HQ do Dia

Convergence #6

A sexta parte do fuzuê multiversal da DC Comics chegou às bancas esta semana e logo quando você abrir a primeira página da revista… SURPRESA! Nada de heróis da Terra-2. A saga finalmente expande um pouco seu elenco e de cara você já se surpreende com algumas figuras que não via há um mês. Sim! Eles mesmos… e algumas outras surpresas aguardam.

Deimos, o mago da terra de Skartaris é a mais nova ameaça às cidades presas na Convergência do Planeta Telos. O vilão se apossou de um poder sobre o espaço tempo que rivaliza ao de Brainiac, logo em seguida deu um safanão em Telos e no povo da Terra-2 e agora dá um ultimato aos habitantes do Planeta: “Juntem-se a mim ou morram”. E é aí que vemos quem é quem segundo a visão do autor Jeff King. Todos aqueles conflitos dos tie ins da saga refletem nesta edição e o roteirista dá ao povo o que o povo quer: Supermans (Eu sei que o plural é Supermen, mas com “S” fica mais enfático) se unindo e liderando um exército multiversal de super heróis contra Deimos, um batalhão de vilões, outros heróis e um bando de personagens meio confusos no conflito.CONV-Cv6-ds-8ef7d

Convergence 6 é extremamente urgente, positiva e movimentada. Desde a reunião dos Supermen, passando pelas cenas de batalha com os Titãs e até o sempre memorável re-encontro dos Flashes tudo aqui fica com mais cara de Crise. King consegue finalmente dar um pouco mais de peso e gravidade ao evento. O papel do Dick Grayson da Terra-2 torna-se essencial para o desenvolvimento da história e o diálogo entre ele e o Superman pré-Crise é curto e muito emotivo. Ponto para o roteirista. Há uma sensação de evento grande nesta sexta parte da saga e o envolvimento de personagens de múltiplas realidades na trama é o fator determinante para isso. A HQ é recheada de cenas de ação e a inversão do papel de Telos é uma boa sacada do roteirista. Apesar disso tudo, Deimos ainda não convence totalmente como um vilão plausível e ameaçador o suficiente em comparação com o próprio Brainiac. E o cliffhanger final desta edição é bastante previsível em termos de histórias de super heróis.

A arte em Convergence #6 é de Ed Benes auxiliado por Diogenes Neves Eduardo Pansica e o trio apresenta mais um trabalho gráfico consistente. Boa caracterização do elenco, domínio do roteiro, cenas de ação com impacto e um visual em geral muito bem acabado, mas que não tem nada de espetacular, assim como na maior parte da saga. Com exceção das primeiras páginas não há muita necessidade de se desenhar cenários muito complexos (tendo em vista que o planeta Telos é praticamente uma Terra desolada). Então o trabalho da equipe de arte se volta basicamente para desenhar super heróis lutando, voando e no caso dos Flash correndo. Ou seja, nada muito elaborado.

Convergence #6 vem basicamente no mesmo ritmo da edição anterior. Com exceção do início que mostra um pouco do impacto da saga no contexto atual da DC Comics e de fato empolga, o resto desta edição mantém o que vem sendo mostrado desde que Deimos assumiu o papel de antagonista. A HQ tem um elenco expandido com personagens de diferentes realidades e isso torna o clima um pouco mais épico, mas ao se encaminhar para o final da edição os autores caem no clichê das super sagas de heróis. Se você ainda não está cansado deste tipo de estrutura narrativa com uma arte correta, mas que não impressiona, talvez a leitura entretenha. Caso contrário, é mais uma edição morna de uma saga que prometeu muito e ainda não entregou nada espetacular além de alguns tie ins interessantes.

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