HQ do Dia

O Legado de Júpiter

Saturado de ler muitas coisas da DC e Marvel, optei por procurar novos selos e encontrei a Image Comics. Uma editora de vários gêneros de histórias, porém seu apelo é mais alternativo e como prefiro dizer, mais “underground”. Muitos dos seus títulos têm a tendência em proporcionar algo mais ousado como foi o caso do “O Legado de Júpiter“.

Lançada no Brasil pelas mãos da Panini em dois volumes, o título é um dos trabalhos autorais de roteirista Mark Millar (Guerra Civil e Kick-Ass) e do desenhista Frank Quitely (Superman: Grandes Astros), ambos já haviam trabalhados juntos em “Authority” anos atrás. “Legado Júpiter” tem o papel de nos trazer uma nova visão sobre os heróis, estes que que nos vigiam pelo ar e salvam inúmeras vidas, mas que no fundo possuem segredos como todos nós.

A história se passa em universo semelhante ao nosso, o mundo vive uma crise econômica, heróis agem em perfeita sintonia com o governo desde da decepção de 1929. Sheldon Sampson (também conhecido como Utópico) é um desses heróis, para continuar seu legado ele teve dois filhos, Chloe e Brandon. Enquanto ela é pacifista e vegetariana, o outro age por impulso e frustração, sem medir seus atos, muitas vezes querendo repetir os atos de seu pai, por fim sem nunca obter da forma deseja a consideração paternal que espera suas motivações.

Diferente das atuais referências que temos dos heróis, Mark Millar cria uma visão de como seria os filhos de heróis, os conflitos de gerações e a necessidade de se impor a qualquer custo para provar seu valor. Percebemos as diferentes visões em seguir o passado ou se manter no presente e como o poder em mãos descuidadas pode cegar mentes fracas, principalmente estas guiados pelo ego em desejar se sentir superior em tudo.

Mas não é de se negar que Millar sempre escreve suas histórias com olhar cinematográfico, podemos reparar no decorrer dela, como cada ação acontece e que existe algo muito mais grandioso nos bastidores do enredo, especialmente nas cenas de ação.

O que seria essas diferenças de gerações sem a parte visual de Frank Quitely, em sua arte clássica, podemos percebes nuances nos detalhes desde o design das roupas, até mesmo no fundo dos cenários onde as batalhas acontecem, seu grande destaque é demostrar como cada poder funciona, o que torna a leitura tranquila, mas detalhista.

“O Legado de Júpiter” é uma história que foge do óbvio e deixa sua marca até mesmo com um dos melhores trabalhos de Millar, impossível não interligar as conexões entre nosso mundo e este, sem esquecer a vida humana, como somos criados e como temos tanto de nossos pais. Desejamos ser melhores em busca de um reconhecimento, porém a jornada e evolução é somente nossa.

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