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HQ do Dia | A-Force #1

A primeira equipe feminina de Vingadores chega com tudo no meio das Guerras Secretas. Leia o review de A-Force #1:

Finalmente chegou o dia. A temporada de tie-ins de Guerras Secretas começou esta semana na Marvel, então vamos começar a conhecer muito mais profundamente as regiões do Mundo de Batalha, que é o Universo Marvel durante o decorrer do evento.

Logicamente pra começar a falar desses tie-ins vamos pegar um dos títulos mais aguardados e “hypeados” pela editora desde que Guerras Secretas começou a ser divulgada no ano passado. A revista escrita pela autora do fenômeno de popularidade Ms. Marvel, G. Willow Wilson em conjunto com a escritora de “Angela – Assassina de Asgard” (e uma infinidade de outros trabalhos para a Marvel e DC Comics), Marguerite Bennett (que já entrevistamos aqui) e desenhada pelo ilustrador Jorge Molina chega hoje às bancas com a responsabilidade de contar a história da primeira equipe exclusivamente feminina de Vingadores da história da Marvel.HQ do Dia | A-Force #1

Em A-Force somos apresentados a Ilha chamada Arcadia, um lugar pacífico, belo e, na medida do possível, tranquilo habitado por uma população bem diversifica. A Ilha, (assim como quase todas as regiões deste novo Mundo de Batalha) tem um chamado Barão, que é o indivíduo designado pelo “deus-rei” desta realidade, Victor Von Doom, para cuidar da mesma.

O Barão no caso de Arcadia é a Baronesa Jennifer Walters, mais conhecida como Mulher-Hulk. Jen é auxiliada pela equipe de Vingadoras chamada de A-Force e encarregada de manter a paz e ordem em sua região do Mundo de Batalha.

A história começa a partir do momento em que há uma misteriosa aparição na ilha e o time de heroínas é convocado ao combate. Essa aparição muda completamente as coisas para a equipe.

Wilson e Bennett escrevem A-Force da forma mais reta possível em termos de formato. Após a breve introdução ao contexto do novo mundo da Marvel e da Ilha em si somos apresentados aos personagens principais já em ação e com um tempo de página bem reduzido você já sabe quem é quem.

As pequenas caixas de descrição de personagens são uma ferramenta válida, apesar de manjada já em gibis de equipe e cumprem o papel de introduzir as protagonistas principais deste primeiro arco a um público não familiarizado. A HQ ganha movimento a partir da quarta página e daí pra frente é chutação de bundas padrão em revistas de super heróis.

As autoras logo na metade desta edição já criam um ponto de ruptura muito sério na equipe e introduzem uma nova ameaça ao ambiente pacífico do início da história. Isso além de mostrar as motivações, paixões e conflitos das principais protagonistas dá início a uma trama de interesses opostos. Com poucas cenas já dá pra perceber quem é quem e como funciona basicamente a equipe. Tudo isso feito de maneira simples, com diálogos divertidos e bem informais e em um formato totalmente digerível para quem pega a primeira edição sem saber de nada do que está acontecendo.

A arte de Jorge Molina cumpre e engrandece a proposta do roteiro. A Ilha de Arcadia não tem um visual inovador. É uma cidadezinha familiar e pacata a beira mar e vemos pessoas (alguns personagens conhecidos do Universo Marvel) transitando e levando vidas normais nas cenas introdutórias e sendo afetadas pelo conflito mostrado.

Molina apresenta cenas de ação clássicas em quadrinhos de heróis, com visual empolgante e evoca as encarnações mais marcantes das super heroínas. Seja o olhar inocente de Nico Minoru, o glamour de Cristal, a austeridade da Mulher-Hulk, o carisma de Carol Danvers ou a “fodalidade” de America Chavez. Todas estão muito bem representadas visualmente e é um presente ver essa quantidade de personagens tão fortes com uma apresentação visual neste nível.

O principal mérito de A-Force é que esta é uma revista para qualquer pessoa que goste de super heróis. Seria fácil apelar para o grande público feminino em ascensão e voltar a trama para o lado “girl power” esquecendo que existe um mercado muito mais abrangente de leitores aí fora.

As autoras sabiamente ignoram qualquer tipo de discurso demagógico subliminar e fazem o que se propuseram: escrevem uma primeira edição de uma equipe super heroica clássica com um roteiro sólido e emotivo, muita ação, conflitos, personagens marcantes e um gancho muito bem planejado ao seu final.

O único diferencial é que a equipe é composta só por mulheres. A arte de Jorge Molina é tudo que se espera de uma estreia deste calibre e temos aqui um dos tie ins mais bonitos e fortes de Guerras Secretas. Uma história que mostra um pouco do lado sombrio do reinado de Victor Von Doom e dá peso, conteúdo e ambiencia à proposta da saga principal da editora. Mesmo que você não conheça muito bem a Marvel e não saiba o que está se passando em Guerras Secretas vale a pena conferir A-Force.


Veja as demais resenhas de tie-ins de Guerras Secretas:

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Escrito por

Carioca do Penhão. HQ e Videogames desde 1988. Bateria desde 1996. Figuras de ação desde 1997. Impropérios aleatórios desde 1983.

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