Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017) | Poderes legais, passados difíceis e parte de uma família

3 meses atrás ( 25/08/2017 )

Dirigido por Sam Liu e produzido por James Tucker, tendo roteiro escrito por Ernie Altbacker e JM DeMatteis, Jovens Titãs: O Contrato de Judas é a mais recente animação a constituir no universo de animações atuais da editora estadunidense DC Comics. O longa animado procede os eventos ocorrentes nas animações anteriores, especificamente o longa Liga da Justiça vs. Jovens Titãs.

Adaptando uma das mais emblemáticas histórias envolvendo a equipe titânica da DC Comics, em Jovens Titãs: O Contrato de Judas temos Estelar liderando os Jovens Titãs em uma equipe compacta em sua batalha contra o mal. Mas a presença de um novo membro, a poderosa Terra, pode alterar drasticamente a dinâmica dessa equipe enquanto eles lidam com a perigosa ascensão do Irmão Sangue e o retorno de um formidável adversário de longa data.

Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017) | Poderes legais, passados difíceis e parte de uma família

Contextualizando, os Jovens Titãs atualmente tem a equipe composta por Estelar, Asa Noturna, Robin (Damian Wayne), Besouro Azul, Mutano, Ravena e a adição de uma nova membra, a Terra. Ou seja, muitos personagens (numa composição de certa diferença da história em que fora inspirada) para – continuar a – desenvolver numa adaptação de peso emblemático para qualquer leitor da DC Comics; bem como dos Jovens Titãs. Que missão, não?

Contudo, é devidamente interessante como a animação consegue desenvolver esta equipe ante a trama sem prejudicar um ao outro – de certa forma. Ao contrário, tais desenvolvimentos dão o esperado sentido e direção ao roteiro apresentado. Temos a abordagem de um aprofundamento na relação de Asa Noturna e Estelar; Besouro Azul harmoniza seu lado humano com o escaravelho; e Mutano se diverte; enquanto os complexos Robin e Ravena ficam estrategicamente “apagados” para dar a responsabilidade dramática para a “novata” Terra.

É digno ressaltar que os membros dos Jovens Titãs cumprem suas funções tanto em grupo como, também, sós – quer seja nas situações que lhe são propostas ou na animação como um todo.

Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017) | Poderes legais, passados difíceis e parte de uma família

A membra Terra, peça chave de basicamente toda esta trama, tem uma apresentação em geral agradável. Particularmente, gosto de ver como fora a apresentação da personagem, bem como as rápidas e importantes menções a sua história de background e o complexo drama que a mesma carrega consigo. Você tem uma personagem tão confusa consigo mesma e os contextos ao seu redor, que a dramatização da animação colocada sob sua responsabilidade não alcança um ápice nela… e isso, ao fim, não foi de forma alguma uma má ideia.

Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017) | Poderes legais, passados difíceis e parte de uma família

Quanto aos vilões, temos a presença do Irmão Sangue e sua ceita insana, bem como o Exterminador. Em geral, Irmão Sangue é um adversário de presença necessária para complementar o roteiro, apresentando-se também como um bom desafio para a equipe titânica. Contudo, o Exterminador é quem tem seu devido brilho na animação, apresentando devidamente bem seu sangue frio e perícia, tal qual suas habilidades em combate.

De todo modo, em uma perspectiva geral, os antagonistas propostos nesta animação são bem apresentados e cumprem devidamente suas funcionalidades na trama.

Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017) | Poderes legais, passados difíceis e parte de uma família

Confessadamente não me recordo de já ter lido O Contrato de Judas – se é que eu tenha lido, mas recordo bem de ter assistido a exploração do arco na animação dos Jovens Titãs transmitido pela Cartoon Network em torno de 2004~2006. Então, quando fui assistir Jovens Titãs: O Contrato de Judas, eu já tinha o entendimento do que faz O Contrato de Judas ser tão emblemático para a equipe dos Jovens Titãs. E enquanto assistia esta animação recente, eu me perguntava ansioso “quando é que teremos o ápice dramático necessário nesta trama?”.

A batalha final formidavelmente chegou, e sua conclusão também. E, como disse acima, Terra não foi a responsável por trazer a tona esta dramaticidade – que por toda a execução da animação deu-se por sua responsabilidade – em tal conclusão da batalha final. Mas é ao fim do ato do filme animado que temos, por sua causa, a dramaticidade chegando ao seu ápice devido. As palavras finais do personagem Mutano – que por sinal é um dos, se não O, personagens com melhores diálogos de toda animação – fazem jus ao que é ser um membro dos Jovens Titãs: resumidamente, EM MINHAS PALAVRAS, “um estranho com poderes legais, com um passado/presente difícil pertencendo a uma equipe com amplo senso devido de família”.

Jovens Titãs: O Contrato de Judas (2017) | Poderes legais, passados difíceis e parte de uma família

As palavras finais do personagem Mutano são devidamente emocionantes – eu me emocionei mesmo, e não nego não mermão -, de certa esperança e que traz algo muito além do “propósito” de uma animação do gênero. Jovens Titãs: O Contrato de Judas é um longa animado que soa como uma fantástica pedida para quem procura algo para assistir e se entreter sem abrir mão dos personagens heroicos. Muito mais do que entreter com ação e diversão, traz sutilmente uma lição de reflexão profunda e importante.

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