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Tiny Tina’s Wonderlands | Divertido, estratégico e cheio de referências

Game apresenta aventura diferente de tudo que já presenciamos na franquia ‘Borderlands’

Devo começar admitindo que nunca fui uma super fã de “Borderlands”. Cheguei a jogar todos, por fins de trabalho, porém nunca fui uma consumidora fanática pela história, mas que respeito sua importância e pontos positivos que ele apresenta.

Por conta disso, tinha um certo receio do que poderia rolar em “Tiny Tina’s Wonderlands”, mesmo que a personagem que eu adoro da franquia seja a Tina. A única fé que tinha era a questão de ser tudo levado como um RPG de mesa, o que poderia dar muito certo ou até mesmo bem errado. Mas podem acreditar meus queridos, minha cara foi quebrada e língua cortada, já que tive a oportunidade de testar o game e adorei a experiência.

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+ Assista o trailer dando play.

O game começa mostrando uma campanha que já está sendo maestrado por Tina, em que começamos como um noob, mas que ao ver dela é necessário iniciar uma nova já que não podemos entrar no meio dessa história começada. Então somos introduzidos a essa história, em que devemos ajudar o reino e a princesa ‘Rabo de Cavalo’ – que é basicamente um unicórnio belíssimo branco e colorido, trazendo uma crina de arco-íris.

Então começamos a criar nosso personagem, sendo possível escolher entre o sexo masculino ou feminino, escolher o tom de voz e outras características que tivermos vontade que nosso personagem tenha. Também teremos a opção de escolher uma classe para nosso noob, que será importante durante nossa campanha e também nas escolhas de pontos de habilidade – sendo interessante que no meio do game poderemos escolher uma classe secundária, dando ainda mais possibilidades.

Na mesa, durante o game, contaremos não apenas com Tina contando a história, mas também com Valentine e Frette que fazem sua parte durante a história com questionamentos, aparecendo em missões do mapa e dando aquele suporte em relação às escolhas e o que está rolando na mesa. O que torna tudo mais divertido, principalmente as interações entre eles e Tina, que sempre apresentam momentos engraçados e muito fofos em certos pontos. Não apenas eles, mas muitos personagens que entram em nossa vida, seja nas missões principais e secundárias, tornam tudo mais interessante em nossa campanha, trazendo pontos em que fazemos questionamentos, reflexões, momentos de diversão e até mesmo tristes. 

A qualidade gráfica do game é ótima, ainda com aquele estilo cartoon próprio de Borderlands, o que deixa os próximos com o coração quentinho e os novos jogadores com uma experiência diferenciada e bem divertida. As cores gritantes, e até mesmo cores frias, te deixam confortável em completar a campanha, e que mesmo em seus momentos tristes e tensos, mantemos bastante o humor por conta disso. Sem esquecer que a 85% do game é humor.

As referencias apresentadas são ótimas, não apenas da cultura no geral, mas também de outros games por ai. Um dos mais legais, com toda a certeza, foi a de The Witcher em uma das missões – mas que não falarei qual para não estragar a graça ao encontra-la. Não apenas no mapa encontramos essas referencias, como a própria Tina usa em certos momentos da campanha, durante as conversas aleatórias e quando necessita trazer algo novo que ainda não tínhamos encontrado.

A dublagem é ótima e a tradução feita para o Brasil é melhor ainda. As vozes são mantidas com as originais, contando com a gloriosa Ashley Bush dando voz a Tina. Porém todo o game ganhou uma tradução PT-BR, tornando a vida dos fãs mais fácil, principalmente para aqueles que podem se enrolar um pouco no inglês. Muitas referencias e zoeiras são usadas na tradução, mas é claro sem perder o contexto daquilo que está presente no original. O que o torna mais divertido de acompanhar e ganha gírias que apenas nós conhecemos e apreciamos com sucesso.

Meu único problema com o game talvez seja que em alguns momentos esteja rolando muita ação e conversas ao mesmo tempo, deixando um pouco complicado estar atento a ambas as coisas em conjunto. Mesmo que entenda inglês apenas pelo áudio, em alguns momentos em que muitos inimigos estavam vindo, acabava me perdendo um pouco nos diálogos, afinal precisava me concentrar em apenas uma coisa. E eles as vezes ocorrem muito rapidamente, então para perder algo não precisa muito, Mas isso acaba sendo algo bem pessoal, já que muitos talvez não se importem e consigam acompanhar sem problemas, sendo ruim de fato para aqueles que não estão familiarizados de ouvido com o inglês.

“Tiny Tina’s Wonderlands” é aquele game divertido, cheio de referencias e que brinca com o jogador. Trazendo uma experiência diferenciada no melhor estilo RPG, adoraria mais aventuras nesse estilo do mundo de Borderlands, trazendo histórias e personagens diferentes, saindo ainda mais da bolha e viajando por mundos alternativos.

Tiny Tina’s Wonderlands está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S/X e PC.

E aí, curtiu?

Escrito por Guta Cundari

Do cinema para o jornalismo. Amante de filmes e games, fã filmes de terror trash e joguitos que duram meses. As Premiações pelo mundo todo que me aguardem e os noobs que sofram.

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