As diferenças entre o Coringa de cada live-action

É difícil pra uma marvete fanática como eu dizer algo do tipo, mas no quesito vilões, o Batman supera qualquer herói. O Homem-Aranha vem em segundo lugar, com certeza, mas o homem-morcego tá no topo da lista com Coringa, Arlequina, Pinguim, Mulher-Gato, Charada, Ra’s Al Ghul, Hera Venenosa, etc, etc, etc…

O mais popular, definitivamente, é o Coringa. Ele não é o mais forte, o mais sanguinário, o mais doentio, aliás, está longe disso. Quem conhece a galeria de vilões do Batman sabe que o Coringa perde em muitos fatores pra outros nomes, mas qualquer um sabe que ele é o personagem mais marcante (provavelmente porque os filmes e animações sempre dão preferência pra ele) para o público em geral. Particularmente, sou uma grande fã dele e nada me deixaria mais animada do que ver uma adaptação cinematográfica de A Piada Mortal, de Alan Moore.

Se tratando de live-action, foram três os atores que deram vida ao Príncipe Palhaço do Crime: Cesar Romero, Jack Nicholson e Heath Ledger. Cada um deles tem seus próprios méritos e por mais que seja difícil acreditar, eles interpretaram versões diferentes de um mesmo personagem. Como isso é possível? Isso é obra da época, dos diretores e das tramas em que eles estavam envolvidos. Entenda melhor cada um dos Coringas:

– Cesar Romero

As diferenças entre o Coringa de cada live-action

Na década de 60 o Coringa era muito menos sombrio do que vemos atualmente. Na série, os vilões do Batman, em geral, eram bastante caricatos. Na verdade, o tom humorístico da série é considerado uma “sátira consentida” que derrubou vários conceitos do personagem e, mais tarde, coube aos diretores dos filmes do homem-morcego tentarem trazer de volta a moral perdida na TV. De qualquer forma, Cesar Romero atuou de forma brilhante, superando as expectativas do programa. Ele foi um Coringa com risadas e expressões faciais exageradas. O papel dele não era ser mau ou psicótico, na verdade, ele era bem covarde. O que importa é que ele entregou o que o trabalho pediu, e de forma incrível.

As diferenças entre o Coringa de cada live-action

– Jack Nicholson

As diferenças entre o Coringa de cada live-action

Imagine ter a missão de incorporar um personagem cuja última aparição live-action foi uma série televisiva de humor. A missão de Tim Burton, Jack Nicholson e Michael Keaton, em 1989, era construir uma franquia que devolvesse a seriedade ao Batman, bem como aos seus vilões. O Batman do Tim Burton é aquele tipo de filme que, comparado aos atuais, tem muitos erros e até coisas ridículas, mas com o passar do tempo, é possível analisar e admirar como um trabalho que ajudou a introduzir os quadrinhos no cinema. Até porque os filmes de super-heróis nem sempre foram os gigantes que são agora. Jack transformou o Coringa em um vilão de cinema genuíno e fez parecer fácil. O público finalmente conheceu o personagem e descobriu o quanto ele é instável. Um homem que é ao mesmo tempo gênio e maníaco.

As diferenças entre o Coringa de cada live-action

As comparações com Heath Ledger acontecem desde a estreia de Batman: O Cavaleiro das Trevas. É engraçado porque o Cesar Romero geralmente é deixado de lado nessas disputas de “quem é o melhor”, assim como Adam West é deixado de lado quando se avalia qual ator foi o melhor Batman. É como se eles fossem especiais e dificilmente você vai encontrar uma disputa séria entre Romero e Nicholson ou Romero e Ledger. Voltando à disputa inicial, o que o público não entende, mas os fãs entendem muito bem, é que o Coringa do Nicholson é tão autêntica quanto o do Ledger. A maior diferença entre os dois não é o ator, mas o diretor dos filmes. Nolan evitou o palhaço e enfatizou o lado criminoso e dramático do personagem. Tim Burton abraçou o palhaço e enfatizou esse lado cômico e debochado do psicopata. Os dois atores foram louváveis em seus trabalhos, assim como os diretores.

– Heath Ledger

As diferenças entre o Coringa de cada live-action

É difícil saber de alguém que não tenha gostado da performance de Ledger em Batman: O Cavaleiro das Trevas. Não é pra menos que ele recebeu o Oscar e o Globo de Ouro pela atuação. Acredita-se (eu acredito, inclusive) que foi o personagem que matou ele. Seis meses antes das gravações começarem, ele alugou um apartamento e se manteve em reclusão, estudando personagens em quem poderia se inspirar pra viver o Coringa. Ele foi tão convincente em sua atuação que o ator Michael Caine, que interpretou o mordomo Alfred, disse que, sem ter conhecido Ledger antes do filme, ficou tão assustado ao contracenar com o novo Coringa que chegou a esquecer suas falas. A performance dele é descrita como icônica, que significa que é impossível imaginar outra pessoa nesse papel. Eu não diria que é impossível, mas que vai ser muito difícil pra outro ator superar ou enfrentar esse espetáculo de Heath Ledger.

As diferenças entre o Coringa de cada live-action

A verdade é que, na disputa de qual é o melhor Coringa, quem sai ganhando somos nós, os fãs, com tantas atuações incríveis.

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Por Louise


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