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Watch Dogs: Legion | Lutar pela resistência é necessário

Junte-se a resistência e faça a diferença com o DedSec

“Watch Dogs” se tornou uma franquia muito amada pelos amantes de games, principalmente para os que gostam de um bom mundo aberto. A espera do primeiro game era inegável, porém sofrendo muito com erros e uma promessa que não foi cumprida. Em seu segundo game presenciamos uma história renascendo como uma fênix das cinzas, tornando a jornada da resistência mais gloriosa.

Agora saímos dos EUA e fomos direto para Londres, em que a população precisa lutar pela sua liberdade se juntando ao DedSec, sendo a única com possibilidade de salvar a população das garras do grupo Zero-Day. Bem-vindos ao mundo de “Watch Dogs: Legion” e se preparem para se unir a resistência.

O futuro distópico de Legion é algo absurdamente intrigante, em que carros funcionam sozinho, o ônibus turístico não precisa de motorista e estamos sempre conectados em nossos celulares – apesar que essa parte é tão atual que não é preciso estar em um futuro distópico para entender. Mas infelizmente a cidade de Londres sofre com problemas que são realmente bem atuais, como a grande quantidade de fake news e a falta de liberdade de expressão. O governo e a polícia estão sempre atrás determinando tudo o que podemos fazer e com carta verde para atirar mesmo sem necessidade.

Em Legion não temos um protagonista fixo, o que torna a trama ainda mais interessante. Mesmo que fiquemos apegados a alguns personagens da trama, sempre teremos que alternar para aquele que tem especialidade em campo. A Ubisoft entendeu bem o conceito criado por eles sobre a resistência e o DedSec, que ele é um grupo lutando por liberdade e verdade, e que não contém um rosto. Qualquer um pode fazer a diferença, só basta ter coragem de se rebelar.

A história do novo game é bem interessante e principalmente muito atual. Problemas envolvendo o Governo, notícias e casos que todo dia vemos acontecendo pelo Mundo são os pontos que tornam o jogo tão especial. Saímos de nossa bolha e vivenciamos aquilo que lemos nos jornais, aprendendo como podemos e devemos agir naquela situação não deixando que nada controle a mente da sociedade e como ela deve pensar. Principalmente quando recrutamos NPCs para o DedSec, alguns que estão envolvidos com a polícia ou mafiosos não podem ser recrutados, mas que com o desenvolver na história e mudanças no cenário tornam tudo isso possível, já que muitos começam a enxergar a situação com outros olhos. Isso é um ponto muito positivo dentro da inteligência artificial criada para o game, e que com toda certeza deve ter dado um bom trabalho.

Cada personagem tem um nome e voz, então podemos ficar felizes por não parecer Far Cry que somos apenas o recruta que não pode dizer nada e nem aparecer. Algo que sempre gostei das outras franquias da Ubisoft é isso, mesmo que você possa montar seu personagem e escolher seu gênero, ele ainda tem um rosto e voz.

A ambientação é fantástica, em que pontos turísticos de Londres ganham destaque, mas não são os protagonistas do role. As missões são bem distribuídas, em que devemos fazer as principais de história, secundárias, de cidade e recrutamento. Passaremos um bom tempo com o controle em mãos administrando o que fazer primeiro e em seguida, e que mesmo com muita coisa é fácil criar uma estratégia que funcione para cada jogador.

Bagley, nossa I.A. é quem avisa quando temos missões, problemas que devemos resolver e recrutas em potencial que podem ser de grande ajuda para o grupo. Suas piadas em relação aos humanos, o passado e o presente são ótimos, em que muitas vezes me faz lembrar de Portal com a personagem Glados. A diferença é que ele não deseja matar ninguém e não promete um bolo imaginário no final.

Agora falemos dos problemas que o jogo pode ter. Sabemos bem que hoje em dia atualizações sempre são feitas para resolver problemas que um game pode apresentar e também para futuras implementação do game. Porém, isso em um lançamento nem sempre é algo positivo, já que aquecimento recorrente e fechamento de game nem sempre deixam o gamer que deseja passar horas em frente a Tv feliz. Por experiência algumas vezes sofri com esses ocorridos, em que no meio da missão o game simplesmente travava e fechava em seguida, seguindo o sistema de segurança do console Xbox.

Alguns polimentos em relação a gráfico ainda precisam ser arrumados também, mesmo que as vezes possa ocorrer de demorar o carregamento de cenário, já que tudo está em movimento e funcionando, não é algo que deveria ocorrer. E a parte que mais me incomodou, que é TUDO precisar de uma tela de carregamento. Entendo isso rolar quando nos deslocamos com viagem rápida, mas não vejo necessidade de ocorrer quando entramos no esconderijo do DedSec, coisa que não ocorria no segundo game, tornando tudo mais dinâmico e fluido. As telas de loading sempre estão presentes, o que pode muitas vezes incomodar o jogador.

Tirando esses problemas, que aguardo ajustes rapidamente, “Watch Dogs: Legion” é um ótimo game. Vivenciamos nosso presente dentro de um futuro, em que os humanos precisam se unir para vencer um sistema fascista e que deseja dominar sua mente com informações falsas. Se você deseja se libertar dessas algemas e descobrir a verdade, talvez seja uma ótima pedida usar seu potencial e se unir a resistência.

Watch Dogs: Legion se encontra disponível para PC, Playstation 4, Xbox One/X e Google Stadia. Também estará presente para a nova geração de Playstation 5 e Xbox Series S/X.

E aí, curtiu?

Escrito por Guta Cundari

Do cinema para o jornalismo. Amante de filmes e games, fã filmes de terror trash e joguitos que duram meses. As Premiações pelo mundo todo que me aguardem e os noobs que sofram.

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