A Força Feminina no Cinema – Parte 3

A mulher é alvo de grande discriminação por aqueles que ainda seguem a linha de raciocínio machista. Mas lugar de mulher é no cinema também!

Falar que a mulher pertence ao sexo frágil é tolice. A mulher é um dos bichos mais fortes que existe. Enfrenta diariamente milhares de preconceitos, supera diversos obstáculos, e quando tenta retratar o que acontece, escuta que está dramatizando.

Dramatização mesmo, é o que você verá agora!

Esses filmes incríveis, retratam mulheres fortes, que por sua vez, retratam todas nós, mulheres. Filmes que mostram o quão forte pode ser uma mulher diante de suas dificuldades, diante de um mundo opressor, e principalmente: diante de sua própria força.

Antes disso, confira o que já rolou por aqui:

Dois Dias, Uma noite (2014)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “Deux jours, une nuit”
Direção: Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne

O filme acompanha a trajetória de Sandra, uma mulher belga, interpretada pela atriz Marion Cotillard, que é demitida. Entretanto, ainda há uma chance de manter seu trabalho: se seus 16 colegas abrirem mão do bônus de 1.000 euros que devem receber. O grande problema é que sua demissão já foi votada por essas mesmas pessoas, e Sandra tem um final de semana (daí o título) para visitá-los e convencê-los a lhe ajudarem em meio à crise. Em meio a tudo isso, está a depressão de Sandra, tentando deixá-la abatida a cada reação – que vai desde desde a compaixão à violência. Este filme rendeu a indicação de Marion Cotillard ao Oscar de Melhor Atriz.

Ida (2013)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “Ida”
Direção: Pawel Pawlikowski

Polônia, 1962. Anna é uma noviça de 18 anos que se prepara para celebrar os votos definitivos e tornar-se freira no convento onde vive desde criança, já que é órfã. Antes disso, a madre obriga-a viajar à aldeia onde nasceu para conhecer a sua única parente viva, a tia Wanda. Anna descobre que é judia e que o seu verdadeiro nome é Ida. Uma revelação que a força a escolher entre a identidade biológica e a religião que a salvou dos massacres provocados pela ocupação nazista. Ida foi o vencedor do Oscar 2015 de Melhor Filme Estrangeiro, além de ter sido premiado como Melhor Filme pela Academia de Cinema Polonesa e Melhor Filme pela Academia de Cinema Europeu.

Hanna (2011)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “Hanna”
Direção: Joe Wright
Tem na Netflix!

Hanna (Saoirse Ronan) não é uma garota comum. Criada por seu pai, um ex-agente da CIA, no ponto mais remoto da Finlândia, ela tem a força, a resistência e o instinto aguçado de um soldado. Sua educação e treinamento têm apenas um mesmo objetivo – tudo conspira para fazer dela, a assassina perfeita. O momento decisivo da sua adolescência é muito intenso: enviada por seu pai para cumprir uma missão, Hanna viaja escondida pelo norte da África e pela Europa, iludindo agentes secretos e assassinos clandestinos que se reportam a uma espiã implacável que esconde segredos sobre ela mesma. Quando se aproxima de seu objetivo final, Hanna tem que lidar não só com inimigos poderosos, mas também precisa enfrentar revelações alarmantes sobre sua própria existência.

Lili Marlene (1973)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “Lili Marleen”
Direção: Rainer Werner Fassbinder

Antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, a cantora de cabaret Willie (Hanna Schygulla) e o pianista boêmio Robert (Giancarlo Giannini) se apaixonam. Willie é alemã e Robert é judeu, e participa, junto com sua família, da resistência contra os nazistas. Ela acaba sendo expulsa da Suíça pela família de Robert, e em sua terra natal, grava a canção “Lili Marleen“, tornando-se a cantora mais popular da Alemanha Nazista. Mesmo no auge da fama, não encontra a felicidade, e Robert não se conforma que Willie tenha se tornado um símbolo do regime de Hitler. Baseado na autobiografia da cantora Lale Andersen.

Minha Terra África (2009)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “White Material”
Direção: Claire Denis

Maria (Isabelle Huppert), uma mulher branca de origem francesa, tem uma grande plantação de café em uma província na África. Quando a guerra civil se instaura, o país transforma-se em zona de risco e todos os brancos são ordenados a partir. Maria, no entanto, recusa-se a abandonar a vida e os negócios. André (Christophe Lambert), ex-marido e pai de seu filho, procura a ajuda do prefeito, de quem crê ser amigo. O que ele não sabe, contudo, é que o prefeito está envolvido no conflito. E, além disso, ninguém suspeita que nas terras de Maria se esconda um velho rebelde procurado.

Depois de Lúcia (2013)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “Después de Lucía”
Direção: Michel Franco
Tem na Netflix!

Um filme sobre bullying e machismo. Bullys são pessoas covardes, que se apoiam numa moral imposta e hipócrita, que por baixo dos panos ninguém segue, para assediar, constranger e humilhar – principalmente mulheres. Quando ele encontra o machismo, é um prato cheio para a hipocrisia. Desde a morte de sua esposa, Roberto (Hernán Mendoza) não consegue dedicar muito tempo à sua filha Alejandra (Tessa Ia), uma jovem de 15 anos. Para escapar da depressão que passa a dominar a rotina dos dois, pai e filha deixam a cidade de Vallarda em busca de uma nova vida na Cidade do México. Envergonhada e incapaz de explicar para o pai as razões, Alejandra omitirá as humilhações e abusos emocionais e físicos sofridos em sua nova escola. Os dois vão se distanciando cada vez mais à medida que a violência toma conta de suas vidas.

Histórias Cruzadas (2011)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “The Help”
Direção: Tate Taylor
Tem na Netflix!

O filme é emocionante e expõe uma das facetas mais cruéis do ser humano, o racismo, marcante no Sul dos EUA e no mundo. O que me chocou bastante foi perceber que tudo isso ainda ocorria há 50 anos, tão pouco tempo em se tratando de escala histórica. E ainda ocorre! Uma história de otimismo ambientada no Mississipi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA, acompanha Eugenia “Skeeter” Phelan (Emma Stone), jovem que acabou de se graduar e quer virar escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada. Aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, Skeeter encontra um tema em duas mulheres negras: Aibileen (Viola Davis), empregada que já ajudou a criar 17 crianças brancas e hoje sofre com o preconceito, e Minny (Octavia Spencer), uma mulher forte e corajosa, que não leva desaforo para casa. A academia de Hollywood soube reconhecer: a maior atração do drama é a atuação de suas atrizes. Viola Davis ganhou o prêmio do sindicato e na categoria de coadjuvante, Octavia Spencer foi vencedora. Adaptado do livro “A Resposta“, de Kathryn Stockett, o longa-metragem traz à tona um registro humano da convivência entre brancos e negros no racista estado do Mississipi da década de 60.

O Martírio de Joana D’Arc (1928)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “La passion de Jeanne d’Arc”
Direção: Carl Th. Dreyer

Versão muda da história de Joana D’Arc. Nem precisa ser dito pra alguém perceber, mas se tratando de fidelidade a historia real, nenhum filme supera esse. França, século XV, Joana de Domrémy (Melle Falconetti), filha do povo, resiste bravamente a ocupação de seu país. É presa, humilhada, torturada e interrogada de maneira impiedosa por um tribunal eclesiástico, que a levou, involuntariamente, a blasfemar. É colocada na fogueira e morre por Deus e pela França. Último filme mudo de Carl Th. Dreyer, o filme mais fiel à história da guerreira. Todos os filmes de Dreyer, basearam-se em obras de ficção ou peças teatrais, exceto O Martírio de Joana d’Arc, que foi inspirado nos manuscritos oficiais do julgamento da donzela de Orléans.

Para Sempre Lilya (2002)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “Lilja 4-ever”
Direção: Lukas Moodysson

Não tenho palavras para falar como admiro Lilya, como é comum conhecer mulheres como ela, ou melhor, meninas. Um dos meus filmes favoritos. Lilya (Oksana Akinshina) é uma menina de 16 anos que vive em um subúrbio pobre, em algum lugar da antiga União Soviética. Sua mãe mudou-se para os Estados Unidos, com seu novo marido, e Lilya espera que ela lhe envie algum dinheiro. Após algum tempo sem receber notícias nem qualquer quantia dela, Lilya é obrigada a se mudar para um pequeno apartamento, que não possui luz nem aquecimento. Desesperada, ela recebe o apoio de Volodya (Artyom Bogucharsky), um garoto de apenas 11 anos que de vez em quando dorme no sofá de sua casa. A situação muda quando Lilya se apaixona por Andrei (Pavel Ponomaryov), que a convida para iniciar uma nova vida na Suécia. Um filme sobre o desamparo. Sobre hipocrisia. Sobre inocência. Sobre a consequência de ser inocente em um mundo feito o nosso. Mesmo se você não for uma mulher, esse filme vai doer.

A Verdadeira História de Lena Baker (2008)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “The Lena Baker Story”
Direção: Ralph Wilcox

Esta produção é baseada nos acontecimentos verdadeiros da vida de Lena Baker, que foi presa, condenada, executada e, em 2005, postumamente perdoada. No início do século 20, Lena Baker, interpretada por Tichina Arnold, é uma jovem empregada doméstica e mãe de três filhos. Seu empregador, Ernest Knight (Peter Coyote), um abusivo alcoólatra, tenta abusar sexualmente de Baker, e em legítima defesa, a empregada utilizada a arma do patrão para impedi-lo, o que resulta em sua morte. Em 1945, diante de um júri composto inteiramente por homens caucasianos, ela se tornou a primeira e única mulher a ser condenada à morte na cadeira elétrica, no Estado da Geórgia, nos EUA.

O Silêncio de Melinda (2004)

A Força Feminina no Cinema - Parte 3

Título original: “Speak”
Direção: Jessica Sharzer

É o primeiro dia do primeiro colegial para Melinda Sordino (Kristen Stewart), mas para ela, tudo acontece de forma diferente. Durante o verão, um acontecimento terrível e traumático fez com que ela chamasse a polícia durante uma festa na casa dos colegas, fazendo com que todos a isolassem. Ela não consegue falar sobre aquela noite para ninguém, e questiona, se o mundo sentiria falta se ela simplesmente parasse de falar para sempre. O Silêncio de Melinda é um filme contundente e perturbador, adaptado do best sellerSpeak” vencedor do prêmio New York Times.


Veja também: 5 filmes que podem te ajudar a entender a importância do feminismo

Depois de tudo que acabei de indicar, ainda acredita que mulher pertence ao sexo frágil? Se acredita, se reeduque assistindo esses filmes.

Caso eu não tenha citado algum filme que considera importante, comente por aqui e não se esqueça de conferir as próximas listas.


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