin. O visual de A-Force é lindíssimo e transmite toda a sensibilidade do roteiro de Wilson de forma satisfatória.
Assim como aconteceu com o tie de “Guerras Secretas” a estreia de A-Force é encharcada de hype por conta do elenco adorável e a equipe criativa inegavelmente competente. No entanto nesta primeira edição, apesar de termos uma ótima leitura com uma arte de alto nível, não há nada que diferencie esta publicação de equipe de outras na Marvel exceto pelo seu elenco principal. A-Force está bem longe de ser uma estreia fraca, mas não surpreende nem um pouco e vai ter que lutar para garantir seu espaço no mercado daqui para frente.

Veja também: HQ do Dia | A-Force #1 (tie in)


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