HQ do Dia

Magneto – Infame

“X-Men: Fênix Negra” (2019) deixou um gosto amargo na boca, ainda mais com a precária importância de alguns personagens marcantes. Especialmente o tratamento precário que Magneto levou no filme, mas graças ao quadrinhos fui surpreendido pela boa leitura do seu título solo na fase Nova Marvel.  O que trouxe ainda mais sentido e sorriso para o líder da Irmandade Mutante.

Magneto foi publicado entre 2014 e 2015 nos Estados Unidos, no Brasil já recebeu dois encadernados chamados “Infame” e “Inversão”. Escrito por Cullen Bunn e com artes de Gabriel Hernández Walta e Javi Fernandez.

A história se passa após a saga de “Vingadores vs X-Men”, Erik Lehnsherr (Magneto) teve seus poderes reduzidos após a dura batalha sofrida em proteger os mutantes, agora ele é apenas a sombra de um homem/líder que um dia já desempenhou. Mesmo fraco e precário pretende caçar todos que prejudicaram e exterminaram os mutantes, nem que essa caça e perseguição o faça a passar até mesmo por cima de sua própria raça.

Cullen Bunn indicado pelo Eisner por The Sixth Gun, traz um Magneto perturbado pelo seu passado e  ainda sofre por suas duras escolhas em ter pedidos inúmeros aliados, a vingança é seu fogo e combustível que o faz deixar de lado seus poderes limitados e até mesmo sua idade. Somos surpreendidos por mistura de duas fases do personagem, a de Chris Claremont e Grant Marrison, ar autoritário, persuasivo e idealizador para conquistar seus objetivos. Apenas prova que mesmo debilitado ainda proporciona o medo nos olhares das pessoas como se fosse uma besta a procura de sangue.

Seu papel de júri, juiz e executor faz a HQ ser recheada de violência, um toque brutal até mesmo para o próprio personagem, apenas prova que não existem brincadeiras só meios para um objetivo. Aqui deixa claro que o famoso bordão “Magneto Estava Certo ” (tradução de Magneto Was Right), traz um questionamento que mais cedo ou mais cerdo a humanidade seria a verdadeira ameaça para o futuro, fosse ele humano ou mutante, o mal está nos corações do homem que executa dura ações em prol de sua superioridade acima dos mais fracos. A nossa maior arma sempre será nossa mente.

A narrativa tem o poder aliada em bela arte, especialmente a de Gabriel Hernadez que apresenta um Magneto careca que está condizente com um rosto triste e rancoroso e um tom realista em seu traço. Ele  simpatiza suavemente ao andar entre suspense e violência explorados na trama deixando a leitura menos menos caricata e mais pé no chão, e traz ainda mais poder para observamos a destruição por onde o personagem passa em sua jornada.

A HQ é um presente para os fãs do mutante mais destemido da Marvel, ainda mais por incorporar um personagem profundo e cheio de paradigmas, fraco mas com o famoso “sangue nos zoio”. Uma leitura obrigatória para aqueles também almejam conhecer também um pouco mais do Mestre do Magnetismo, aqui a prova é viva que o maior poder do homem não são suas armas mas sua mente.

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