in

Out There: Oceans of Time | Menos diversão e mais paciência estratégica

História mesmo que interessante pode ser cansativo para aqueles que não estão acostumados com RPG

Bons RPGs, após jogados pelos gamers, são contemplados e comentados nas redes sociais – principalmente o Twitter. E com os indies não é diferente, principalmente quando cai nas graças do público que curte se aventurar em histórias e gráficos diferenciados. Agora imagine juntar ambos os temas, um RPG indie que apresenta uma história no formato Sci-Fi bem interessante e dinâmica.

Esse é o caso de “Out There: Oceans of Time” que apresenta uma dinâmica diferenciada e que muitos já conhecem, mas que ao mesmo tempo pode testar a paciência de alguns que buscam se aventurar em algo novo saindo de sua área de conforto.

+ Assista ao trailer dando play abaixo.

“Out There” é um game que primeiramente saiu para PC e mobile em 2014, trazendo essa dinâmica RPG que os gamers tanto gostam. E com seu sucesso temos agora o lançamento para PC de “Oceans of Time”.

O game não é uma continuação, mas sim uma expansão do Universo do game, em que contaremos com novos personagens e história, mas mantendo sua dinâmica de seu game anterior. Agora contamos também com uma estrutura gráfica 3D, dando uma nova dimensão durante a gameplay.

Em nossa campanha acompanharemos a capitã Nyx e o cientista Sergei. Após um acidente em sua nave, em que estavam fazendo o transporte de um prisioneiro importante, eles são atacados por forças desconhecidas e obrigados a evacuar rapidamente em sua cápsula de fuga. Ambos acordam em suas cápsulas 100 anos no futuro, perdidos e precisando entender o que ocorreu.

+ Assista abaixo gameplay do canal SplattersCatGaming.

Para aqueles que gostam de um desenvolvimento rápido de história, essa é a última coisa que irá ocorrer em Oceans of Time. A história pode não ser a coisa mais grandiosa que já joguei, porém os eventos que iremos enfrentar durante nossa campanha é o que tornam a experiência mais interessante e te mantém na frente do PC para continuar. A curiosidade da próxima grande loucura que pode ocorrer mantém seus olhos atentos e é o que torna possível as horas bacanas de jogatina.

A busca pelos recursos é interessante, principalmente pelo fato de que iremos precisar explorar ao máximo várias planetas e estações que estarão presentes no mapa. Chegamos ao ambiente ainda tudo nebuloso, mas ao avançar ele vai ganhando cor e iluminação, mostrando tudo o que está presente no ambiente – seja recurso, alguém ou uma base.

Sua jogabilidade é simples, porém ainda necessita estratégia já que passo conta algo. Teremos que nos preocupar com a capitã e seus tripulantes, em que iremos administrar a moral deles, oxigênio, a estrutura da nave e o combustível utilizado. Todo movimento gera algo positivo ou negativo, então devemos aprender a administrar tudo isso de maneira saudável. Caso alguma dessas quatro coisas vá por água abaixo é game over na certa e que se inicie tudo novamente. E não apenas isso será importante, mas a tomada de decisões em diálogos que teremos com outros personagens ao longo do caminho, que pode levar para algo glorioso ou um total desastre. Então fique atento a leitura e suas escolhas pelo caminho.

O gráfico 3D é lindíssimo, tornando a experiência gráfica ótima e prazerosa. Toda a distribuição na tela dos personagens e comandos torna tudo fácil, então é impossível alguém se perder. Talvez isso só ocorra na hora de mexermos com resíduos e materiais para a nave quando necessário ajustes e dar aquele upgrade nela, em que a tabela periódica pode ser sua melhor amiga. O que poderia ser algo um pouco mais simples acaba se tornando uma aula de química cansativa no início, mas que fica simples ao que vamos nos acostumando durante nossa campanha.

A dublagem é ótima e simples, trazendo vozes que combinam bem com os personagens presentes na história. Os sons e a trilha sonora também não deixam a desejar, tornando aquele ambiente ainda mais imersivo para os jogadores, principalmente para mim que sente a necessidade de algum som e quando falamos do espaço um pouco mais de silêncio.

Talvez o único problema de fato que senti durante a jogatina é o fato de se tornar cansativo. No começo do game admito ter me forçado a continuar por forças de trabalho, o que acabou sendo ótimo. Mas para um jogador que é  novo nesse estilo e não está acostumado, pode ser difícil continuar a campanha, talvez desistindo após 1h de gameplay.

“Out There: Oceans of Time” é um prato cheio para aqueles que curtem um bom RPG e se aventurar com um papel e caneta ao lado se organizando durante a campanha. Mesmo muitos momentos serem repetitivos, a exploração te mantém dentro do game por bastante tempo. Mas para aqueles que estão descobrindo o gênero e estão em dúvida se devem comprar, esperar uma promoção ou assistir gameplays podem ser uma opção melhor na escolha dessa decisão.

+ Out There: Oceans of Time se encontra disponível para PC via Steam.

E aí, curtiu?

Escrito por Guta Cundari

Do cinema para o jornalismo. Amante de filmes e games, fã filmes de terror trash e joguitos que duram meses. As Premiações pelo mundo todo que me aguardem e os noobs que sofram.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Loading…

Loading…

0
Artistas recriaram capas de filmes e séries em VHS

Artistas recriaram capas de filmes e séries em VHS

Spy x Family | Comédia divertida que aborda temas complexos e estimula a reflexão

Spy x Family | Comédia divertida que aborda temas complexos e estimula a reflexão