HQ do Dia

Liga da Justiça #41

Desde o primeiro confronto dos maiores super heróis da DC Comics (que marca a origem do grupo na fase Pós-Flashpoint) com Darkseid, as coisas ficaram mal resolvidas entre a Terra-0 Apokolips. Durante os anos que seguiram o reboot da editora, alguns autores e publicações DC fizeram referência a um vindouro confronto final entre as forças de Darkseid e a Terra. A mais marcante destas referências foi a recente saga Fim dos Tempos, que explora as dramáticas repercussões da tal guerra no Universo DC cinco anos no futuro. No Free Comic Book Day deste ano a editora divulgou uma história na publicação one shot chamada Divergence introduzindo os conceitos por trás desta Guerra e mostrando a importância da Mulher Maravilha na saga. Na edição anterior de Justice League (número 40) o autor Geoff Johns explorou a relação entre Nova Gênese e Apokolips sob a ótica de Metron. Então, após essa preparação toda, a expectativa em relação à Guerra de Darkseid, para os fãs da Liga da Justiça, é enorme.
­HQ do Dia  Liga da Justiça #41

Em Liga #41, Johns utiliza dois pontos de vista bem distintos para começar a saga. O primeiro é o do Senhor Milagre, que faz uma estreia marcante (na HQ da Liga) e mostra o lado “Apokoliptico” do conflito. Como o personagem foi criado nos domínios de Darkseid, a participação dele é fundamental para termos a visão completa do conflito. O segundo ponto de vista utilizado no roteiro é o da princesa amazona, Diana Prince. Ela mostra o lado da Liga. A narração em caixas de texto utilizada como perspectiva da personagem é distinta e além de dar peso aos demais componentes do grupo serve de guia para as cenas investigativas na revista – algo que não é muito comum em termos de HQ de grupos de super-heróis. Liga #41 tem 44 páginas que alternam entre ação, ficção, drama e combates épicos. Johns consegue amarrar de forma bem simples e nítida algumas pequenas pontas deixadas em Vilania Eterna e no arco Vírus Amazo. O roteiro apresenta a maior ameaça que a Liga já enfrentou após Flashpoint com propriedade e sem enrolação. Desde seu início a HQ tem aquele clima de “real deal”, e a presença do elenco clássico da equipe só reforça a severidade e magnitude da história.
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Isso tudo é mostrado em 44 páginas de Jason Fabok. 44 páginas impecáveis de traço clássico de HQ de super-heróis. Para fãs deste estilo de ilustração, trata-se do melhor que você encontrará no mercado atualmente. Fabok tem o dom de dar grandiosidade e humanizar um elenco composto basicamente por deuses da editora. A caracterização e redesenho do Senhor Milagre é empolgante, celebra suas antigas encarnações e dá um ar mais moderno ao personagem, as cenas em Apokolips são aterradoras e os combates são tudo aquilo que se espera de lutas entre os maiores heróis da Terra e os servos de Darkseid.
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Liga da Justiça #41 é o início de arco mais empolgante em uma HQ da equipe desde o início dos Novos 52. A convergência de tramas anteriores propostas por Geoff Johns aqui dá uma gravidade absurda a esta primeira parte do arco. Ok. Novamente a Liga se encontra em maus lençóis, como em todo o início de saga do grupo escrito por Johns, mas é exatamente isso que o leitor que acompanha a equipe espera de uma HQ com os maiores heróis da DC Comics. E isso tudo é atingido através de uma execução impecável. A arte de Jason Fabok é de altíssimo nível e se você é fã de traço clássico de super-heróis, fica impossível não se empolgar com 44 páginas desse tipo de desenho. Uma estreia matadora e empolgante para quem é fã de quadrinhos tradicionais e uma prova de que, após Convergence, a DC Comics não vai concentrar seus esforços exclusivamente em títulos mais casuais.

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