Power (2020) | Preste atenção apenas nas cenas de ação
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Power (2020) | Preste atenção apenas nas cenas de ação

Trama clichê e de narrativa rasa que não exige muito do espectador

Dirigido por Ariel Shulman e Henry Joost, o longa-metragem “Power” chega a plataforma da Netflix oferecendo uma premissa heróica e de ação fortes. No longa, então ambientado na Nova Orleans de um futuro próximo, um misterioso empresário passa a oferecer uma droga experimental que concede poderes exclusivos e aleatórios durante cinco minutos.

Dito isto, é fato que “Power” tem uma premissa que apesar de não ser novidade, traz um elemento conceitual forte e interessante por si só. Mas que, infelizmente, se perde por causa da execução rasa e falha da trama.

Power (2020) | Preste atenção apenas nas cenas de ação

Apostando em um elenco forte, com nomes como Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt e Rodrigo Santoro, “Power” sequer compensa essa base de atores na vida que dá a seus personagens. Visto que, basicamente todos eles soam como um clichê de como fazer um filme de ação acontecer. Com pouca excessão da personagem Robin (Dominique Fishback), que transborda o potencial de uma história mais profunda enquanto favorecida pela trama do filme.

Quanto aos demais, Art (Jamie Foxx) porta-se como um ex-militar casca-grossa e de bom coração reduzido a uma peça simplista de ação, mesmo quando contornado pela premissa forte. Enquanto Frank (Gordon-Levitt) não convence tanto como o policial malandro que tenta parecer ser. Por sua vez, Biggie (Rodrigo Santoro) atua como um vilão coadjuvante latino que mais parece ser o chefe de uma fase mediana de um jogo de peteca.

Power (2020) | Preste atenção apenas nas cenas de ação

Ainda sim, “Power” esgota sua premissa conceituada em uma execução falha direcionada totalmente para as sequências de ação. Sequências essas que, apesar de boas, frustram ao se limitar a uma técnica de câmeras trêmulas mostrando ângulos diversos enquanto o terror vai tocando daqui ao caralho. Sem resquícios de criatividade qualquer, a ação soa rápida e sem imersão significativa alguma.

Não o bastante, o roteiro fica ainda mais fragilizado com a falta de aprofundamento nos temas propostos pelo longa, bem como a falta de promoção das singularidades e contextos de seus personagens em tela. Os diálogos marcados por clichês parecem ter como único intuito o de direcionar para a sequência de ação seguinte.

Power (2020) | Preste atenção apenas nas cenas de ação

Por fim, “Power” é apenas mais um longa heróico que tenta se afastar dessa demanda e ser mais “realístico”. Mas também é mais um dos que tropeça nessa tentativa, compensando apenas aqueles que querem assistir algo “mais do mesmo” sem exigir muito do espectador.

“Power” já está disponível na Netflix.

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E aí, curtiu?

Escrito por Isaias Setúbal

All I hear is doom and gloom. And all is darkness in my room. Through the night your face I see. Baby, come on. Baby, won't you dance with me?

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