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Homem-Aranha: Spider-Verse – A Saga completa

Spider-Verse foi o “super evento” nos títulos do Homem-Aranha que começou no final do ano de 2014 e terminou em Fevereiro de 2015. Na trama, o escritor Dan Slott criou uma ameaça à existência de todos os Homens e Mulheres-Aranha na figura da maligna família de caçadores multiversais chamada de “Herdeiros”.

Os tais Herdeiros se alimentam da força vital dos Aranhas doHQ do Dia | Homem-Aranha: Spider-Verse - A Saga completa Multiverso Marvel e tem como objetivo dizimar a espécie aracnídea do todos os universos conhecidos. Com isso, um grupo de Homems, Mulheres e outras espécies de Aranhas se juntam sob a liderança de Peter Parker do universo 616 e do Homem-Aranha Superior, Otto Octavius para combater esta nova ameaça. Resumidamente esta é a premissa proposta pelo autor.

Lendo a sinopse acima e tendo em vista a atual reputação do roteirista responsável pela saga, o leitor provavelmente não vai se importar muito com este evento. O fato é que apesar da enorme quantidade de personagens envolvidos, a infinidade de tie-ins, prelúdios, histórias paralelas e revistas lançadas somente em virtude desta saga (Edge of Spider-Verse, Spider-Verse, Spider-Verse Team-Up, Spider-Woman e Scarlet Spiders), no fundo Spider-Verse é uma celebração do autor às várias encarnações e fases do personagem.

Sabiamente, colocando um elenco tão numeroso e variado frente a frente em situações surreais o roteirista acaba valorizando o papel do Aranha principal do universo 616, Peter Parker. O herói, que passou por um período de desgaste na década passada e atualmente vem se renovando aos poucos é exaltado em todos os momentos.

Além disso, para os fãs é extremamente divertido ver essa quantidade e variedade de Homens-Aranha saltando pelo Multiverso e combatendo uma família de sanguessugas interdimensionais. Slott não se leva a sério em nenhum momento da saga no título principal do Cabeça-de-Teia e sinceramente a revista carecia de um tom mais ameno desde o final da era “Superior”.

Os diálogos e a interação entre os Aranhas são o destaque e o aspecto mais divertido da saga, remontando aos clássicos Team-Ups da Marvel nas décadas de 1970/80 nos quais o tom lúdico imperava, apesar das situações serem de extremo risco para os personagens. Nem todos os Aranhas tem seu momento sob os holofotes (mesmo porque eles são muitos), mas podemos sim ver momentos divertidíssimos protagonizados pelas versões alternativas do personagem em praticamente todas as edições.

A arte no título “carro-chefe” da saga, que é a revista Amazing Spider-Man, fica a cargo do consagrado Olivier Coipel com auxílio do desenhista regular do Aranha, Giuseppe Camuncoli. E é um prazer ver Coipel desenhando este elenco. Mesmo em situações extremamente confusas, nas quais um bando de caras vestidos de Homem-Aranha saltam através de portais dimensionais, montados em cavalos, buggys ou voando os desenhistas conseguem tirar da cartola soluções gráficas práticas para ilustrar o louco HQ do Dia | Homem-Aranha: Spider-Verse - A Saga completaroteiro de Dan Slott.

Durante toda a saga a arte é bastante regular e não atrapalha nem um pouco a leitura e nos tie-ins temos um festival de artistas novos e consagradas mostrando as mais diversas versões do Aracnídeo em ação. Em termos gráficos Spider-Verse tinha tudo para ser um desastre devido a quantidade de personagens e as mudanças abruptas de cenários, no entanto a equipe de artistas consegue atender às expectativas e temos uma saga no geral muito bem ilustrada.

Spider-Verse é uma saga bastante divertida por não se levar a sério, ter personagens cativantes interagindo o tempo todo e por ter um roteiro louco, mas fácil de entender. Para os fãs do Aranha clássico e suas histórias mais urbanas e “pé no chão” talvez não seja uma leitura tão bacana, mas para quem cresceu lendo os Team Ups com tom mais “moleque” da Marvel nas décadas de 1970/80 Spider-Verse tem tudo para agradar. A saga é praticamente um desenho de sábado de manhã da Marvel: descomplicada, louca e confortável demais. No entanto, se você procura uma história épico-trágica do Homem-Aranha com “filosofagens”, dramas existenciais sobre “poder e responsabilidade” e chororô por todos os quadros, fuja! Isso aqui está milhas de distância desse tipo de história mais “cabeça”. E não tem nada de errado nisso.


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