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HQ do Dia | Mulher-Aranha #1

Jessica Drew, ex-agente S.H.I.E.L.D.; ex-agente da E.S.P.A.D.A.; Vingadora e chutadora de bundas estreia em mais uma oportunidade de emplacar um título solo em 2014. A última tentativa da Marvel com um título solo da moça foi em 2009, logo após os eventos de Invasão Secreta, com uma mini-série em sete edições produzida pela aclamada dupla Bendis/Maleev.

Aqui novamente a Marvel se aproveita de uma saga na qual a personagem se vê envolvida e lança seu título solo como tie-in de Spider-Verse, evento no qual Homens E Mulheres-Aranha de todo o Multiverso Marvel se unem contra uma ameaça em comum. Mulher-Aranha é escrita por Dennis Hopeless e tem arte de Greg Land.HQ do Dia | Mulher Aranha #1 Apesar do argumento ser bacana, os diálogos bem escritos e a história ser bem movimentada o autor e o corpo editorial da Marvel cometem dois erros graves nesta estreia: O primeiro é associar esta primeira edição diretamente aos eventos no título do Homem-Aranha. Ou seja, se você não está nem aí para Spider-Verse e queria somente dar uma conferida na nova HQ de Jessica vai se decepcionar um pouco. A história é continuação direta da edição número 10 de Amazing Spider-Man e, por mais que haja uma recapitulação caprichada na página inicial, você vai sentir que a história não é de fato sobre Jessica. O elenco de apoio todo é parte de Spider-Verse e a história é guiada pela premissa da saga. O segundo problema é que o autor inconscientemente coloca Jessica em segundo plano em 70% das cenas de sua estreia. Veja bem, dá pra notar que não é intencional, no entanto a presença da jovem Silk (a nova namoradinha/peguete/sidekick/rolo de Peter Parker) é tão carismática, cheia de vida e simplesmente nova que sufoca Jessica a todo o momento que as duas protagonizam uma cena juntas. Quando Silk está em cena não tem para ninguém. E estamos falando de uma HQ com vários Homens/Mulheres-Aranhas além de um time de vilões bem convincente. Com isso Dennis Hopeless transforma a Mulher-Aranha em coadjuvante de seu próprio título e, apesar da história ser interessante isso a longo prazo será prejudicial para a sobrevivência da publicação e para a relevância da personagem caso nenhuma ação seja tomada.

A arte de Greg Land surpreende positivamente na estreia principalmente pelas caracterizações femininas um pouco mais “sóbrias ” que de costume. Quem está apostando por poses pornográficas da Mulher-Aranha e Silk pode guardar seu fluido de teia pra outra ocasião (essa piada foi escrota, desculpem). As poses e cenas de ação são totalmente respeitosas com as personagens e temos ilustrações de personagens femininas (80% do elenco são mulheres) de alto nível sem apelar pra nenhuma baixaria nesta estréia. É claro que nas expressões faciais Greg Land tem extrema dificuldade em expressar alguma emoção que não seja “Sou fodona”, mas pra quem está acostumado com suas caras de clipe da Valeska não vai ter problemas. Os cenários são um destaque extremamente positivo na estreia do artista pois como estamos fazendo um passeio pelo Multiverso Marvel o ilustrador tem chance de desenhar localidades incríveis e aproveita a chance muito bem.

Mulher-Aranha #1 é uma revista bem divertida. Por mais que seja um tie-in, a HQ tem um roteiro rápido, agitado e de fácil compreensão. Bons personagens e caracterização adequada. A arte apesar das deficiências já conhecidas do ilustrador é muito boa e o ritmo da HQ é bem interessante. O único problema é que a HQ está mais para Silk #1 do que Mulher-Aranha #1. A personagem por muitas vezes fica no assento do carona em sua própria HQ de estreia. Seja pela presença marcante da jovem Silk ou pelo próprio roteiro que é totalmente interligado ao evento das revistas do Homem-Aranha.

VEJA MINHA ÚLTIMA RESENHA: HQ do Dia | The Flash #35

E aí, curtiu?

Escrito por Igor Tavares

Carioca do Penhão. HQ e Videogames desde 1988. Bateria desde 1996. Figuras de ação desde 1997. Impropérios aleatórios desde 1983.

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