Jurassic World (2015)

Deixe-se levar, sentir e divertir por essa história

A esta altura do campeonato, é correto afirmar que todo e qualquer clássico está suscetível a ser revisitado por meio de remakes, reboots, sequências ou prelúdios. A mais recente saga a ser revivida nas telonas é “Jurassic Park”, cujo novo filme, intitulado Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, estreou no dia 11/06 (quinta-feira).

Revitalizar “Jurassic Park” é uma missão enorme, pois a obra de Steven Spielberg, além de ser um absoluto sucesso até hoje, foi um marco no conceito do “blockbuster”, sendo a saga que lançou as bases da forma de fazer e assistir o cinema mainstream. Hollywood não é o que seria hoje se não fosse por “Jurassic Park”.

Engana-se quem pensa que o diretor Colin Trevorrow tinha ambições de superar ou sequer chegar aos pés da grandeza de Jurassic Park. Na verdade, a proposta de Trevorrow é bastante justa e honesta: captar o interesse do público nostálgico e conquistar uma nova geração de espectadores. Para isso, o diretor apresenta uma versão renovada do filme original recheada de referências e homenagens.

Jurassic World (2015) | Deixe-se levar, sentir e divertir por essa história

Jurassic World não tenta marcar a história do cinema e/ou criar algo totalmente inovador como Steven Spielberg fez. Este quarto filme repete os pontos principais do original, amplificando-os – um parque maior, dinossauros maiores e até mesmo crianças maiores.

Temos um novo parque (na ilha Nublar, a mesma do primeiro filme), uma nova dupla de crianças que servem como os olhos e ouvidos do público e um novo e inédito dinossauro que, como você, eu e o todo o resto do público já sabe, vai causar bastante estrago.

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A primeira parte do filme trata de apresentar os personagens e sanar todas as dúvidas dos mais céticos sobre o parque. “Se já deu errado antes, por que criar outro parque?”, “Qual a necessidade de criar um dinossauro híbrido?” e tantas outras questões que foram levantadas desde o anúncio do filme. O diretor sabia de cada uma dessas perguntas e, inclusive, caracterizou todos os seguidores de Michael Crichton em um personagem que trabalha no parque.

O roteiro é simples, os atores apresentam um bom trabalho (desde o garotinho mais novo, até a firme administradora do parque) e os efeitos especiais são espetaculares. E não, nenhum efeito especial de última geração irá superar os animatronics de Spielberg, mas como dito anteriormente, superar ou se igualar ao original nunca foi o objetivo de Colin Trevorrow.

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Vamos ser sinceros: você não vai até o cinema assistir um filme sobre dinossauros recriados geneticamente e usados para montar um parque – que mais parece um zoológico – em busca de um roteiro profundo, personagens extraordinariamente dramáticos e realismo. Se você se propõe a assistir um filme desses, deve entrar na sala de cinema com a mente aberta e se deixar levar. Deixe que os dinossauros lhe encantem, deixe que o suspense lhe tire o fôlego, deixe que os berros dos dinossauros acelerem seu coração e as situações mais absurdas lhe divirtam.

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Chris Pratt está ótimo no papel de Owen, um amante dos animais (neste caso, dinossauros) que consegue criar uma profunda conexão com seus velociraptors. As crianças dão um show de atuação, principalmente nas cenas de ação, e ainda dão conta de desenvolver a parte sentimental do roteiro. A Indominus Rex supera todas as expectativas em seu papel de vilã monstruosa comedora de gente (e do que vier pela frente). E, à frente de todos esses personagens espetaculares, temos Bryce Dallas Howard no papel de Claire – o componente humano através do qual toda a premissa central de Jurassic World é realizada.

Jurassic World (2015) | Deixe-se levar, sentir e divertir por essa história

Jurassic World é mais do que um filme sensacional, é uma viagem no tempo para os fãs de longa data e uma experiência inigualável para a nova geração. Deixe-se levar, sentir e divertir por essa ficção e seus momentos épicos.


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Por Louise


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