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20 filmes que abordam o tema depressão da maneira certa

A depressão é uma sombra que atormenta jovens e adultos nos dias de hoje. Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. O transtorno afeta pessoas de todas as idades, mas é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. As chances de que você conheça alguém que lutou ou ainda está lutando contra a depressão são enormes. Você mesmo pode ter depressão e não saber. A depressão é estranha; em algumas pessoas, a doença dura vários meses e depois vai embora para nunca mais voltar. Em outras, a depressão é crônica e há necessidade, muitas vezes, de um tratamento constante ao longo da vida, composto geralmente de medicamentos e/ou terapia.

Seja como for, a depressão é uma realidade do século XXI e, consequentemente, acaba sendo tema recorrente no cinema. De fato, a depressão é um assunto central em muitos filmes de sucesso – quando tratada e abordada da maneira correta. Já fizemos diversas listas tratando de assuntos bem delicados aqui no site, mas sobre doenças mentais acredito que esta seja a primeira. Escolhi a dedo cada um dos 20 filmes que estão aqui e impus algumas regrinhas antes de escolhê-los para ter certeza de que estaria fazendo isso da forma correta.

Esta lista restringe o espectro da infelicidade, limitando-o à depressão endógena causada por experiências traumáticas, relacionamentos abusivos ou ansiedade. A lista intencionalmente não inclui roteiros onde a depressão é causada por vícios ou por outra doença mental, como o transtorno bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo, esquizofrenia – a menos que sejam duplamente diagnosticados ou mal diagnosticados, porque a ideia é dar espaço a esses problemas, dando-lhes suas próprias listas.

Os filmes não são necessariamente depressivos e podem, até mesmo, oferecer alguma resolução. Alguns até têm uma visão cômica sobre temas como suicídio e auto-mutilação, como em “Pequena Miss Sunshine”, “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” e “Irmãos Desastre”.

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Falando como alguém que sofre com a depressão a mais de 10 anos, garanto que escolhi cada filme desta lista com carinho e com preocupação. Carinho porque sei que é um assunto delicado e que toca em muitos pontos fracos. Preocupação porque sei que se tem algo que irrita, é ver algo tão grave ser tratado com superficialidade para vender ingressos. Uma coisa eu posso garantir: a maioria destes longas trata seus personagens com realismo em vez de apenas contar histórias dramáticas que servem como justificativas para a depressão.

No entanto, lembre-se de tomar cuidado ao assisti-los para que nenhum gatilho indesejado seja acionado. Esta é uma lista duplamente útil, já que além das pessoas que sofrem com a doença podem utilizá-la para aprender um pouco mais sobre si mesmas, também serve para as pessoas que convivem com pessoas depressivas entenderem um pouco mais sobre a doença e sobre como ajudar quem está sofrendo.

Vamos lá:

As Horas (2002)
Título Original: The Hours
Diretor(a): Stephen Daldry

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A adaptação cinematográfica indicada ao Oscar do romance homônimo ganhador do Pulitzer foca em três mulheres depressivas de diferentes eras, durante um único dia. Alternando entre a escritora Virginia Woolf (Nicole Kidman) em 1923, a dona de casa Laura Brown (Julianne Moore) em 1951 e a moderna e independente novaiorquina Clarissa Vaughan (Meryl Streep) em 2001, as três protagonistas são interligadas pelo livro “Mrs. Dollaway”, de Woolf. Enquanto Virginia escreve os capítulos, Laura os lê e é influenciada pelos mesmos, e Clarissa parece ser a personificação da personagem do romance. As três histórias interligadas são inacreditavelmente equilibradas e revelam a depressão de cada protagonista em sentidos claros e discretos.

Garota, Interrompida (1999)
Título Original: Girl, Interrupted
Diretor(a): James Mangold

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Em 1967, uma desmotivada Susanna Kaysen (Winona Ryder), de 18 anos de idade, ingere um frasco inteiro de aspirina com vodka. Após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, ela é diagnosticada como vítima de Transtorno de Personalidade Limítrofe (ou borderline) e é enviada para um hospital psiquiátrico, embora insista que não estava tentando se matar.

Enviada para um hospital psiquiátrico, onde viveu nos dois anos seguintes, ela conhece um novo mundo, de jovens garotas transtornadas. Susanna faz amizade com sua colega de quarto e mentirosa patológica, Georgina (Clea DuVall), a abusada sexualmente e bulímica Daisy (Brittany Murphy), a bailarina anoréxica Janet (Angela Bettis), a infantil e vítima de queimadura auto-infligida Polly (Elisabeth Moss), a deficiente lésbica Cynthia (Jillian Armenante) e, especialmente, a sociopata e maníaca Lisa Rowe (Angelina Jolie), que manipula e insulta todos ao seu redor.

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A exposição de Susanna se dá através de transições em flashbacks que revelam sua morbidade através de conversas com seu ex-namorado Toby (Jared Leto) sobre suicídio e a inutilidade da vida. Depois que Susanna é diagnosticada com transtorno de personalidade borderline, ela torna-se cada vez mais irritada com esse rótulo e segue o comportamento destrutivo de Lisa.

As Virgens Suicidas (1999)
Título Original: The Virgin Suicides
Diretor(a): Sofia Coppola

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O filme de estreia de Sofia Coppola, baseado no romance de mesmo nome, gira em torno das cinco jovens, bonitas e loiras irmãs Lisbon – Therese (Leslie Hayman), Mary (A.J. Cook), Bonnie (Chelsea Swain), Lux (Kirsten Dunst) e Cecilia (Hanna Hall); do ponto de vista de um grupo de meninos da vizinhança (incluindo Jonathon Tucker e Robert Schwartzman – primo de Coppola). Ambientado nos subúrbios durante os anos 70, o longa é narrado por Giovanni Ribisi, que interpreta a versão adulta de um desses meninos. Ele reconhece os fatos e teorias que ele e seus amigos criaram, que poderiam possivelmente explicar os acontecimentos enigmáticos que cercavam essas irmãs, e que tiveram uma profunda influência sobre o resto de suas vidas.

O filme começa com a tentativa de suicídio da irmã de 13 anos de idade. Os pais super-protetores e severamente rigorosos das meninas (James Wood e Kathleen Turner) ironicamente fazem com que suas filhas fiquem mais deprimidas, isolando-as não só de meninos, mas também da escola. O desespero delas só tem alívio através de algumas brincadeiras, tais como se comunicar com os meninos através de código Morse, tocar músicas no telefone e jogar bilhetes pelas suas janelas na esperança de que eles os encontrassem. No entanto, suas brincadeiras tornam-se mais perigosas à medida que o filme avança.

Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (2010)
Título Original: It’s Kind of a Funny Story
Diretor(a): Anna Boden e Ryan Fleck

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Esta comédia de humor negro foca na depressão do personagem Craig Gilner (Keir Gilchrist), que depois de quase pular da ponte do Brooklyn, procura ajuda em um hospital e acaba internado na ala psiquiátrica de adultos (a ala de adolescentes está fechada) por uma semana. O que é realmente interessante, é que este filme não tenta esconder passados ​​traumáticos reprimidos e não sente necessidade de dramatizar e/ou racionalizar a depressão de Craig. Ele nunca foi abusado, intimidado e seus pais (Lauren Graham, Jim Gaffigan) dão o seu melhor para ajudá-lo.

Ele está apenas sob muita pressão, enfrentando um obstáculo após outro e sentindo que, se falhar, mesmo que minimamente, em algum momento, criará um efeito dominó que inevitavelmente destruirá o seu futuro e isso o deixa ainda mais deprimido. A situação de Craig é comum e é provavelmente por isso que ele é um personagem tão realista e empático. Seus amigos parecem nunca se preocupar, mas sempre acabam se saindo melhor do que ele, seja com meninas ou notas. Seu pai lhe pressiona um pouco demais e isso faz com que ele se preocupe constantemente com fracasso. Qualquer jovem que sofre as pressões de um vestibular ou ENEM sabe o que é estar na pele do Craig e, talvez, a mensagem que esse filme passa no final pode aliviar muito o peso que está nas costas das pessoas.

Cake: Uma Razão para Viver (2014)
Título Original: Cake
Diretor(a): Daniel Barnz

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Jennifer Aniston interpreta Claire Simmons, uma mulher traumatizada e depressiva, cuja vida deteriorou-se emocionalmente e fisicamente depois de um acidente de carro. Ela vive sozinha, exceto por sua empregada leal e solidária Silvana (Adriana Barraza), e resolve buscar ajuda em um grupo para pessoas com dores crônicas. Lá, ela descobre o suicídio de um dos membros do grupo, Nina (Anna Kendrick). Claire fica obcecada pela história desta mulher, e começa a investigar a sua vida.

Aos poucos, começa a desenvolver uma relação inesperada com o ex-marido de Nina, Roy (Sam Worthington) e seu jovem filho. Sua vida lentamente é exposta, e é revelado que Claire também tinha um filho, que morreu no acidente de carro que a deixou com todas as cicatrizes que carrega. A dor fez com que ela e seu marido de se divorciassem. Tornando-se mais dependente de medicação para a dor e frustrada com fisioterapia e aconselhamento em grupo, Aniston interpreta uma mulher irritada e cansada que não vê nenhum propósito real, exceto reclamar sobre sua dor e ignorar as circunstâncias que a levaram a ela.

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Geração Prozac (2001)
Título Original: Prozac Nation
Diretor(a): Erik Skjoldbjærg

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Baseado na autobiografia do mesmo nome, o filme segue a autora Elizabeth “Lizzie” Wurtzel (Christina Ricci), quando ela era uma jovem de 19 anos de idade, que foi aceita em Harvard com uma bolsa de estudos em jornalismo. Seu relacionamento com seu pai se desintegrou enquanto sua mãe (Jessica Lange) tenta contrabalançar sendo bastante envolvida, mas com boas intenções. Durante sua infância, devido ao estresse do divórcio de seus pais e da exclusão social, ela já estava mostrando sinais de depressão clínica grave através de auto-mutilação. No entanto, na faculdade, Lizzie faz amizade com sua colega de quarto Ruby (Michelle Williams) e perde a virgindade com um estudante mais velho, Noah (Jonathan Rhys Meyers).

Apesar de inicialmente ser bem-sucedida em sua escrita, sendo presenteada com um prêmio pela revista Rolling Stone, ela logo desenvolve um bloqueio criativo e torna-se incapaz de escrever qualquer coisa. Isto faz com que ela comece a abusar de drogas como cocaína e ecstasy para tentar ficar acordada e abrir sua mente, mas só agrava seu estado mental quando ela fica severamente deprimida.

Sylvia: Paixão Além das Palavras (2003)
Título Original: Sylvia
Diretor(a): Christine Jeffs

Esta cinebiografia narra a relação problemática entre os poetas Ted Hughes e Sylvia Plath, e os eventos que levaram ao suicídio de Plath, em 1963. Quando Plath conheceu Hughes na Universidade de Cambridge, em 1956, ela já tinha enfrentado crises extremas de depressão e já havia tentado suicídio. Embora, no filme, Sylvia (Gwyneth Paltrow) confesse sua instabilidade mental para Ted (Daniel Craig), na vida real ela escondeu sua depressão dele. Há vários sinais de alerta e gatilhos apresentados ao longo que prenunciam seu suicídio, bem como conselhos da mãe de Plath (Blythe Danner) para Ted, acerca de sua fragilidade. Os vários casos extra-conjugais de Hughes, os sentimentos legítimos de traição de Sylvia, que sempre se sentia ofuscada por seu marido, culminaram na tragédia.

As Faces de Helen (2009)
Título Original: Helen
Diretor(a): Sandra Nettelbeck

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Um filme subestimado sobre as recaídas e gatilhos da depressão. Sandra Nettelbeck ignora pontos dinâmicos da trama e foca nos altos e baixos de episódios depressivos. Uma festa cheia de pessoas que gostam de Helen (Ashley Judd) é contrastada com ela chorando sozinha com uma faca contra o peito. Seus fatores de estresse diários, que levam a crises soluçantes regulares e ataques de pânico são contrastados por ela tentando permanecer mentalmente saudável.

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No início do filme Helen apresenta os sinais pródromos depressivos que evoluem para um episódio grave com tentativa suicida. Seu marido descobre que Helen já havia apresentado um episódio anterior no período pós parto de sua enteada, porém, devido a dificuldade da personagem de lidar com a sua doença, esta omitiu de seus familiares sua história anterior. É um dos filmes mais realistas sobre depressão e possui muitos gatilhos. Cuidado.

Foi Apenas um Sonho (2008)
Título Original: Revolutionary Road
Diretor(a): Sam Mendes

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Este filme retrata uma análise focada na relação de Frank Wheeler (Leonardo DiCaprio) e April (Kate Winslet), desde o momento em que se conheceram até o seu fim trágico. Casando quando ainda tinham sonhos e esperanças, eles escolhem a segurança (como a maioria) em vez de seguir seus sonhos improváveis e vão morar na 115, Revolutionary Road, em Connecticut quando a April fica grávida.

Sua agressividade em seu próprio fracasso em alcançar seus objetivos transborda e os torna irritados e hostis um com o outro. Cansados de suas vidas repetitivas, vazias e sem esperanças, April sonha em se mudar para Paris, para que eles possam começar uma nova vida onde não serão tão deprimidos e apáticos. Mas assim que eles começam o planejamento, as circunstâncias mudam e eles permanecem presos em suas vidas insatisfatórias e devastadoramente miseráveis, juntos no subúrbio.

A Liberdade é Azul (1993)
Título Original: Trois couleurs: Bleu
Diretor(a): Krzysztof Kieslowski

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Ambientado em Paris, Julie (Juliette Binoche) deve lidar com a súbita morte de seu marido e filho que morreram em um acidente de carro em que ela foi a única sobrevivente. Enquanto se recuperava dos ferimentos do acidente, ela tentou se matar por overdose, mas foi incapaz de engolir todas as pílulas. Ela tenta viver sozinha em reclusão, longe de lembranças, amigos e memórias, mas apesar de seus esforços, ela ainda é atraída de volta à realidade pelo trabalho musical inacabado de seu marido e sua aparente amante.

Direito de Amar (2009)
Título Original: A Single Man
Diretor(a): Tom Ford

O filme acompanha George Falconer (Colin Firth) um professor universitário, gay e deprimido, ao longo de um dia inteiro, o qual ele está planejando ser o seu último. Com alguns flashbacks e o voice-over paciente de Firth, é revelado que o homem que foi seu parceiro durante 16 anos, Jim (Matthew Goode), morreu em um acidente de carro oito meses atrás, explicando sua tristeza, dor e solidão.

Gente Como a Gente (1980)
Título Original: Ordinary People
Diretor(a): Robert Redford

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A estreia de Robert Redford como diretor foi neste filme delicado, que aborda as consequências da morte de um dos filhos adolescentes de uma família respeitável de classe média-alta. O filho mais novo, Conrad (Timothy Hutton), que estava com o irmão quando ele morreu durante um acidente, fica severamente deprimido, pelo luto e pela culpa por sobreviver. Ele tenta se matar e acaba ficando em um hospital psiquiátrico por quatro meses.

Enquanto o pai tenta se reconectar com o filho e ajudá-lo a tentar se re-estabelecer na família, a mãe não aceita a perda de seu filho favorito e continua a ignorar todas as notícias perturbadoras, incluindo tentativa de suicídio de Conrad.

Pequena Miss Sunshine (2006)
Título Original: Little Miss Sunshine
Diretor(a): Jonathan Dayton e Valerie Faris

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O filme é centrado em uma família disfuncional composta por Sheryl (Toni Colette), uma mãe sobrecarregada; Richard (Greg Kinnear), seu arrogante e palestrante motivacional marido; Edwin (Alan Arkin) seu estranho e viciado em drogas pai; e seus dois filhos – o infeliz Dwayne (Paul Dano) de 15 anos de idade, que fez um voto de silêncio até que consiga entrar na Academia da Força Aérea dos EUA e a pequena Olive (Abigail Breslin). As coisas se tornam mais agitadas quando o irmão de Sheryl, Frank (Steve Carell) vai morar com eles depois de tentar se matar. Ele precisa de supervisão constante.

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As únicas pessoas realmente “felizes” na família são Edwin e Olive, que compartilham um vínculo profundo, especialmente desde que ele começou a ajudá-la a ensaiar seu número de dança. A tensão entre todos torna-se pior quando Olive qualifica-se para o concurso de beleza “Little Miss Sunshine” e, de repente, eles têm de viajar do Novo México para a Califórnia em dois dias em uma combe amarela quebrada.

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O personagem de Frank é quem introduz termos como “depressão” e “suicídio” ao vocabulário da jovem Olive, que começa a se preocupar com problemas como a depressão. Frank conversa, principalmente, com Dwayne, que também é deprimido e só se comunica escrevendo em um papel. A pressão para ganhar (ou perder) divide os personagens, e todos acabam se tornando “perdedores” de uma forma ou de outra, mas devem trabalhar em seus problemas juntos como uma família.

Terapia de Risco (2013)
Título Original: Side Effects
Diretor(a): Steven Soderbergh

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Este drama psicológico gira em torno de Emily Taylor (Rooney Mara), que recomeçará sua vida de casada com seu marido Martin (Channing Tatum), recentemente libertado da prisão. Pouco tempo depois do casal começar a morar junto novamente, Emily dirige seu carro em linha reta contra uma parede de concreto em alta velocidade. Após esta tentativa de suicídio, ela é indicada ao psiquiatra Jonathan Banks (Jude Law), que permite que Emily permaneça em casa, enquanto o vê regularmente.

Depois de ver sua paciente sofrer muitos efeitos colaterais indesejados de diferentes anti-depressivos, Jonathan prescreve uma nova droga chamada “Ablixa”, sugerida pela psiquiatra anterior de Emily, Victoria Siebert (Catherine Zeta-Jones) e a medicação aparentemente funciona. No entanto, Emily se torna sonâmbula inocentemente, um custo menor em comparação com a enorme vantagem de ser realmente capaz de viver novamente. Mas o sonambulismo acaba por ser muito mais perigoso do que se suspeitava.

OBS: este filme é um típico thriller de Soderbergh, então tem reviravoltas, conspirações e etc. Não é totalmente sobre depressão, é mais focado nos medicamentos e em seus efeitos colaterais. No final das contas, tem bastante ficção envolvida, mas achei válido estar na lista.

Irmãos Desastre (2014)
Título Original: The Skeleton Twins
Diretor(a): Craig Johnson

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Mais uma comédia de humor negro para a lista. Este filme começa com dois irmãos gêmeos, em locais separados, prestes a se matar – um sem saber que o outro está fazendo a mesma coisa. O tom tragicômico do filme está definido logo aí. Milo (Bill Hader) escreve uma nota de suicídio e corta os pulsos na banheira escutando música alta. O volume perturba os seus vizinhos, que o encontraram. O hospital chama seus familiares – sua irmã Maggie (Kristen Wiig), com quem ele não fala há dez anos – pouco antes dela engolir um punhado de pílulas.

Ela o visita e sugere que ele more com ela e seu marido (Luke Wilson) por um tempo. Ele, relutantemente, concorda. O filme explora o passado e as razões pelas quais os dois acabaram por se tornarem suicidas.

O Psicólogo (2009)
Título Original: Shrink
Diretor(a): Jonas Pate

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Henry Carter (Kevin Spacey) é um psicólogo de celebridades em Los Angeles. Em sua lista de clientes estão: uma famosa atriz, Kate Amberson (Saffron Burrows), um jovem escritor descontrolado e inseguro, Jeremy (Mark Webber), e um agente obsessivo-compulsivo, Patrick (Dallas Roberts). Desiludido com sua carreira e vida pessoal, a única esperança de salvação para Henry poderia ser seu primeiro caso fora das celebridades, uma bela, porém problemática garota, Jemma (Keke Palmer). Mas considerando o seu atual estado de espírito, Henry estará pronto para os problemas da vida real de alguém que vive longe das colinas de Hollywood?

Melancolia (2011)
Título Original: Melancholia
Diretor(a): Lars von Trier

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Este é o segundo filme da não-oficialmente intitulada “Trilogia da Depressão” de Lars von Trier (Anticristo, Melancolia e Ninfomaníaca), todos estrelados pela atriz Charlotte Gainsbourg. “Melancolia” é inspirado em sua própria depressão e sua observação de que as pessoas deprimidas, muitas vezes apáticas e letárgicas, podem manter a calma mesmo em situações desastrosas, como em um apocalipse.

O longa é ambientado em um cenário de incerteza, onde um planeta gigante, chamado Melancholia, está se aproximando da Terra e pode ou não colidir. Dividido em partes, ou capítulos, (como a maioria dos filmes de von Trier), a primeira metade é dedicada à deprimida e instável Justine (Kristen Dunst) no dia do casamento, enquanto o restante é a perspectiva de sua irmã Claire (Charlotte Gainsbourg). À medida que o planeta errante se aproxima, Claire fica cada vez mais ansiosa e amedrontada, assim como seu marido John (Kiefer Sutherland). Justine, no entanto, fica cada vez mais calma, já que a destruição iminente parece silenciar as vozes em sua cabeça…

Os Excêntricos Tenenbaums (2001)
Título Original: The Royal Tenenbaums
Diretor(a): Wes Anderson

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Odiado por sua esposa Ethaline (Angelica Huston) e todos os seus filhos, Royal Tenenbaum (Gene Hackman) tenta se reconectar depois de 22 anos por razões completamente egoístas desde que ele foi expulso do hotel onde vive e soube que Ethaline noivou com seu colega de trabalho. No entanto, uma vez que Ethaline se recusa a falar com ele, Royal inventa ter câncer do estômago para ser aceito de volta na vida deles.

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Os três filhos adultos agora lidam individualmente com a depressão – especialmente em comparação às suas infâncias bem-sucedidas, onde eram todos prodígios. Por trás de personagens excêntricos, cenários coloridos e situações cômicas, Wes Anderson traz um drama familiar (que trata de questões sérias e provoca certas reflexões) disfarçado de comédia.

Reencontrando a Felicidade (2010)
Título Original: Rabbit Hole
Diretor(a): John Cameron Mitchell

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Becca (Nicole Kidman) e Howie Corbett (Aaron Eckhart) são um casal feliz, cujo mundo perfeito é mudado para sempre quando seu pequeno filho Danny é morto por um carro. Becca, uma executiva que virou dona-de-casa, tenta redefinir sua existência em um lugar surreal de família bem-intencionada e amigos. Dolorosas, pungentes, e muitas vezes engraçadas, as experiências de Becca vão levá-la a encontrar consolo em um relacionamento misterioso com Jason (Miles Teller), um jovem e perturbado artista de quadrinhos que conduzia o carro que matou Danny. A fixação de Becca com Jason a leva para longe das memórias de Danny, enquanto Howie mergulha no passado, buscando refúgio em estranhos que lhe oferecem algo que Becca é incapaz de dar. Os Corbetts, à deriva, fazem surpreendentes e perigosas escolhas enquanto decidem por um caminho que vai determinar seus destinos.

Ela (2014)
Título Original: Her
Diretor(a): Spike Jonze

Em um futuro próximo na cidade de Los Angeles, Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem complexo, emotivo e depressivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o final de um relacionamento, ele acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador chamada Samantha (Scarlett Johansson). Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela personalidade deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.

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Esses são os 20 filmes que abordam o tema “depressão” da maneira certa, segundo a pessoa que vos fala. Esta lista pode ganhar uma 2ª parte, tudo depende da sua ajuda! Indique mais filmes que falam sobre depressão nos comentários!

E aí, curtiu?

Escrito por Louise

Amo, respiro e me alimento de quadrinhos, acho completamente normal se envolver emocionalmente com personagens de séries e filmes, e já vou avisando: NÃO MEXA COM MEUS HERÓIS!

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