4 Obras para entender o regime jihadista sobre as mulheres
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4 títulos para entender o regime jihadista sobre as mulheres

A situação no Afeganistão nunca foi fácil, rodeada sempre pela guerra e conflitos políticos. Mudanças começaram a ocorrer, mesmo que aos poucos, quando as tropas americanas foram enviadas para lá evitando a tomada do Talibã em cima do povo. Para aqueles que não sabem, o Talibã é um movimento fundamentalista islâmico nacionalista que se difundiu no Paquistão e, sobretudo, no Afeganistão. O grupo impôs uma lei islâmica estrita que proibia jogos, música, fotos ou televisão, entre outros. As mulheres não podiam mais trabalhar e as escolas para meninas foram fechadas.

Porém agora, após a retirada das tropas americanas de Cabul, eles retornaram tomando conta e se tornando um novo governo, com a intenção de trazer novamente os regimes antigos – mesmo que eles digam que não será assim. E não apenas todo o povo sofre, mas principalmente as mulheres acabam sendo afetadas por toda a situação, levando a um retrocesso na evolução e respeito que ela conseguiu naquela sociedade que acha a mulher apenas um objeto de casa ou que até mesmo não serve para nada.

Então, para ajudar você a conhecer melhor tudo isso, decidimos trazer quatro obras (livros, HQs, Filmes) que irão contar um pouco como esse regime afeta a população feminina.

Os Olhos de Cabul

Na animação “Os Olhos de Cabul” acompanhamos a história do casal, Mohsen e Zunaira são um casal apaixonado que, pesar da violência e destruição a sua volta, deseja acreditar que há esperança em seu futuro. Porém, um ato sem sentido cometido por Mohsen pode arruinar suas vidas para sempre.

+ Assista ao trailer dando play.

O filme pode ser encontrado para assistir pelo Telecine.

Eu sou Malala

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola.

Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.

“Eu sou Malala” é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

O livro pode ser encontrado AQUI.

Persépolis

Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou.

Lembrando que não somente o quadrinho de “Persépolis”, mas também é possível assistir à animação de mesmo nome.

A HQ pode ser encontrada AQUI.

Bordados

Os almoços de família na casa da avó de Marjane Satrapi, em Teerã, terminavam sempre com o mesmo ritual: enquanto os homens iam fazer a sesta, as mulheres lavavam a louça. Logo depois começava uma sessão cujo acesso só era permitido a elas – o “bordado”, tema deste que é o terceiro livro de Satrapi publicado pela Companhia das Letras.

Os leitores de Persépolis reconhecerão aqui as marcas registradas da autora: o humor cortante, o traço simples em preto e branco, o feminismo mordaz, jamais patrulheiro. O “bordado” iraniano seria equivalente ao brasileiríssimo “tricô”, não fosse uma acepção bastante particular: a expressão designa também a cirurgia de reconstituição do hímen, uma decisão pragmática para as mulheres que não abrem mão de ter vida sexual antes do casamento mas sabem que precisam corresponder às expectativas das forças moralistas do país.

O grupo que se reúne na casa da avó de Marjane, a mesma que conhecemos em Persépolis, é uma amostra de mulheres com moral e experiência bastante variadas, mas sempre às voltas com o machismo e a tradição, sobretudo depois da Revolução Islâmica (1979). Casamentos malfadados, virgindades roubadas, adultérios, frustrações, golpes e autoenganos, narrados com a ironia tão peculiar à autora, mostram que no Irã amar e desamar pode ser ainda mais complicado do que podemos supor.

A HQ pode ser encontrada AQUI.

E aí, curtiu?

Escrito por Guta Cundari

Do cinema para o jornalismo. Amante de filmes e games, fã filmes de terror trash e joguitos que duram meses. As Premiações pelo mundo todo que me aguardem e os noobs que sofram.

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