O Homem de Giz

Assassinatos e mistérios numa soma inesperadamente maravilhosa

O Homem de Giz foi um dos lançamentos mais comentados do ano passado. Escrito por C. J. Tudor, uma fã de escritores como Stephen King, Michael Marshall e Harlan Coben, que seguiu suas influências na criação de um livro de suspense como livro de estreia de sua carreira. C. J. Tudor além de seguir os passos de seus ídolos, usou como influencia no seu livro o amor que têm pelos anos 80 e um presente que sua filha ganhou de aniversário: uma caixa de giz. 

O Homem de Giz se passa em dois períodos, 1986 e 2016, e conta a história alternando entre eles. Acompanhamos a trajetória de Eddie e seus amigos, que passam seus dias na infância em uma pacata vizinhança do interior, buscando aventuras e vivenciando mistérios. Gav Gordo, amigo de Eddie, ganha uma caixa de giz de presente de aniversário, e por dica do Sr. Halloran, um professor novo, começam a inventar códigos secretos desenhados à giz para que o grupo se comunique. Porém, ao iniciar os mistérios que perseguem os garotos, eles começam a ver sinais de giz espalhados pelas coisas e não foram eles que os fizeram. Já em 2016, Eddie tenta ao máximo superar os traumas do passado, até que um dia, ele e os amigos recebem um aviso: um desenho do homem de giz enforcado e então um dos amigos é encontrado morto. A partir daí se inicia uma nova busca pela solução dos mistérios do passado.

A premissa da história é interessantíssima, um verdadeiro mistério que tanto pela história em si, como pela construção da mesma e, dos personagens lembra, demais os livros de Stephen King. Fica claro essa similaridade quando pensamos que são um grupo de crianças que passa por mistérios e terrores que os assombram até a vida adulta, como por exemplo as crianças de It: A coisa, o mesmo se dá pela época do livro: os anos 80. Até mesmo podemos fazer um link à Joyland por conta dos acontecimentos no parque de diversões. E não podemos falar que é uma comparação ruim ou tentativa falha, C. J. Tudor acerta em cheio na atmosfera do livro, o toque sombrio, as partes mais pesadas, o mistério e o suspense, é definitivamente uma inspiração acertada e usada na medida certa, para que mesmo que lembro os livros de Stephen King ainda tenha sua própria assinatura.

A própria forma de escrita, as alternações entre 1986 e 2016 são muito bem-feitas, a história prende, cativa e não te faz querer parar de ler. Ficamos a todo momento mais curiosos, bolando teorias sobre a história e a cada descoberta e acontecimento ficamos em choque e ainda mais sedentos de continuar a leitura. O desenrolar da história é segurado até o ultimo segundo e podemos dizer que vale a pena, que a explicação é tão realista que ficamos pasmos de não termos adivinhado ou imaginado antes.

Os personagens são riquíssimos, nenhum deles parece não ser realista, todas as crianças e adultos com seus pontos positivos e negativos. O preconceito que eles sentem sobre o que não conhecem e que nos pegamos sentindo também, até termos todos os ângulos da história torna o livro ainda mais bacana. É um thriller pautado na lógica, na realidade, mas que também mostra como diferenças e distúrbios podem afetar a vida das pessoas, o que um trauma é capaz de fazer conosco e como amizades podem ser fortes e frágeis ao mesmo tempo.

O Homem de Giz é um bom livro para quem gosta do gênero. Poderia facilmente ser transformado em um filme ou série. Não espere uma leitura leve, tranquila, mas sim uma leitura surpreendente e dinâmica. C. J. Tudor com certeza acertou em cheio em seu primeiro livro.

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