Esquadrão Suicida

Shia LaBeouf teve sorte no azar

Corre rumores em Hollywood que a sanidade do mestre do “Just do it”, Shia LaBeouf, seja questionável. Isso ficou mais evidente ainda, depois do ator ser cotado para estar no elenco de Esquadrão Suicida (2016) e ter sido preterido por Joel Kinnaman no papel do coronel Rick Flag.

Em um filme onde Jared Leto extrapolou os limites do bom senso para viver o  Coringa, Shia Labeouf foi considerado “louco demais” pela Warner Bros. O diretor de Esquadrão Suicida, David Ayer, queria o ator no elenco, mas os estúdios acharam que suas atitudes poderiam atrapalhar o andamento do longa e consequentemente a construção do Universo DC nos cinemas.

Shia já tinha trabalhado com Ayer em Corações de Ferro, por exemplo, e neste filme ele adotou o Método Stanislavski para se entregar ao personagem. Para que as cenas parecessem reais, o ator chegou a arrancar um de seus dentes e a fazer cortes em si mesmo para que as cicatrizes ficassem autênticas.

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Em entrevista dada à Variety, o ator disse o seguinte:

“O personagem era diferente inicialmente. Quando Will Smith entrou, o roteiro mudou um pouco. Eu não acho que a Warner me queria, eu fui me encontrar com eles e disseram “Você é louco, você é um bom ator, mas não nesse caso”.

Se levarmos em consideração todas as informações que surgiram entre a produção do filme e o lançamento do mesmo, não esperavam que a loucura do Shia seria transferida para o Jared Leto. Outra situação não esperada, foi a receptividade da crítica em relação ao filme. Com toda a certeza,  se o mestre motivacional Shia LaBeouf  tivesse sido escolhido para o papel do coronel no lugar do Joel Kinnaman, teria feito algo semelhante ao que o ator escolhido fez, ou seja, nada além do que a sua capacidade permitisse. Afinal de contas o que foi mostrado desse personagem em tela foi algo normal. Nada que pudêssemos falar “nossa que interpretação genial, que personagem foda é o Coronel Rick Flag”, né?

Mas é notório que nesse momento, Shia LaBeouf pode olhar para o céu e agradecer aos deuses da sétima arte por não ter participado dessa bomba chamada Esquadrão Suicida. Há males que vem para o bem e ter sorte no azar nem sempre é ruim, não é mesmo?


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