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15 Adaptações cinematográficas de clássicos da literatura brasileira

Se cinema e literatura brasileira te agradam, essa lista foi feita para você!

Repleta de clássicos adaptados para o cinema, um quebra galho e tanto pra quem sente preguiça de ler e está estudando para o vestibular. Muitas obras da literatura brasileira ganharam versões cinematográficas. O conteúdo da maioria desses livros é solicitado em provas, mas a maioria das pessoas desconhece suas adaptações para o cinema. O filme pode não substituir o livro em si, mas ajuda a memorizar os acontecimentos mais importantes, conhecer os principais personagens e a história. Ou seja, essa lista também foi feita para ensinar.

Antes de prosseguir, veja as duas listas nacionais que preparei anteriormente:

22 Filmes para ver e nunca mais falar que cinema nacional não presta!
– 22 séries e minisséries nacionais para ver e se surpreender

Obviamente, alguns escritores tiveram suas obras mais adaptadas ao cinema do que outros. A literatura brasileira, apesar de rica, rendeu menos filmes do que poderia.

Muita gente não entendeu porque deixei alguns filmes fora da primeira lista, eis o motivo. Confira 15 Adaptações cinematográficas de clássicos da literatura brasileira.


1. Memórias Póstumas (2001) André Klotzel

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Baseado no livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

Após ter morrido, em pleno ano de 1869, Brás Cubas (Reginaldo Faria) decide por narrar sua história e revisitar os fatos mais importantes de sua vida, a fim de se distrair na eternidade. A partir de então ele relembra de amigos como Quincas Borba (Marcos Caruso), de sua displicente formação acadêmica em Portugal, dos amores de sua vida e ainda do privilégio que teve de nunca ter precisado trabalhar em sua vida.

Existe também o filme “Brás Cubas”, de 1985, do diretor Júlio Bressane. Optei pela versão mais atual (assim como de outras obras) pois geralmente as pessoas reclamam da linguagem formal de Machado, e todo mundo tem o direito de compreender!

2. Gabriela, Cravo e Canela (1983) Bruno Barreto

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  Adaptação do livro homônimo de Jorge Amado.

O cenário principal é a Bahia. Em 1925, uma retirante chamada Gabriela (Sônia Braga) chega a Ilhéus, fugindo de uma das maiores secas da história do Nordeste. Com sua beleza e sensualidade, ela conquista a todos, especialmente Nacib, o proprietário do bar mais popular da cidade. Gabriela vai trabalhar para Nacib e os dois iniciam um relacionamento que fica tão intenso que eles acabam por se casar. Porém, tudo muda quando Gabriela o trai com o maior conquistador da cidade. Paralelamente, um “coronel” vai ser julgado por ter matado sua mulher com o amante. Os outros “coronéis” acham que ele tem de ser inocentado, pois houve um forte motivo para o crime, mas os tempos mudaram e determinados conceitos do passado acabam por cair.

3. Quincas Borba (1987) Roberto Santos

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Adaptação do livro homônimo de Machado de Assis.

Quando o filósofo Quincas Borba (Paulo Villaça) morre, ele deixa seu cachorro (também chamado Quincas Borba) e toda sua fortuna para seu discípulo e amigo, Pedro Rubião (Helber Rangel). Este muda-se para São Paulo, onde conhece Sofia (Brigitte Broder) e seu ganancioso marido, Cristiano Palha (Fúlvio Stefanini), os quais ele acredita serem seus amigos. Rubião tem uma queda por Sofia, que o manipula através de seu esposo, para pegar a herança.

4. Inocência (1983) Walter Lima Jr.

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Adaptação do livro homônimo de Visconde de Taunay.

No Brasil imperial, um médico itinerante (Édson Celulari) em suas andanças conhece uma moça acometida de malária (Fernanda Torres) por quem se apaixona, sendo correspondido. Entretanto, o pai da jovem a prometeu para um rico fazendeiro da região e não admite ter sua vontade contestada. O romance regionalista proibido entre a filha de um fazendeiro e um jovem médico.

5. O Tempo e o Vento (2013) Jayme Monjardim

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Adaptação do livro homônimo de Érico Veríssimo.

Rio Grande do Sul, final do século XIX. As família Amaral e Terra-Cambará são inimigas históricas na cidade de Santa Fé. Quando o sobrado dos Terra-Cambará é cercado pelos Amaral, todos os integrantes da família são obrigados a defender o local com as armas que têm à disposição. Esta vigília dura vários dias, o que faz com que logo a comida escasseie. Entre eles está Bibiana (Fernanda Montenegro), matriarca da família que recebe a visita de seu falecido esposo, o capitão Rodrigo (Thiago Lacerda). Juntos eles relembram a história não apenas de seu amor, mas de como nasceu a própria família Terra-Cambará.

150 anos de história da formação do Rio Grande do Sul, através das relações entre duas famílias rivais.

6. A Hora da Estrela (1985) Suzana Amaral

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Adaptação do livro homônimo de Clarice Lispector.

Macabéa é uma migrante nordestina semi-analfabeta que trabalha como datilógrafa numa pequena firma e vive numa pensão. Ela conhece o também nordestino Olímpico, um operário metalúrgico, e os dois começam a namorar. Mas Glória, uma colega de trabalho de Macabéa, rouba-lhe o namorado, seguindo o conselho de uma cartomante. Macabéa faz uma consulta à mesma cartomante, Madame Carlota, e esta prevê seu encontro com um homem rico, bonito e carinhoso. Urso de Ouro no Festival de Berlim para a atriz Marcelia Cartaxo.

7. Capitães da Areia (2011)
Cecília Amado e Guy Gonçalves

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Adaptação do livro Capitães de Areia de Jorge Amado.

Na capital baiana Salvador, nos anos de 1930, menores abandonados que vivem nas ruas enfrentam toda sorte de dificuldades. Conhecidos como “capitães da areia”, são liderados pelo jovem Pedro Bala, praticando crimes como roubo e estupro.

 8. Meu pé de Laranja Lima (2012) Marcos Bernstein

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Adaptação do livro homônimo de José Mauro de Vasconcelos.

Zezé (João Guilherme de Ávila) é um garoto de 8 anos que, apesar de levado, tem um bom coração. Ele leva uma vida bem modesta, devido ao fato de que seu pai está desempregado há bastante tempo, e tem o costume de ter longas conversas com um pé de laranja lima que fica no quintal de sua casa. Até que, um dia, conhece Portuga (José de Abreu), um senhor que passa a ajudá-lo e logo se torna seu melhor amigo.

9. Noites do Sertão (1984) Carlos Alberto Prates Correia

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Adaptação da obra de Guimarães Rosa. 

Década de 50. Lalinha, ultimado o desquite, aceita o convite do sogro viúvo para viver na fazenda do Buriti Bom, sertão de Minas. As duas cunhadas lhe oferecem carinho. Glória, a mais nova, se apaixona por um veterinário e Lalinha passa a acompanhar as desditas da família: morte, insônia, paixões caladas, estórias da natureza e do homem, ciúmes, esperanças.

10. Morte e Vida Severina (1981) Walter Avancini

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Adaptação do livro homônimo de João Cabral de Melo Neto.

Um incrível filme que foi teleteatro musical produzido pela TV Globo em 1981, dirigido por Walter Avancini, com versos de João Cabral, Melo Neto e música de Chico Buarque. A temática está centrada na trajetória de Severino, um retirante nordestino, que abandona o sertão rumo ao litoral em busca de sobrevivência. O autor deixa claro que não fala de um só Severino, mas de um grande grupo: os retirantes nordestinos, que têm todos a mesma sina, a morte e a vida severina: “Somos muitos Severinos, iguais em tudo na vida”. No decorrer do poema, Severino se põe a contar as durezas enfrentadas por essa gente: as jornadas para fugir da seca onde não nasce nem planta brava, em busca de terra que lhe dê o que comer.

Existe até uma adaptação em desenho animado dessa obra.

11. O Guarani (1995) Norma Bengell

Adaptação do livro homônimo de José de Alencar.

No Brasil do século 17, uma família de colonizadores portugueses, cujo patriarca é Dom Antônio, vive numa fortaleza construída próxima às terras dos índios Aimorés. A família e os índios, especialmente Peri, da tribo dos Goytacazes, vivem em paz até serem perturbados por Loredano, um ex-padre que lidera uma conspiração e provoca a morte de uma Aimoré. A tribo revoltada massacra toda a família portuguesa, porém há uma sobrevivente, Ceci, filha de Dom Antônio, que consegue escapar graças à ajuda de Peri. Explode entre eles uma paixão incondicional que irá unir as duas culturas.

12. O Cortiço (1978) Francisco Ramalho Jr.

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Adaptação do livro homônimo de Aluísio Azevedo

A história brasileira de dois portugueses que vivem no Rio de Janeiro, no século XIX: um trabalhador e que casa com uma negra tratada por ele como uma escrava; e outro que vive à beira da malandragem e se envolve com uma disputada mulata, vivendo um romance que o levará ao crime.

13. Vidas Secas (1963) Nelson Pereira dos Santos

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Adaptação do livro homônimo de Graciliano Ramos.

O longa mostra a saga da família retirante brasileira pressionada pela seca no sertão. Fabiano, Sinhá Vitória, o filho mais velho e o mais novo, além da cachorra Baleia, atravessam o sertão tentando sobreviver.

14. Primo Basílio (2007) Daniel Filho

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Adaptação do livro homônimo de Eça de Queirós.

São Paulo, 1958. Luísa (Débora Falabella) é uma jovem romântica e sonhadora que é casada com Jorge (Reynaldo Gianecchini), um engenheiro que está envolvido na construção de Brasília. Um dia Luísa reencontra Basílio (Fábio Assunção), seu primo e também sua paixão de juventude. Quando Jorge é chamado a trabalho para Brasília, Luísa fica em casa apenas com a companhia das empregadas Juliana (Glória Pires) e Joana (Zezeh Barbosa). Basílio passa a visitá-la frequentemente, conquistando-a com as histórias de suas viagens. Logo as saídas de ambos viram fofoca na vizinhança. Até que Juliana encontra as cartas de amor trocadas entre os primos e, de posse delas, passa a chantagear Luísa para conseguir uma generosa aposentadoria.

15. O Auto da Compadecida (2000) Guel Arraes

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Por último, e não menos importante! Aquele filme que quase me mataram “por faltar” na lista anterior. Adaptado da peça teatral brasileira, um clássico do falecido e talentoso Ariano Suassuna.

As aventuras de João Grilo (Matheus Nachtergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos da pequena cidade em que vivem.


Menções: Esses filmes não entraram na lista, mas são importantíssimos no conteúdo histórico. Dona Flor e Seus Dois Maridos” já entrou na primeira lista de filmes nacionais. “Dom Casmurro” preferi não inserir, já que “Capitu” está na lista de séries nacionais, e conta praticamente a mesma história, que inclusive a maioria das pessoas já deve conhecer.


No Brasil, grande parte dos escritores já teve sua obra reinventada pelo cinema. Essas foram só algumas, se você lembrar de outras adaptações, comente por aqui.

Recebi alguns emails sobre minhas listas anteriores terem sido plagiadas por outros sites, gostaria de agradecer a colaboração e o carinho dos leitores.
Aos plagiadores: Só lamento a falta de criatividade, vocês já foram melhores. Mesmo copiando, é só jogar no Google que a verdade aparece. Sempre aparece!

Veja também: 28 Junkie Movies para ver e se entorpecer

E aí, curtiu?

Escrito por Juliane Rodrigues (Exuliane)

Serial killer não praticante, produtora audiovisual de formação e redatora por vocação. Falo sério mas tô brincando no twitter @exuliane

manda nudes: [email protected]

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