HQ do Dia

Squadron Sinister #1

Guerras Secretas trouxe de volta dezenas de sagas, versões de personagens, linhas temporais e conceitos extremamente populares na bibliografia da Marvel desde que seus tie ins começaram a brotar no mês passado. Em meio à enxurrada de “favoritos dos fãs” e algumas aberrações que formam este disforme vitral chamado Mundo de Batalha encontramos certos tipos de tie ins que não se encaixam nessas duas categorias.

Squadron Sinister é um destes casos. A revista é uma revisitação da versão original (Criada por Roy Thomas e John Buscema) da equipe obscura da Marvel conhecida como Esquadrão Supremo. A versão mais conhecida deste elenco foi popularizada através da série Poder Supremo, escrita por J.Michael Straczynski e publicada pelo selo Max da Marvel.

Aqui o Esquadrão, que desde sua concepção sempre foi uma versão genérica da Liga da Justiça, é uma gangue deHQ do Dia | Squadron Sinister #1 déspotas criminosos com o objetivo de anexar cada vez mais territórios ao seu “pedaço” do Mundo de Batalha. Logo de cara a equipe aniquila sua versão “Straczynski” em uma batalha surpreendentemente violenta que mostra toda a crueldade e o poder de fogo do time.

Isto aqui é um bando de vilões sem escrúpulos. Eles tem um território grande neste Mundo de Batalha, mas querem muito mais. E é esta premissa de um grupo de super seres gananciosos que move a história no gibi.

O roteiro de Marc Guggenheim é um épico criminal super heroico no qual ninguém confia em ninguém. Para os saudosistas temos o retorno de caras clássicas como Hipérion, Zarda, Dr. Espectro, Falcão Noturno entre outros. É claro, todos em versões vilanescas.

Mas o gibi não é simplesmente um batalhão de referências e easter eggs de clássicos da Marvel (e DC Comics também). Squadron Sinister é uma história que se destaca entre grande parte dos tie ins de Guerras Secretas pois trás uma proposta narrativa que a relaciona de forma direta a outro tie in da saga (Thors no caso) e ao contexto geral proposto por Jonathan Hickman.

Um elenco diferenciado, boa quantidade de ação e a trama político-criminal super heroica coloca o título na frente de muitos outros da imensa leva lançada com o advento da mega saga da Marvel.

A arte de Carlos Pacheco não surpreende, mas também não decepciona. Temos uma apresentação sóbria e caprichada com tudo que o roteiro pede: visual super heroico clássico, cenas de ação inteligíveis, enquadramento padrão, caracterização nítida e totalmente reconhecível e um festival de referências visuais que acabam sendo o destaque no trabalho do ilustrador. A colorização de Frank Martin com poucas nuances e efeitos simplificados reforçam ainda mais o visual clássico da HQ.

Os tie-ins de Guerras Secretas são atualmente um verdadeiro “cada um por si” super-heroico no qual cada núcleo de criação teve tanta liberdade dentro de seus próprios micro-conceitos que muitas vezes esquecem a trama macro no qual estão inseridos. Marc Guggenheim e Carlos Pacheco em Squadron Sinister tem tanta liberdade quanto os outros autores, mas em momento algum esquecem que este elenco e este universo estão inseridos em uma das sagas mais importantes dos últimos tempos na Marvel.

Conciliando uma premissa original ao pano de fundo épico do evento de Jonathan Hickman, o autor coloca este título entre um dos mais completos atualmente no contexto da saga e as referências e o visual clássico fazem de Squadron Sinister uma excelente escolha de leitura para novos e antigos leitores em meio ao caos das Guerras Secretas.


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