Pânico 5 | As referências, a história real e as regras de sobrevivências
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Pânico 5 | As referências, a história real e as regras de sobrevivências

A franquia volta às telonas após mais de dez anos; confira curiosidades e o que esperar do novo capítulo da saga

A franquia Pânico está de volta! Após 11 anos do último lançamento, o quinto filme da série que marcou o gênero slasher estreia nos cinemas como uma sequência direta de seu antecessor, “Pânico 4”, e traz de volta às telonas Neve Campbell, David Arquette e Courteney Cox, formando o trio original conhecido dos fãs. Dirigido por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, “Pânico 5” promete manter a fórmula original criada por Wes Craven, diretor dos quatro primeiros filmes da série e criador de outros sucessos como “A Hora do Pesadelo” (1984), falecido em 2015. 

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Embora não carregue o número 5 no título, o novo Pânico é uma continuação. Neste episódio, os diretores fizeram questão de resgatar vários elementos conhecidos pelos fãs, como a metalinguagem, além de cenários e personagens marcantes da série. Desta vez, o retorno a Woodsboro leva Samantha Carpenter, vivida por Melissa Barrera, a ir ao socorro de sua irmã Tara, interpretada por Jenny Ortega, atacada por Ghostface depois de atender uma ligação sua. 

As regras e referências “Pânico 5”

Já é bem conhecido dos fãs que, para não morrer nas mãos de Ghostface, algumas regras devem ser cumpridas. Essa grande sacada que vem desde a criação da série tem o intuito mesmo de brincar com os clichês do cinema de terror. O curioso é que, durante diversos momentos da franquia, os personagens parecem até mesmo ter consciência de que estão vivendo o roteiro de um filme! 

Em todo capítulo, existe um personagem muito fã de filmes de terror, e que sabe exatamente o que deve e o que não deve ser feito pra não acabar morrendo. É ele quem dirá as regras para os demais. Uma dessas regras é não consumir drogas ou álcool. Afinal, estar com a consciência alterada prejudica fugir do assassino. Outra coisa é jamais investigar aquele barulho sinistro sozinho, pois o assassino com certeza estará à espreita. Além disso, ficar sem companhia é quase certeza de morte. E por fim, é terminantemente proibido fazer sexo. Afinal, em qualquer filme de terror, o casal de amantes sempre morre!

Pânico 5 | As referências, a história real e as regras de sobrevivências

A outra grande sacada de “Pânico 5” é brincar com referências de outros filmes. Menções à rua Elm, ou Elm Street, referência à “Hora do Pesadelo” (1984), cortes de cabelo de Courteney Cox no terceiro filme e homenagens à Wes Craven e John Carpenter, outro diretor lendário de filmes de terror, permeiam todo o longa. 

Até mesmo uma brincadeira com a antiga série “Dawson’s Creek” aparece em uma das cenas. O episódio da série em questão é sobre uma brincadeirinha de terror na qual um assassino ameaça um grupo. No longa, há até mesmo uma franquia de filmes baseada nas histórias dos Ghostface dos filmes, chamada “Facada”, levando a metalinguagem a outro patamar. Essas e outras brincadeiras pontuais e geniais fazem parte do DNA da franquia, e são o que a torna tão adorada.

E para dar aquele gostinho a mais para conferir o longa, é sabido que Kevin Williamson, roteirista da franquia, inspirou-se em um serial killer real para criar sua obra. Foi assistindo a um documentário sobre Danny Rolling, o Estripador de Gainesville, que Kevin retirou elementos para construir a trama de Pânico. A forma brutal que Danny cometia seus crimes, tornando-o um dos assassinos em série mais conhecidos dos Estados Unidos, chamou tanto a atenção do roteirista que fez com que ele criticasse os holofotes que os criminosos recebem da mídia. Colocando um dos assassinos de seu próprio filme como um grande fã do gênero de terror, criou o ambiente para debater até que ponto essa exposição a materiais chocantes não influencia pessoas a cometerem crimes.

Ficou curioso para assistir ao longa? Ele já está em cartaz nos cinemas e deve estar em breve disponível nos serviços de streaming da Paramount Pictures. Você pode curtir em casa até mesmo com um notebook barato já nos meados de março. Boa sessão!

E aí, curtiu?

Escrito por Bruno Fonseca

Fundador e editor-chefe do PL. Jornalista apaixonado por quadrinhos, filmes, games e séries.

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