Cobra Kai |5 lições da vida tiradas da série
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Cobra Kai |5 lições da vida tiradas da série

Além da rivalidade de Johnny Lawrence e Daniel LaRusso, ensinamentos que a série trouxe em duas temporadas

O spin-off da franquia “Karatê Kid”, a série “Cobra Kai”, é uma das produções que mais chamaram a atenção em 2020. Com o tanto de coisa ruim acontecendo pelo mundo, a jornada de Johnny Lawrence (William Zabka) e seu eterno rival Daniel LaRusso (Ralph Macchio) é contagiante. “Cobra Kai” é aquele tipo de série que você desliga o cérebro e se diverte com uma trama simples e bem amarrada.

Esse artigo é pra quem já assistiu as duas temporadas de “Cobra Kai”, mas caso você não tenha feito isso ainda, recomendo não perder mais tempo. Assista tudinho e depois volte aqui, ok?

“Cobra Kai” aborda questões da vida em diversos momentos durante as duas temporadas. Não é somente sobre o bullying praticado por Eli ‘Falcão’ Moskowitz (Jacob Bertrand), há outros assuntos que podemos tirar da série e eu vou citar cinco deles abaixo. Vem comigo!

Quem apanha nunca esquece

Cobra Kai |5 lições da vida tiradas da série

Logo nos primeiros episódios de “Cobra Kai”, Lawrence é bombardeado pelo sucesso de LaRusso nos campos do trabalho e família. Johnny se sente como um fracassado e esse bombardeio todo força a mesma lembrança de sempre: a vez que perdeu para Daniel LaRusso no campeonato regional de Karatê. Ele apanhou e nunca esqueceu. Para Lawrence a vida de LaRusso é maravilhosa, já a dele é um desastre completo.

Enquanto ele sente tudo isso, do outro lado, LaRusso não sente nada e está cada vez mais convencido de que ele derrotou um valentão da escola, e por conta do comportamento de Lawrence do passado ele deve ser assim pra vida inteira.

Eu aprendi na minha adolescência enquanto ainda morava na periferia da zona leste de São Paulo, a lição de quem bate esquece e quem apanha não. O sensei do Cobra Kai sabe bem disso.

Compaixão

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Um dos pilares da filosofia do dojô Cobra Kai é não ter compaixão (no mercy). A trajetória de Lawrence, do Falcão e Miguel, por exemplo, mostra que a falta dela só trouxe problemas. Em uma época de forte intolerância e ausência de empatia, um sentimento a mais nessa equação eleva o comportamento ser humano ao limite do pior que alguém possa ser.

Ir até as últimas consequências para defender um ponto de vista ou atitude sem dialogar, compreender opiniões diversas e conviver como qualquer pessoa normal em um estado democrático de direito, mostra que você já não consegue estar em uma sociedade.

Recomendo assistir “Relatos Selvagens” (2014), do diretor Damián Szifron, que ilustra bem o que é viver sem compaixão e ir até as últimas consequências.

Deixe o passado no lugar dele

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Tudo bem, tenho que reconhecer que: se não fosse o passado “Cobra Kai” não existiria. Mas o ponto não é esse. E sim como você vai lidar com ele e como sua vida vai ser pautada por isso.

Lidando com alunos de uma geração diferente e que não viveu nadinha dos anos 80 e 90, Lawrence percebe que alguns valores daquela época estão ultrapassados. E não são apenas os valores, mas as atitudes autodestrutivas perpetuadas por ele e reforçadas pelo seu sensei trouxe resultados negativos.

Quando ele entende que não precisa ser o jovem que foi a vida inteira e que a convivência com Kreese (Martin Kove) foi determinante para chegar ao fundo do poço, seja moralmente falando, em condições de sobrevivência financeira ou relacionamentos. Lawrence muda, reconhece seus erros e passa a viver longe dos valores que sempre pregou em seu dojô e sua vida passa a mudar em todos os sentidos.

Ganhar nem sempre é igual a vencer

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Esse ensinamento fica evidente na final do campeonato Karate All Valley Sub-18 disputado entre Miguel Diaz e Robby Keene (filho de Lawrence). Na ocasião, Miguel não tem compaixão e acaba vencendo a luta aplicando golpes em áreas do corpo de Robby que estavam lesionadas. Robby, por sua vez, decide jogar limpo até o fim mesmo que isso lhe custasse a vitória.

Resultado: um ganhou e o outro venceu.

Miguel jogou sujo e só ganhou. De que valeu? Quem assistiu sabe, perdeu a admiração da namorada e um pouco a do próprio sensei.

Já Robby, ganhou a admiração de LaRusso depois de decepcioná-lo em não contar que ele era filho de seu eterno rival, e mostrou que o passado não é determinante para ditar quem você será no futuro. E isso pra ele valeu muito mais que o troféu de campeão.

Não se combate bullying com mais bullying

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A maioria dos alunos de Lawrence se matricularam no Cobra Kai para aprender a lidar com a violência e o bullying dos valentões. Um dos ensinamentos que a série traz é mostrar que devolver o bullying com mais bullying é reproduzir um comportamento tóxico, abusivo e que perpetua a prática como algo positivo.

Bullying se combate com educação, com ações práticas por conta dos pais, professores, pedagogos e psicólogos dentro de um ambiente escolar. De lá, é só passar o que aprendeu para a vida e provavelmente você será uma pessoa melhor.

As duas primeiras temporadas de “Cobra Kai” estão disponíveis na Netflix.

E aí, curtiu?

Escrito por Bruno Fonseca

Jornalista, apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e retrogames. Espero que você alcance o sétimo sentido em todos os âmbitos da vida.

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