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HQ do Dia| Spider-Gwen #1

Gwendolyne Stacy (É. Esse é o nome dela) é mais um fenômeno de popularidade na Marvel em 2014. A nova persona da icônica personagem foi idealizada por Dan Slott, sua primeira aventura foi roteirizada em Edge of Spider-Verse #2 por Jason Latour e todo o design da personagem e do elenco da Terra-65 (onde se passam suas as histórias) foi definido pelo artista Robbi Rodriguez de maneira brilhante.

5 meses, 4 re-impressões (Isso mesmo. Edge of Spider-Verse #2 já está na sua quarta re-impressão pela Marvel) e um mega evento (Spider-verse) depois amarvel-spider-gwen-issue-1 editora é literalmente forçada pela demanda popular a criar um título solo para a personagem. E finalmente temos em mãos a primeira edição de Spider-Gwen.

Na edição de estreia somos relembrados dos eventos de Edge of Spider-Verse #2. A história se passa após os acontecimentos da saga multiversal dos Aranhas e Gwen está de volta a Terra-65 do Multiverso Marvel tendo que organizar a bagunça que sua vida se tornou. Aqui vemos versões alternativas muito interessantes de personagens como o Capitão Stacy, Mary Jane Watson, Matt Murdock, J. Jonah Jameson, Benjamin Grim e até Frank Castle faz uma pequena e marcante aparição. A história coloca Gwen contra um dos inimigos tradicionais do Homem-Aranha e tem um clima de “universo alternativo” como é de se esperar. Então se você conhece um mínimo da mitologia do Homem-Aranha vai ficar boa parte do tempo fazendo comparações entre os eventos e personagens do universo 616 com estes aqui. Analisando a história em si a HQ não é ruim, mas também não tem nada de espetacular. A sina dos Homens e Mulheres-Aranha na Marvel é uma luta constante contra o crime enquanto tentam acertar suas conturbadas vidas pessoais e Spider-Gwen não foge muito disso. Gwen além de ter que enfrentar os criminosos de Nova York tem que se acertar com seu pai e gerenciar sua relação com sua banda “As Mary Janes”. Os diálogos são legais e a revista não é cansativa de ler, mas não dá pra classificar como uma estreia que vá explodir a tua cabeça de tão original.

A arte de Robbi Rodriguez continua excepcional para este tipo de história. As páginas tem o dinamismo necessário sem parecer confusas. Os personagens tem um visual diferenciado e marcante. As expressões corporais da Mulher-Aranha são lindas e as cenas de ação (que são bem numerosas) são o destaque. Tomadas aéreas muito bonitas e a fotografia das lutas é bem impactante.

A estreia de Spider-Gwen em Edge of Spider-Verse #2 foi tão boa quanto sua primeira edição solo aqui apresentada. Temos um novo universo aracnídeo nascendo com um roteiro consistente, um elenco marcante, arte de alto nível e história movimentada. Resta saber se o público terá paciência e mostrará fidelidade a mais uma versão do Homem-Aranha no meio de tantas outras que infestam a Marvel atualmente.

Veja minha última resenha: HQ do Dia | The Multiversity: Guidebook #1

E aí, curtiu?

Escrito por Igor Tavares

Carioca do Penhão. HQ e Videogames desde 1988. Bateria desde 1996. Figuras de ação desde 1997. Impropérios aleatórios desde 1983.

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