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Lanterna Verde/Novos Deuses – Godhead – A saga completa

Passando meio que despercebido do grande público no ano passado o encontro entre As Tropas de Lanternas do Universo DC pós-Novos 52 com as novas encarnações dos Novos Deuses foi sim um grande evento não só nos títulos da linha do Lanterna Verde, mas em toda a editora.

A saga que apresentou pela primeira vez ao público atual da DC Comics as versões “Novos 52” do icônico panteão de Nova Gênese envolveu por 3 meses os títulos Green Lantern, Green Lantern Corps, Green Lantern: New Guardians, Red Lanterns, Sinestro além da One-Shot New Gods: Godhead #1 e tie-ins com 3 edições de Infinity Man and the Forever People.

Na história o Grande Pai dos Novos Deuses busca a Equação da vida com o intuito de repelir um iminente novo ataque de Darkseid e finalmente por um fim a sua guerra eterna contra Apokolips. Acreditando que a equação se encontra além da Muralha Fonte (apresentada como o limite dos Universos DC em edições prévias de Lanterna Verde) o Grande Pai por intermédio do panteão dos Novos Deuses se apropria (forçadamente) de anéis de todas as matizes do espectro emocional para atingir este objetivo. Isso coloca todas as Tropas de Lanternas em conflito com os Novos Deuses.

A saga é arquitetada pelo escritor atual de Lanterna Verde, Robert Venditti e tem colaborações dos roteiristas dos outros respectivos títulos da linha comoHQ do Dia | Lanterna Verde/Novos Deuses - Godhead - A saga completa Van Jensen, Justin Jordan, Charles Soule e Cullen Bunn. O roteiro é uma ópera cósmica como realmente não havia se visto nos títulos dos Lanternas pós-Novos 52.

Isso logicamente vem com seus prós e contras. O principal mérito de Godhead é envolver todas as Tropas em uma divertida aventura cósmica com um escopo imenso, colocá-los frente a frente com adversários que eles não tem condições de encarar e tornar os títulos dos Lanternas vitrine para a aguardada Guerra de Darkseid – saga que vem para mudar todo o Universo DC em 2015.

Godhead não é uma saga focada em Hal Jordan. Todos os Lanternas (e alguns vilões) tem participação importantíssima no conflito e muitas pontas soltas deixadas em relação a Kyle Rayner, Saint Walker e Thaal Sinestro são amarradas pelos autores durante a saga. Para leitores e fãs que já vem acompanhando as aventuras das Tropas desde o início dos Novos 52, Godhead é uma leitura extremamente gratificante, divertida e bem amarrada.

Por outro lado, Godhead talvez possa ser considerada uma das sagas mais difíceis para novos leitores desde o início do Novos 52. A quantidade de personagens, o volume de informações prévias cruciais para sua compreensão total e o número de títulos envolvidos na saga pode ser sufocante para um leitor que cair de para-quedas no meio do arco.

A equipe de roteiristas assume 100% que o cara que está lendo está totalmente envolvido no contexto atual dos títulos e tem algum conhecimento sobre os Novos Deuses e você que é novo leitor que se vire pra entender o que está acontecendo. Pra quem tem disposição pra encarar esse desafio é uma leitura bacana, mas talvez nem todos os novos leitores tenham essa paciência.

Sobre a arte temos intervenções regulares a boas em quase todos os títulos. O destaque vai para a arte de Brad Walker, Diogenes Neves e Rodney Buchemi em “Green Lantern: New Guardians”. Billy Tan faz um trabalho consistente com um grande elenco de personagens em Green Lantern, mas definitivamente as melhores artes da saga estão na One Shot inicial Green Lantern/New Gods: Godhead e na edição anual de número 3 de Green Lantern que finaliza o arco com uma batalha gigantesca em Nova Gênese envolvendo praticamente todos os Novos Deuses além de todo o elenco dos títulos atuais dos Lanternas. Um festival cósmico visual pra fã nenhum botar defeito.

Godhead definitivamente não teve a atenção e o crédito que mereceu em 2014. Para os fãs tradicionais que reclamam da ausência de grandes histórias de outrora esta é uma leitura muito satisfatória e atende a todos os critérios de uma saga épica em quadrinhos. Temos uma premissa extremamente válida, um conflito com proporções enormes para o UDC, um elenco com personalidades diferentes e conflitantes e arte que segura o tranco na maioria das edições.

Para os novatos fãs infelizmente Godhead exige um pouco de conhecimento prévio (pelo menos da linha dos Lanternas nos Novos 52). A leitura é trabalhosa devido a quantidade de informação prévia, mas vale a pena pra quem tem este conhecimento ou tem paciência de correr atrás do background deste elenco. Godhead deixa um gostinho de “quero mais” principalmente por ser um puta teaser da Guerra de Darkseid  que se aproxima e é até agora o melhor momento do autor Robert Venditti a frente do título principal do Lanterna Verde.


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