HQ do Dia

Convergence #4

Bem vindos a Skartaris! No centro do Planeta onde o evento se passa re-encontramos um elenco de personagens esquecidos da Era de Bronze dos quadrinhos lutando pela sobrevivência de seu mundo. Na quarta edição de Convergence os heróis da Terra-2 Deimos chegam ao ponto fraco do Planeta Telos – traição, revelações e até bastante ação. Mais uma Terra é destruída e temos uma pequena análise sobre a relação dos Wayne e os Grayson através do Multiverso.

Jeff King nos entrega um roteiro um pouco mais movimentado e a história dá alguns passos mais largos em direção a uma evolução de narrativa. Não temos mais aquela sensação de que os protagonistas estão ali lutando sem saber porque só pra fazer poses bonitas. Não é grande coisa, mas parece que há um objetivo definido para o povo da Terra-2 finalmente. Temos boas cenas de ação e a presença do elenco de Skartaris gera uma dinâmica interessante. Outra bem vinda surpresa é o cliffhanger final que relaciona finalmente os eventos de Convergence com os acontecimentos finais em Futures End e finalmente dá alguma dose de profundidade ao vilão principal, Telos. Os diálogos de King permanecem bem burocráticos e até as falas que deveriam ter mais peso acabam se perdendo no meio de tanta formalidade e gravidade. É tudo tão “grande”, “épico” e “dramático” que quando as coisas realmente ficam sérias, como é o caso da destruição de uma das Terras do Mutliverso, ou a morte de um personagem estas passagens perdem um pouco de impacto.

hq-do-dia-convergence-4A arte de Stephen Segovia e do batalhão de arte finalistas acaba se destacando novamente no meio de um roteiro morno. Ótimas cenas de ação em Skartarisevocam o que há de melhor em design nos quadrinhos clássicos da década de 1990. O universo medieval meio “Conan / Sonja” é uma grata adição visual aos cenários meio pobres das outras edições e dá combustível para enriquecer o trabalho da equipe de arte nesta edição. A colorização nem sempre tem a consistência necessária para um evento deste porte, mas nada que impacte a leitura ou prejudique o visual de Convergence #4. Uma arte que não impressiona novamente, mas está longe de ser uma decepção.

Chegamos a metade da série principal do suposto “maior evento” no Universo DC desde Flashpoint (estamos dando um desconto porque na verdade a editora divulgouConvergence como a maior história de “TODOS OS TEMPOS” em sua campanha de marketing prévia). O fato é que nesta quarta edição realmente temos uma melhora no ritmo narrativo da saga. A adição de novas caras ao elenco, uma profundidade maior para o vilão e a ambiguidade nos papéis de alguns personagens são pontos positivos aqui. No entanto acontecimentos importantes não tem o destaque merecido e falta impacto ao argumento geral da saga. A arte cumpre seu papel e não deixa o aspecto visual comprometido. Temos cenas dignas de um saga desse porte visualmente. Contudo falta peso e gravidade a saga desde a sua segunda edição. O elenco da Terra-2 é sim muito bacana, mas talvez utilizá-los como protagonistas principais de um evento deste porte tire um pouco da severidade dos acontecimentos mostrados.

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