15 Curiosidades sobre Cantando na Chuva (1952)

“Cantando na Chuva” (1952) é um dos filmes mais conhecidos da história do cinema – e, diferente de outros clássicos da indústria, o longa-metragem protagonizado por Gene Kelly e Debbie Reynolds influencia os aficionados por produções fílmicas mais do que podemos pensar. Afinal, mesmo aqueles que ainda não assistiram ao icônico musical conhecem suas cenas mais famosas, como a sequência na qual o personagem de Kelly sapateia e faz piruetas no meio da chuva cantando a música-título.

A história, entretanto, vai muito além de uma mera comédia romântica ou um drama tour-de-force que tanto foi explorado pela indústria em sua época de ouro. A obra, dirigida por Kelly e Stanley Donen, funciona também como uma narrativa verídica ambientada na época de transição do cinema mudo para o cinema falado. Com essa premissa, o duo em questão mostra sua paixão pela sétima arte ao mesmo tempo que arquiteta uma deliciosa tragicomédia responsável por dar vida a personagens extremamente adoráveis.

Além do charmoso carisma de Don Lockwood (Kelly) e da sutileza sedutora de Kathy (Reynolds), o elenco também trouxe a irreverência escrachada de Cosmo Brown (Donald O’Connor) e o inerente estrelato da desconstruída femme fatale Lina (Jean Hagen). O quarteto, adaptando-se às brutas mudanças no cenário do entretenimento, unem-se para que seu novo projeto não vá por água abaixo e consiga provar que a transição para a sonoridade pode sim ser muito aproveitada. A trama principal, além de focar nos inúmeros e hilários problemas nos bastidores dessa produção, mistura diversos elementos cênicos e brinca com a tênue linha existente entre o teatro e o cinema, fundindo-os em uma perfeita composição musical.

O longa foi indicado a duas categorias no Oscar e levou para casa um Globo de Ouro em 1953, além de ter entrado para a lista dos melhores musicais de todos os tempos e a lista dos maiores filmes norte-americanos do American Film Institute. E em homenagem ao seu legado, recriado até hoje por cineastas e produtores, resolvemos separar uma matéria trazendo algumas interessantes curiosidades.

Não se esqueça de deixar seu comentário e sugestões para matérias futuras.

  • Donald O’Connor admitiu que não gostou de trabalhar com Gene Kelly, visto que o ator era quase um tirano. O’Connor disse que tinha medo do que poderia acontecer caso cometesse um erro.
  • Debbie Reynolds declarou anos depois que fazer esse filme e sobreviver ao parto de sua filha foram as duas coisas mais difíceis que fez na vida.
  • Jean Hagen teve que mudar o tom de sua voz para encarnar Lina Lamont, cuja voz é estridente e nem um pouco agradável. Hagen, na verdade, tem uma belíssima extensão vocal e é uma exímia cantora.
  • O roteiro foi escrito depois que as canções haviam sido finalizadas.
  • “Cantando na Chuva”, música que empresta seu nome ao título do filme, já tinha aparecido outras seis vezes no cinema.

  • A última sequência da canção “Good Morning”, em que Don, Kathy e Cosmo caem no sofá, foi gravada quarenta vezes.
  • Rita Moreno, que interpretou Zelda no filme, é a última sobrevivente do elenco.
  • A chuva em que Kelly dança a famosa coreografia com o guarda-chuva é, na verdade, uma mistura de água e leite, criada para torná-la mais visível nas filmagens.
  • Judy Garland, June Allyson e Ann Miller foram consideradas para o papel de Kathy. Eventualmente, a personagem foi entregue para a jovem Debbie Reynolds, que tinha apenas 19 anos.
  • A cena em que O’Connor canta “Make ‘Em Laugh” durou três dias para ser finalizada.

  • Reynolds chegou a chorar durante a rodagem do filme por causa das atitudes quase extremas de Kelly. Apesar dela admitir que precisava de pressão para ser disciplinada, a dupla nunca mais trabalhou junta.
  • A música-título, na verdade, foi escrita em 1929, 23 anos antes do lançamento de Cantando na Chuva.
  • Reynolds teve que esfregar cebolas em seus olhos para conseguir chorar na penúltima cena do filme, em que Don revela ao público que Kathy é a verdadeira estrela do longa-metragem, não Lina.
  • Vários personagens são baseados em pessoas reais: R.F. Simpson, o chefe do estúdio, é uma paródia de Louis B. Mayer; Zelda, interpretada por Moreno, é baseada na It Girl Clara Bow. Roscoe Dexter, o diretor do filme, é uma caricatura do excêntrico cineasta Erich von Stroheim.
  • A canção principal deveria ser estrelada pelos três personagens principais, mas Kelly decidiu mudar o roteiro.

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