Demolidor – 2ª Temporada

Mais sangrenta, mais obscura e muito mais explícita

Como aconteceu na época da primeira temporada de Demolidor e do lançamento de Jessica Jones, nossos parceiros da Netflix liberaram os 7 primeiros episódios da segunda temporada do Homem sem Medo, que estreia nesta semana. E, como de costume, aqui está a resenha – SEM SPOILERS – do que vimos:

Logo após a renovação da série, a primeira novidade foi divulgada: Steven S. DeKnight não seria mais showrruner. Doug Petrie (American Horror Story, Buffy: A Caça-Vampiros) e Marco Ramirez (Da Vinci’s Demons) o substituíram, e com eles, outras mudanças e adições foram feitas no programa – uma melhor que a outra, diga-se de passagem. As principais sem dúvida, foram os personagens Justiceiro (Jon Bernthal) e Elektra (Élodie Yung) confirmados na série.

A segunda temporada de Demolidor é familiar e, num primeiro momento, até consegue passar a ideia de não trazer mudanças significativas. Mas logo é possível notar que os novos showrruners não assumiram tal posição para deixar tudo na mesma. Petrie e Ramirez tinham consciência do que tinham em mãos e, principalmente, do valor que aqueles personagens e histórias possuem para milhões de pessoas ao redor do globo. Eles sabiam que, ao dar o play no primeiro episódio, a ansiedade pela aparição do Justiceiro e/ou da Elektra tomaria conta de todos, então não perderam tempo com ensaios ou suspense desnecessário. Os fãs têm o que querem desde o primeiro episódio, mas da forma misteriosa e imbatível que apenas Demolidor sabe apresentar.

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O trio Matt (Charlie Cox), Foggy (Elden Henson) e Karen (Deborah Ann Woll) está ótimo. É possível sentir que os atores estão mais à vontade com os próprios personagens e suas interações. Karen Page, particularmente, ganha um desenvolvimento incrível e agradeço aos responsáveis por isso. Muito além de um rosto bonito, interesse romântico ou simples secretária, Karen é uma mulher decidida, que segue os próprios instintos e vai até o fim para descobrir a verdade. Sua coragem e sua humanidade têm a capacidade de fazer até o mais blindado dos homens ceder, e isso faz dela mais poderosa que o próprio Demolidor. Eu daria tudo para vê-la trabalhar junto com Jessica Jones.

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Foggy já não é mais o ex-colega de faculdade e atual sócio de Matt Murdock. Após descobrir o maior segredo do Demolidor, foi inevitável que ele se tornasse mais e mais parecido com o Foggy Nelson dos quadrinhos: o homem que se preocupa, que resgata o amigo (muitas vezes quase morto), que guarda o segredo, que é deixado na mão, que trabalha sozinho, pois tem um sócio vigilante mascarado e que, em certo momento, inevitavelmente, se cansa de tudo isso. Até onde você iria por um amigo? E se o seu negócio estivesse no meio? Há muita em jogo.

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Quanto a Matt Murdock, bem, eu não queria estar na pele dele agora. Toda ação gera uma reação e as suas ações durante a primeira temporada estão gerando reações extremamente perigosas. Pessoas estão morrendo, os hospitais estão lotados, a polícia não é efetiva, o escritório não paga as contas, há novas ameaças por aí, seu melhor amigo não para de falar, sentimentos são uma merda… Quem é esse cara promovendo uma chacina descontrolada na cidade? Que sentimentos são esses surgindo pela Karen? Droga, Foggy, dá pra você parar de falar por um segundo? Ah, ótimo, atrasado de novo!

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Sério, a vida do cara tá uma bagunça e fica pior ainda quando a Elektra chega com as ótimas notícias sobre a Yakuza estar chegando no pedaço graças a ele, que eliminou todos os seus inimigos na primeira temporada.

Justiceiro e Elektra estão sensacionais. Não há elogios suficientes para expressar o quão incríveis estão estes personagens. Os atores escolhidos foram perfeitos, e acredito que muito disso tem a ver com o fato de Jon Bernthal ser ex-militar e Élodie Yung ser faixa preta em diversas artes marciais. Suas histórias de origem, flashbacks, diálogos, monólogos, personalidades e, principalmente, cenas de ação são um deleite.

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Mas nem tudo são flores. Não entendi se foi com a intenção de não confundir o público com muita novidade ao mesmo tempo (?) ou se os roteiristas não tinham capacidade de encaixar dois personagens novos e complexos juntos, mas fica explícito que, no início, para um deles ser apresentado, o outro precisa estar fora de foco. Justiceiro chega logo no primeiro episódio, mas Elektra leva mais alguns para fazer sua entrada triunfal. E quando faz, o Justiceiro já está em outro lugar da narrativa, e quem “assume” a posição de enfrentar/confrontar/lutar com o Demolidor é ela. Me pareceu um desperdício de tempo separar as introduções desta forma, até porque, pelas imagens que estão sendo divulgadas, presumo que os três lutarão lado a lado na reta final (esta é apenas uma teoria, não é um spoiler, ok?), então para que todo esse rodeio? Somos inteligentes o suficiente, ok roteiristas?

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Ainda no embalo do assunto, não gostei da mudança narrativa que é dada ao Justiceiro no momento da introdução da Elektra. Mas para falar sobre isso, eu terei que esperar até a série estrear, então volte aqui depois de sexta-feira para discutirmos este e mais um ponto que também é spoiler.

Recentemente li um artigo onde Doug Petrie e Marco Ramirez disseram que a primeira temporada de Demolidor foi um “teste” para saber se havia um lugar para algo sombrio e realista (dark and gritty, em tradução livre) no mundo dos super-heróis. E como a aceitação do público foi gigante, eles aumentaram o nível agora. A 2ª temporada é mais sangrenta, mais obscura e muito, mas muito mais explícita. Desde vísceras saindo de dentro de cadáveres até balas atravessando corpos em slow motion. Prepare-se. A segunda temporada de Demolidor estreia em 18 de março de 2016.

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Por Louise


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