HQ do dia

Mansão Arkham #1

O Asilo Arkham é uma instituição icônica na história da cultura pop. O manicômio que abriga as mentes mais insanas do Universo DC já foi usado e abusado diversas vezes e de inúmeras maneiras na mitologia de Gotham desde que foi criado por Dennis O’Neil em 1974. Por motivos que não valem a pena o spoiler (Leia a mensal do Batman nos próximos meses e descubra) o “pinel” foi totalmente abaixo. Com a queda do Arkham a prefeitura de Gotham teve que pensar rápido para resolver o problema da realocação das centenas de lunáticos perigosos que eram “tratados” pela instituição. É aí que entra a Mansão Wayne.

Mansão Arkham #1 tem a premissa de que todos os detentos no antigo Asilo Arkham são colocados na Mansão Wayne, que agora é propriedade da prefeitura de ARKMAN-1Gotham (Leia a mensal do Batman para saber o porquê). A mansão foi transformada em um manicômio (oficialmente dessa vez) e pra variar alguns assassinatos misteriosos já começam a acontecer dentro da casa logo nas primeiras semanas de funcionamento. Isso leva Batman a investigar sua própria casa.

A premissa da HQ por si só já quebra vários paradigmas da mitologia do Batman e isso, apesar da chiadeira dos fãs mais tradicionais é um ponto positivo para esta publicação. O grande problema é que o autor Gerry Duggan não consegue tornar esta primeira edição atrativa nem para novos leitores, nem para velhos fãs do Morcegão. Além da nova situação residencial de Alfred e Bruce Wayne não há nenhuma novidade na edição de estréia. Os diálogos são extremamente burocráticos, a trama de investigação é monótona e a solução encontrada por Batman para investigar o Arkham é um dos clichês mais batidos de sua própria história.

A arte de Shawn Crystal não é ruim. O traço simples e cheio de rabiscos quadrados do ilustrador até combina bastante com o clima da história. O enquadramento é correto e apesar de não termos nenhum momento sensacional nessas páginas os desenhos não comprometem.

Mansão Arkham é um título dispensável. A premissa de um Batman sem a mansão Wayne é interessante e pode gerar sim boas histórias (como já acontece na mensal do Morcegão), o problema principal é que o roteirista aqui não oferece nada novo ao público e a arte também não tem nenhum atrativo especial, tornando este título somente mais um na longa lista das revistas da família morcego. Uma leitura sonolenta e que provavelmente deve ser cancelada antes de completar o primeiro ano de publicação.

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