Bright (2017)

De entretenimento caótico e funcional

Nesta última sexta-feira, 22 de dezembro, a Netflix disponibilizou mundialmente em sua plataforma o novo longa-metragem original – Bright. O filme, que procura explorar da ação criminal ante uma fantasia urbanística americana, traz como co-protagonistas Will Smith sobre a persona de Daryl Ward e Joel Edgerton como o policial orc Nick Jakoby; além de conter outros nomes artísticos como Noomi Rapace, Lucy Fry, Édgar Ramírez e Ike Barinholtz.

Em Bright o policial Ward involuntariamente acaba se tornando parceiro do primeiro policial Orc que compõe a força policial de LA, Jakoby. E como se o improvável pareamento entre os dois não fosse problemático o bastante, tanto em trabalho quanto em social ante a realidade paralela onde humanos e outras raças coexistem, a dupla logo se depara com a missão mais complicada de suas vidas: proteger um artefato mágico desejado por inimigos poderosos e letais.

Bright (2017) | De entretenimento caótico e funcional

Primeiramente, é quase impossível não curtir o Will Smith na pele de um policial, quanto mais um policial que se depara com certos dramas. A interpretação que temos do ator sobre Daryl Ward, é de um policial experientemente ferrado e já familiarizado com o “preto e branco” do mundo em que se encontra. Quanto a Joel Edgerton, o ator tem uma responsabilidade maior ao representar o inexperiente e ingênuo primeiro policial orc Nick Jakoby; afinal, ele é o canalizador maior da crítica social que o filme busca explanar. A atuação de Edgerton é bem legal, e durante o longa sua persona fica cada vez mais simpatizante para o público.

No que diz respeito a química entre os parceiros policiais, deparamo-nos com uma abordagem um tanto quanto clichê. Tem-se lá os momentos de “choque de cultura/realidade” que refletem em situações problemáticas ante os pareamentos dos mesmos, mas no progredir do longa, e das situações barra pesada impostas a eles, simplesmente acompanhamos ao crescimento de dois policiais que vão desenvolvendo laços de maior significância quanto ao respeito e confiança.

Bright (2017) | De entretenimento caótico e funcional

Entre a “tríade racial” de antagonistas que surgem em Bright, na procura pelo artefato mágico (quero dizer, é gangue dos humanos de Altamira, outra gangue do rancoroso clã de orcs, sem contar na “policia federal” elfa e os caralhos dos…), Infernis são o grupo de maior preocupação para a dupla de policiais Ward e Jakoby. Aparentemente compostos por, adivinhe só, elfos renegados – a tríade restante desta ceita se fazem de carrascos overpowered da dupla policial, aniquilando sem misericórdia nenhuma quem quer que esteja no seu caminho na busca por tal artefato mágico.

Particularmente, gostei bastante deles e dos conceitos propostos para o longa. Digo, os membros do elenco Noomi Rapace, Veronica Ngo e Alex Meraz trazem uma “composição elfica renegada” maravilhosa para a tela. Além de que, visualmente falando, a violência gerada por esta mesma composição é esplendida e puta bem-vinda.

Bright (2017) | De entretenimento caótico e funcional

A devidamente interessante trama proposta pelo roteiro de Bright não é essencialmente algo novo, embora traga uma mistura entre os elementos de forma diferenciada. Veja bem, com uma explanação voltada para a ação criminal ante uma fantasia urbanística americana, Bright traz questões sociais realistas e inerentes ao nosso tempo mascaradas por trás de seres mágicos e fatos históricos surrealísticos. A nuances dessas questões sociais, são perceptíveis em vários níveis. Tal qual a apresentação dos seres e contextos mágicos. Contudo, por acabar não afunilando tão bem essas temáticas, o longa sofre de uma trama que demonstra-se rasa e eventualmente cria certa dificuldade de imersão para com o público.

Isto é, o longa acaba passando longe de ser uma obra prontamente reflexiva (contrariando certas apresentações do material), mas compensa em ser um limitado pontapé inicial para tais reflexões dentre as críticas que propõem — e as cenas de ações. Todavia, ante ao entretenimento caótico apresentado pelo filme, particularmente entendo Bright como um longa-metragem funcional e que garante ao telespectador uma boa opção no catálogo da Netflix. Independente de o marcar ou não — mas sejamos sincero, poucos são os filmes que o conseguem fazer isso hoje em dia. Nenhuma exclusividade de filme x ou y.

Bright (2017) | De entretenimento caótico e funcional

No fim das contas, Bright é um longa-metragem que apresenta-se como uma boa opção de entretenimento, trazendo um trama caótica e funcional num mix diferenciado e interessante dos elementos; cuja satisfação pós-filme faz-se agradável. No mais, é esperar para ver como irá se desenvolver este universo no filme continuação já confirmado pela Netflix.

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