The Flash

As implicações no futuro da série

The Flash se tornou uma das melhores séries inspiradas no universo dos quadrinhos a ser produzida nos últimos anos. Onde os envolvidos na idealização e realização da trama, tornaram todo o processo de aceitação do público em algo fácil através de uma paleta de atores de presença e atuação forte e da notável presença dos efeitos especiais.

Entretanto, ainda que a primeira temporada tenha sido em sua totalidade uma ótima temporada, tendo ainda um dos melhores season finales do ano, a série teve a presença de erros e pontos vazios que, se no decorrer da série não forem bem trabalhados, afetará toda a série e consequentemente poderá arruinar todo o desenvolvimento da mesma. Colocando em vista estes erros, descrevemos nesta matéria o que a série deve e/ou deveria abordar, destacando os erros da primeira temporada também.

INTERESSES AMOROSOS

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CW adora explorar o lado amoroso dos personagens em suas séries, mas até então em The Flash, isto está sendo realizado com muitos riscos e até mesmo sem nexo. Definitivamente, este é um dos maiores perigos para o desenvolvimento da série, já que acrescentar personagens apenas para serem interesses amorosos pode comprometer todo o desenvolvimento dos mesmos e da própria série também. Um exemplo disso: Linda Park, que ao que parece foi introduzida até então, apenas para preencher  o espaço e tempo na temporada. Sendo que, Linda Park é uma das personagem que posteriormente acrescenta muito para o universo do velocista escarlate – como esposa do Flash Wally West.

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Outro exemplo de má exploração na questão de desenvolver o interesse amoroso, e um dos mais importantes, é Íris West. A personagem de modo algum está sendo desenvolvida de péssima maneira ou de forma medíocre, entretanto, está muito abaixo do que se espera de uma personagem que é parte fundamental do universo do velocista escarlate. Sem sombras de dúvidas a importância da personagem está “embaçada” ao decorrer da série, e sua interação com Barry Allen por muitas das vezes é sem nexo e forçada, como podemos ver na maneira como Íris West descobre que Barry Allen é o Flash.

FAMÍLIA WEST

Até então, a Família West tem sido apresentada de forma consistente e de forma que demonstre sua importância no universo de Flash. Entretanto, com a Segunda Temporada vindo, surge a oportunidade perfeita para introduzir novos membros da família que já é conhecida pelos leitores do velocista escarlate. Sim, falo de Wally West e até mesmo de Dani West.

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Embora a introdução de um personagem tão importante para o universo do Flash como Wally West não indique que ele venha a se tornar ainda nesta temporada um Kid Flash e, posteriormente o Flash, seria bom ter a presença do personagem e ver como ele pode se desenvolver, atraindo a atenção e o gosto do público para o que é considerado o melhor Flash e velocista do Universo DC – e ele é mesmo.

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Por sua vez, a introdução de Dani West abriria uma porta de oportunidades para o desenvolvimento da série, adicionando uma boa dinâmica na mesma e na interação da própria Família West no universo do Flash, principalmente se ele viesse a se tornar o Flash Reveso em um momento futuro.

EQUIPE STAR LABS

Com o destino traçado para Professor Zoom no season finale da Primeira Temporada, e sabendo que consequentemente Caitlyn Snow virá a se tornar a antagonista Nevasca e Cisco Ramon o herói Vibro, a equipe da Star Labs que conhecemos na Primeira Temporada acabará por se fragmentar ao decorrer da série.

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Entretanto, a Star Labs é uma peça fundamental para o universo do velocista escarlate, assim como para o Universo DC também. A sua existência permite uma exploração basicamente global para ser utilizado no desenvolvimento dos personagens, arcos e da série como um todo. Ainda mais, poderemos ver um Barry Allen mais “independente” na questão de descobrir suas habilidades como um todo e como trabalhar com ela também.

GALERIA DE VILÕES

A forma como a formação da Galeria de Vilões foi introduzida foi feita de forma consistente e demonstrando também sua importância como um grupo de antagonistas para o Flash, dada em parte pela ótima atuação de Wentworth Miller (Capitão Frio) e Dominic Purcell (Onda Térmica). Determinar como este grupo de vilões irá trabalhar é bem complicado, já que Capitão Frio e Onda Térmica farão parte da equipe principal de Legends Of Tomorrow, aparentando trabalhar até então como anti-heróis.

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De qualquer forma, a presença deste grupo é de suma importância e também deve ser trabalhado com cautela. Afinal, é um grupo de vilões, onde cada membro desta equipe possui seu próprio estilo de ser, poderes, motivações, histórias e motivos para odiar o Flash ou Central City. Com o desenvolvimento deste grupo, as possibilidades de uma boa interação entre eles expande a forma como o efeitos especiais da série podem ser mostrados, elevando muito o nível do mesmo requisito na série.

RELAÇÃO ENTRE BARRY ALLEN E EOBARD THAWNE

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Definitivamente este é um dos pontos que realmente merece ter um foco especial, afinal, esta relação entre Barry Allen e Eobard Thawne é o que movimenta  a trama da série, e todo o universo do velocista Barry Allen também. A relação entre Barry Allen e Eobard Thawne vai muito além de simples lutas e corridas.  A relação de ambos tem toda uma circunstância complexa que literalmente move séculos, e ainda mais: a existência de um se torna totalmente dependente da do outro.

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A Primeira Temporada nos mostrou um Eobard Thawne forte, psicótico e genial que realmente odeia e tem um sentimento de obsessividade por Barry Allen, devido em parte pela a atuação de presença forte de Tom Cavanagh. Entretanto, as motivações do antagonista  no universo do velocista escarlate tem muitos furos e por muitas das vezes é sem sentido, se comparado aos conhecimentos dos leitores do velocista escarlate. Afinal, Eobard Thawne quer muito mais que voltar para o seu tempo, ele quer destruir tanto seu nêmesis quanto o legado do mesmo.

ORIGEM DO PROFESSOR ZOOM

Um outro ponto que realmente merece ter um foco voltado para si. A origem do Professor Zoom é algo essencial no desenvolvimento de Eobard Thawne, e para explicar aos fãs que não tem conhecimento das histórias em quadrinhos como essa relação entre Barry Allen e Eobard Thawne é trabalhada e explorada também.

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Definitivamente, este é um dos pontos cegos da primeira temporada. É sabido que toda essa primeira temporada de The Flash é uma nova linha temporal alternativa derivada da linha temporal original do universo do velocista escarlate. Sendo um dos que se sobressaiu dos efeitos de uma mudança de linha temporal, a origem do Professor Zoom é algo que pode abordar muitas das histórias do Flash Barry Allen e de seu legado. E ainda mais, como esse legado influenciou Central City e até mesmo ao redor do mundo por gerações.

INTRODUÇÃO DE OUTROS VELOCISTAS

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A introdução de outros velocistas pertencentes ao universo do Flash é uma das grandes possibilidades que acompanham a vinda da segunda temporada. Tal introdução dos demais velocistas podem gerar uma ótima dinâmica na série e no próprio desenvolvimento da mesma, principalmente em como isso afeta o universo do velocista escarlate. Ressaltando que, a introdução de personagens como Jay Garrick e Bart Allen acrescentam muito nos pontos citados antes.

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A forma como Jay Garrick pode ser introduzido explorará um dos pontos em que os Flashs são extremamente fundamentais ao redor do Universo DC: viagens pelo multiverso, além claro, de implicar a existências deles -mesmo que não abordando diretamente tais universos-. Ainda sim, também seria ótimo ver o Flash da Era de Prata do Universo DC e como ele poderia se desenvolver na série e na sua relação com os pontos importantes do universo da série.

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Por sua vez, a introdução de Bart Allen também abordaria um outro ponto em que os velocistas do universo do Flash são especialistas: viagens no espaço-tempo. Realmente seria muito produtivo ter um personagem que veio do futuro e que também é parte fundamental do universo do Flash. Além é claro, de como o personagem poderia se desenvolver e contribuir para o desenvolvimento da série também.

Vale ressaltar também que, com a introdução de novos velocistas, a série passa a ser promissora em um quesito que raramente se vê: continuação de legado. Definitivamente a série teria muitas histórias boas para contar se futuramente abordasse questões de legado, como passar o manto do velocista escarlate para o Wally West, e do Kid Flash para Bart Allen.

A FORÇA DE ACELERAÇÃO

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Explorar a Força de Aceleração é algo extremamente necessário e fundamental para o universo do velocista escarlate. A Força de Aceleração vai muito além de ser apenas uma fonte de poder para os velocistas do universo do Flash, pois ela acrescenta muito no desenvolvimento dos velocistas e consequentemente no modo como a série se desenvolve. Além do que, historicamente falando, nos quadrinhos a Força de Aceleração já foi essencial para a resolução de vários arcos importantes, tanto do Flash como do Universo DC.

VIAGENS NO FLUXO-TEMPORAL

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Sem sombras de dúvidas viajar pelo fluxo-temporal é algo complexo e que exige uma detalhação para se trabalhar, caso contrário, acaba por dificultar a compreensão da série como um todo. A Primeira Temporada abordou essa questão e como um todo, de uma ótima forma. Entretanto, a Primeira Temporada também cometeu um erro consideravelmente grave. O erro se consiste em: na primeira viagem de Barry Allen no espaço-tempo (episódio 15 – “Out of Time”), em um certo ponto do episódio podemos ver Barry Allen olhando um reflexo dele, antes mesmo dele já ter feito a viagem pelo fluxo-temporal. Quando finalmente vemos Barry Allen voltar no tempo, presenciamos a mesma cena. Porém, nessa segunda cena, Barry Allen assimila que viajou no tempo, enquanto que na primeira cena, não vemos isso. Ou seja, se na segunda cena que ele viajou pelo fluxo-temporal ele assimilou que viajou no tempo, porque ele não assimila na primeira cena sendo que ele já teria viajado no tempo?

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O problema é que você precisa ter um “ponto de ignição” original para fazer uma viagem no fluxo-temporal. E nesse episódio, nós não tivemos. Afinal, Barry Allen visualizou um reflexo dele próprio que era do futuro, mas não assimilou que viajou no tempo na primeira cena, mesmo já tendo realizado tal viagem no tempo. E na segunda cena, ele assimilou que viajou no tempo. Ou seja, deveríamos presenciar todo um paradoxo temporal desde a primeira cena, e consequentemente na segunda também.

Um outro ponto que é bem curioso e que pode ser explorado de forma bastante genial é que: sendo Cisco Ramon um personagem que consegue acessar informações da linha temporal anterior, ao qual ele é assassinado pelo Professor Zoom, então isso implica que ele pode acessar informações de linhas temporais anteriores e ao qual ele fazia parte. Tais como, a linha temporal original do Flash.

Particularmente falando, como fã incontestável do personagem e seu universo, fiquei muito animado e feliz com o rumo que a série tomou e com o rumo que ela está tomando. Claramente você pode achar alguns erros durante a temporada, mas nada que se sobressaia durante a gigante onda de acertos e trabalho bem idealizado e realizado na série. Nos resta esperar pela a segunda temporada e que ela continue mantendo o nível.

A Segunda Temporada está prevista para ser lançada em Outubro de 2015.

Veja também: The Flash | Uma teorização definitiva

 

 


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